Amosando publicacións coa etiqueta o chofer. Amosar todas as publicacións
Amosando publicacións coa etiqueta o chofer. Amosar todas as publicacións

martes, 28 de abril de 2026

O Manuscrito do capitám: Filho dum guerrilheiro.

 

                               1957

         O Manuscrito do capitám: Filho dum guerrilheiro.

    Chamo-me Manuel Folgoso Quintana. Presento-vos estes pequenos escritos que  estou a  rematar, para deixar pegada duns recordos moi importantes e que eu tinha gardados ma minha gaveta. Acho tenhem importância para comprendére-des tanto a minha vida como o meu modo de ser. Trato de não olvidar os momentos ou experiências  tão importantes que vivim no verão do ano  1957, despois de rematar o meu período académico  para obter a recem  graduação de Tenente. Hojé já som um  Garda Civil co grado de Tenente.

Nascim em Quintairos, uma aldeia moi pequena da parróquia de Santiago de Amoroce do concelho de Celanova. O meu ano de nascimento, 1936, não foi um dos melhores da história. Passarom cousas daquela.  Crescim no seio duma família ordenada, católica, como quase  todas na altura.Vivim  mergulhado entre o  ambiente dum quartel da Garda Civil e uma vida de aldeia da postguerra. Criei-me, no que em Galiza se conhecem, com moito acerto, os  anos da fame.  Anos  carentes de moitas cousas básicas materiais que hoje temos, aliás os meus recordos são alegres,  não nos faltava nem  amor nem felicidade nos anos que nos criamos. Os meus país eram Antonio Folgoso Pousa e Lurdes Quintana Carreira. Ele Garda Civil e ela ama de casa. A  minha infância foi quase toda entre a  vila de Celanova e  a  aldeia  da que tinhamos a nossa   procedencia familiar tanto paterna como materna. Alí em Quintairos, nossa pequena aldeia,   estamos quase todos vinculados familiarmente uns cos outros como é o natural em qualquer aldeia galega. O meu pai  estivo destinado nos postos da contorna,  pertecentes a Companhia da  Garda Civil  de Celanova,  prácticamante toda a sua carreira, excepto um ano que por ascenso a cabo foi destinado o posto de Baltar, um povo de fronteira perto de Ginzo da Limia. Isso foi,  lá na altura de 1946.Tinha eu daquela apenas nove anos para dez. Despois voltou a Celanova e recem por idade passou a reserva despois de retirar-se no cargo de   Sargento. Tivem uma infância feliz, como quase todos os nenos que conhecim. Bom estudante, os meus país internaron-me os dez anos no colégio dos Salesianos de Ourense para començar o bacharelato como era  o habitual, já que  em Celanova não havia nem há ainda  centro de ensino para conseguir tirar o título de bacharel. A alternativa  somente era a  posibilidade de seguir na escola pública até os catorce anos para assim acadar o certificado de estudos primarios. Rematado o bacharelato e o correspondente exame de révalida no Instituto do Possío de Ourense, forom chegados os tempos  de mudar o rumo da vida, pois  a idade  de decidir já chegara.Tomei a decisão que  tinha pensada já nos últimos anos. Não iria a  Universidade. A minha escolha clara era preparar-me para ingressar na Academia General Militar em Zaragoza. Queria ser militar de carreira e se for posível da Garda Civil. E assim foi, consegui o meu objetivo, ingressei e depois de quatro anos  conseguím a graduação como  oficial da Garda Civil co grado de Tenente. Esta professão  era a que eu vira no meu entorno e que considerava, além da esquisita mitificação da pulha da vocação, como a via ideal para conseguir o trunfo social na vida. Pero não só era o logro persoal o motivante desta decisão, também significava moito para mim  sentir o orgulho do  meu pai  o ver-me alcançar  este nível que ele valorava moi bem, obviamente. Isto era para mim já uma satisfação imensa de por si. Era como devolver algo a quem com tanto sacrificio turrou de mim para esforçar-me  e empenhou-se tanto na minha educação.  É normal que toda a vida vendo e admirando os oficiais da Garda Civil tenta-se eu, ainda que fosse no meu magim, seguir o modelo admirado e propor-me algum dia ser um deles.

     Como se pode ver, até aquí, seguindo um pensamento lógico qualquera pode pensar que  na minha vida  todo parece ser maravilhoso.Abofé, não se podia pedir mais, conseguir o que queres, sentir-te querido polos teus e ver o horizonte vital despejado. Tal vez,  os asuntos do amor, cousa de pouco interés aquí e agora,  andariam um pouco amuados e arrefriados. No obstante, esta Arcadia feliz pareceu um dia agitar-se e remerxer no meu mundo tão bem controlado. Tuvem noticias impactantes e marcantes as quais pareciam ser capaçes de esfarrapar esta harmonia vital e emocional. O caso é que não foi assim, por fortuna, todo o contrario, não foi nenhuma desgraça. Como contarei de seguido, mas bem, foi uma benção de vida, embