Amosando publicacións coa etiqueta O reino Medieval de Galicia.. Amosar todas as publicacións
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sábado, 3 de xaneiro de 2026

Terra de foris. ( Reciclaje blogueiro.)

 Post já publicado no 2023 no blog.       

 

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Esta-se a falar estes días, ( estou a falar no 2023) nas redes e entre uns poucos, não vaiam a pensar em mais, em quanto a que o  Bierzo, a Seabra e territorios asturianos do occidente possam ser incorporados a Galiza. Engade-se, num exercicio de fantâsia pondo o carro diante dos bois,  que  previamente deveríam fazer para isto um referendum

  Direi antes de nada que isto atopeino por acaso nas redes sociais, melhor dito no twiter, X,  que é a única na que ando a ouviar,  a asubiar, ou a  pesquisar,  à solta, um pouco de todo. Andar ando e  moito   mais ainda do que deveria. Esta  quimera,  evidente, ainda que saudosa prá qualquer galego, são criadas por dous ou tres twiteiros neste caso,  que fornecidos com moitos seguidores, ganhados no dia a dia com manhas de todo tipo.E como se tivessem um bom altifalante,  sabem fazer barulho momentâneo e parecem uma  multitude participante. Uma vez deitada  a  informação no twiter ( agora no X)   já os algoritmos se encargarão de flassehar a torto e a direito a mesma  para chegarem a todos aqueles que  por alguma curiosidade anterior tenham escoitado uma música parecida.  Do mesmo jeito, dende aquí, estos mesmos  entre a sorpresa e a  ledicia vão espargir, difundir e divulgar o grão, e assim dão por feita a sementeira.  Cousa na que me loubo, neste caso, em participar a espalhar.   

 

     

  O caso é que,  o chegar-me esta informação, também com sorpresa e ledicia, deseguido  veu-me o recordo o conceito de   "Terra de foris". Um  princípio ou regra não escrita que   para entenderem-se os galegos daquela ,  usava-se no Reino medieval  da Galiza.  O falarem de que tal terra ou lugar era " Terra de foris" , estavam-se a referir a  toda aquela terra considerada dentro dos senhorios da coroa do reino de Leão ainda que não era considerada terra propria do Reino nuclear galego, eles considera-na por tradição histórica e  cultural como galega. Não sei seguro se  a Seabra era "Terra de foris", eu acharia que sim o era.  Astorga e as suas terras não eram "terra de foris". No obstante... ( Ainda que no documento que mostramos o final o bispo de Astorga firma como pertecente o Reino de Galiza, não sei se porque ele era galego de nazón, ou a diócese de Astorga era sufragánea de Compostela e neste senso se considerava galega).  Parte do occidente asturiano não era considerado "terra de foris" outra parte a mais próxima sim. O Bierzo, claramente,   era "Terra de foris" pois bem sabemos que foi sempre terra galega do reino nuclear galego e  deixou de ser considerada como  terras do Reino depois das guerras de  dominação dos Reis Católicos que derom esta terra, do Bierzo,  a dependência do Conde de Benavente e desposeirom dela os Castros nessa altura  os mais altos representantes da nobreza galega. É bem evidente que nas fronteiras citadas que antes eram consideradas parte da Galiza nuclear e  que hoje já não pertencem a Galiza administrativa actual,  ficam pegadas culturais, sociais, costumes e formas   idiomáticas  evidentes que  demostram que perante moitos séculos forom territorios dos senhorios galegos e  que se sentiam dentro duma unidade política, cultural, idiomática, económica e histórica que se concretizava no chamdado  Reino da Galiza. Este reino que é herdeiro dos galegos dende a antigua Gallaecia  que foi minguando o seu terrritorio até a Galiza já Sueva e posteriormente  Reino Galego medieval con Rei en Leão até 1230.

        Despois desta data,  1230 coa união num só reino em Castela, seguiu  sempre Galiza considerada  Reino ou entidade cultural e política com personalidade propria  como tal até a configuración administrativa das provincias de  Javier de  Burgos no  1833.

      E se não me credes, uma olhada este documento ajuda, tal vez, na sustenção do dito. Este é um documento no que firmam os bispos da orbe católica,  lá pelos 1545 , uma petição pra convocar um concilio, neste caso, nem mais nem menos,  o de Trento. Pois bem os bispos Galegos neste caso o de Astorga (duvido se era Terra de foris) e o de Ourense identificam-se como espanhol do Reino de Galiza e em troques o de Zaragoza  como espanhol do reino de Espanha.  

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  Ainda que há quem defende hoje, com bom criterio, que o Reino como tal numca foi abolido  e,  defende,   ou gostaria de que Galiza fosse denominada na actualidade Reino de Galiza. Tal como assim,  estou a falar,  este senhor tão ilustrado: 

           Eduardo José Pardo de Guevara y Valdés.

          Es un historiador y      genealogista español, especializado en el estudio de la nobleza bajomedieval gallega y profesor de investigación del Consejo Superior de Investigaciones Científicas.

Ainda que o não constar como tal na Constitução espanhola não seja fácil defender esta postura.

       Ainda que  isto  último seja outra histoira.

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sábado, 30 de decembro de 2023

Reino medieval Galiza. A toma de Almería.

 


Imos olhar a impressionante marcha dum grande exército galego.
     O Poema de Almería, "Praefatio Almeriae" (Prefacio de Almería) ou "Carmen de expugnatione Almariae urbis" (Cantar da conquista da cidade de Almería) é um poema épico do ano 1149 atribuído a Arnaldo Bispo de Astorga, escrito em latim medieval e narrado a jeito de crónica. Foi engadido ao final da "Chronica Adefonsi imperatoris"; umha crónica do reinado de Afonso VII. No poema nárrase a victoriosa campanha militar cristiá do ano 1147 que remataría coa conquista de Almería em Outubro desse ano.
 
Esta campanha realizada ao jeito das Cruzadas (acadou o "rango" de Cruzada otorgado polo Papa Eugenio III), na que participou umha aliança de reinos peninsulares e extrapeninsulares, foi liderada polo próprio Afonso VII.
Afonso rei de Galiza, de Leom, de Castela e de Toledo fora consagrado como monarca sendo um cativo no ano 1111 polo Bispo e militar ("baculum et ballista") Diego Gelmirez na basílica de Compostela. Com esta cerimonia, tanto o bispo como o aio de Afonso, o Conde de Traba Pedro Froilaz, procurabam que, no caso de que a súa nai Urraca ("filia Hildefonsi [Afonso VI] senioris Galliciae regis", "totius Gallecia domina” e "totius Gallecie imperatrix"), casada nesse intre em segundas nupcias co rei Afonso de Aragom e Navarra, tivesse um filho deste nom se visem afectados os dereitos do futuro Afonso VII ao trono como legítimo herdeiro do seu avó Afonso VI e, em todo caso, do seu pai Raimundo de Borgonha.
Á morte da súa nai, no 1126, herda o reino de Leom emprendendo, tamém, a recuperación do reino de Castela, que estava baixo o dominio de Afonso I de Aragom e Navarra. Coas Paces de Támara de 1127, púxose fin á disputa entre os dous monarcas e Afonso VII foi reconhecido tamén como rei de Castela e de Toledo.
Em 1135 foi corado "Imperator totius Hispaniae", mais nas crónicas tamém aparece como "Adefonsi imperatoris Yspanie et Gallecie", "Imperante Adefonsus imperator in Gallecia" ou, simplesmente, como "Adelfonsus rex Galliciae".
  Na grande força militar que atacou Almería naquela campanha de 1147, ademáis dos exércitos dos diferentes reinos de Afonso VII, participarom, entre outros, os exércitos dos reinos de Portugal, de Aragom e de Navarra, dos condados de Urgel e de Barcelona, das repúblicas de Pisa e de Génova (este último condado e repúblicas participerom com marinha de guerra), do Senhorio de Montpellier e tamém Cavaleiros Cruzados.
 
O Poema de Almería, na parte que narra o avanço dos exércitos de terra, fálanos em detalhe de cal deles é o que encabeça o contingente de tropas, abrindo o caminho polo território inimigo:
"Longa quies Crux est, bellandi gloria lux est. |
Maius est mensis. Procedit Galliciensis, |
Percepta Jacobi primo dulcedine sancti. |
Ut caeli stellae sic fulgent spicula mille. |
Mille micant scuta, sunt arma potenter acuta, |
Est plebs armata, nam cuncta manet galeata; |
Ferri tinnitus et equorum nempe rugitus; |
Surdescunt montes; exsiccant undique fontes; |
Amittit tellus pascendo florida vellus; |
Pulvere prae nimio vilescunt lumina lunae,"
Traduzido:
 "Longo descanso é a cruz e esplendorosa é a gloria de guerrear. É o mes de Maio. Adiantam-se as espadas de Galiza, percebendo primeramente as doçuras de Santiago.
Como as estrelas do ceo, assim refulgem milheiros de lanzas.
Milheiros de escudos centelham e as armas estam poderosamente afiadas.
A multitude está armada e atopa-se toda coberta de capacetes.
O tilintar dos aceiros e os relinchos dos corcéis ensurdecem os montes. Por todas os lugares deixam baleiras as fontes.
A terra entrega para o pasto as súas flores laúdas.
Coa inmensa poeira escurecem os raios da Lúa"
 
Semelha que é este um exército galego cumha imagem poderosa, moi numeroso, bem armado e cunha imponhente cavalaria (um dos corpos militares máis estimados na Idade Media). Nada que ver coa tradicional imagem dunha Galiza medieval ilhada, pobre, débil e militarmente sumisa que vende a historiografía espanhola. Mais vejamos que máis di o poema daquel exército do reino da Galiza:
"Splendor et aethereus frustratur lumine ferri. |
Strenuus hanc sequitur turbam Consul Fredinandus. |
Regali cura moderando Gallica jura. |
Imperatoris erat nati tutamine fultus. |
Hunc si vidisses fore Regem jam putavisses; |
Gloria regali fulget, simul et Comitali. |
Florida milities post hos urbis Legionis, [...]"
Traduzido: "e a claridade do ar esvaece-se á refulgência do aceiro. Acompanha a esta hoste o aguerrido Consul [significando o máis alto cargo de governo num território e no mando dum exército] Don Fernando
que governa a lei em Galiza por encargo do rei, e honrado coa tutela do filho do Emperador. Si o vírades pensaríades que el era um rei brilando á par coa súa glória de Conde e coa de Soberano.
Detrás destes, a florida milicia da cidade leonesa [...]"
Pois efectivamente; a descriçom poética que da o texto deste exército e do seu valoroso comandante (que semelhaba máis um rei que um conde) fainos pensar, pola súa dramatizaçom, que a visiom da súa marcha devia de ser algo verdadeiramente impressionante.
E quem era aquel tam importante Conde Fernando?;
     pois ninguém outro que Fernando Peres de Traba, filho do anteriormente referido Conde Pedro Froilaz de Traba. Foi Fernando o líder da nobreza galego-portuguesa e moi influente nas cortes reais (assinava nos documentos como "Comes Fernandus de Gallecie"); foi tamém Adiantado do Emperador Afonso VII e titor do filho deste, o futuro rei de Galiza e de Leom, Fernando II, um rei que estará moi apegado á Galiza (país onde chegou a contraer matrimónio coa filha do rei de Portugal Afonso Henriques e onde está soterrado por próprio desejo na Catedral de Santiago) ja que pertencía a um medio social, cultural e lingüístico galego pola súa formaçom com Fernado Peres de Traba e a súa poderosa e influínte familia. Tal era a vinculaçom dos dous Fernandos que, já antes da morte de Afonso VII, o Conde aparece coasinando documentos co Príncipe aparecendo este co título de rex. E mesmo Fernando II chegou a casar, em segundas nupcias, com Tareixa Fernandes de Traba, neta do Conde.
Crónicas da época como a 'Chronica latina regum castellae" considera que a súa influência foi determinante para que, no testamento de Afonso VII, Galiza e Leom (herdados por Fernando II) se separasem de Castela e Toledo (herdados polo tamém filho de Afonso, Sancho).
Outras crónicas destacam de Fernando Peres de Traba o seu valor na referida conquista de Almería.
Demostra-se, umha máis vez, que aquela pobre imagem da supostamente sumisa Galiza medieval da que fala a historiografía espanhola vê-se truncada pola verdadeira Galiza chea de arte e cultura dominantes que já temos visto noutros artigos, ateigada de mosteiros, castelos e catedrais, com moi importantes e influentes nobres que educavam a emperadores e a reis, e que, polo visto, dispunha duns impressionantes grandes exércitos.
 
Fonte:Grupo facebook reino medieval de Galiza. 
 https://www.facebook.com/groups/reinodagaliza/?multi_permalinks=1482076895909468%2C1483017095815448%2C1482708012513023%2C1482150315902126%2C1482516792532145%2C1481386915978466%2C1481537712630053%2C1481920742591750%2C1481521319298359%2C1481908429259648&notif_id=1703838117358140&notif_t=group_highlights&ref=notif

xoves, 10 de xuño de 2021

Tres compañeros recientes. (De vez em quando um livro)

 

          Los tres me han acompañado, una buena temporada. Creo recordar que nos juntamos en octubre del 2020. Primero  estaba concentrado  en La Monarquía Hispánica, en navidades mi hijo me  trajo el regalo maravilloso de la Historia del Poder político en  España, por las mismas fechas en una libreria de Allariz de libros de segunda mano  me encontré  con la Historia Medieval de Galicia,   algo que tenía pendiente,  y también lo agregué. El caso es que los tres juntos han andado de mochila para arriba para abajo, mesilla, mesa de la sala, han estado al menos a mi vista en todos estos días . Los tres se iban alternando y conviviendo entre ellos y yo. Hace un mes que los dí por despedidos y leídos y aquí andan  con una imagen más usada y llenos de rasguños y notas interiores a lápiz.

      La Monarquía Hispánica, escrito con esa generosidad de datos y reflexiones de Villacañas hay que leerlo despacio, consultando, repasando. Todo parece nuevo en su lectura, todo parece heterodoxo históricamente, te absorbe por conocer y saber más. Es amplio, completo en sus descripciones  escritas por un filósofo que te explica la historia. Tengo que decir que soy fan incondicional y eso me  hacer fascinar más con sus enseñanzas. Es como dije más para estudiar que para leer, el autor no te lo pone fácil en la complejidad de los reinos de León, Castilla, Aragón , Navarra, Portugal. Causas, consecuencias, visiones nuevas, respuestas a los porqués  y que el lector saque consecuencias o vea antecedentes de la historia de España que puedan dar explicaciones a la España de hoy. Recomendable, evidentemente, y que precisa repaso paralelo de fechas, datos etc. para que el lector no se aburra y lo deje. 

       La historia del poder político en España, es una obra magnífica que te coloca en la explicación histórica de situaciones y causas. Es crítico  y pedagógico y el bagaje que se extrae de él es monumental. Repite o conecta  muchas cosas ditas en  "La Monarquía Hispánica" , por lo que habiendo leído primero este libro se entiende mucho mejor la  "Historia del poder político en España". Tiene esa visión racionalista y heterodoxa de Villacañas en el que siempre encuentras reflexiones, datos, historias que no sabías. A mi modo de ver no es parcial ni divulgativo de ninguna idea, aunque estará quien piense lo contrario..

      "O Reino Medieval de Galicia", de Anselmo López Carreira es un libro riguroso, magníficamente presentado y con un nivel historiográfico que puede cansar a profanos o poco acostumbrados a la historia. Es un libro necesario y de contínua consulta. El autor cuestiona con datos, fuente y citas el relato histórico que sitúa a Galicia al margen de la Historia Medieval y víctima de la historiografia de creación de una España mitológica gótica que margina la gran importancia de Galicia ya desde el reino Suevo y con la posterior organización del reino en lo que la historiografía castellana llamó el Reino de León. Habrá gente que critique el libro desde un sesgo ideológico  como nacionalista, pero los datos y la visión de la historia están ahi. Muy interesante y necesario sin menoscabo de que se cuestione lo que cada uno quiera , sobre todo ante la aparición de nuevas fuentes y estudios al respecto. Abiertos estamos y ansiosos de aprender y saber, pero no nos gustan los relatos fantasmagóricos y falseados en aras de justificar una idea política actual. Lo encuentro magnífico para leerlo con calma e ir asimilando conceptos y fechas, de hecho he releído algunos capítulos otra vez para procesar e ir asimilando  su densidad de información. Es uno de tantos libros que te ayudan a sacar el velo de un relato mal contado en que en este caso la víctima es Galicia como sujeto histórico y entidad cultural.

      Que compañía me han hecho, pena que  no les hubiese dedicado más tiempo y profundidad. Son más para estudio y consulta permanente que para lectura rápida. Mi deseo sería volver a empezarlos de nuevo, porque en esto de la historia para aficionados, como en mi caso, es como el correr o hacer ciclismo, necesitas rodar continuamente aunque sea poco a poco para llegar a andar con soltura.  No van a ir a la estantería sin más, tendrán que estar a la vista, porque me son necesarios. Queda pendiente una reseña con un post de cada uno en este blog.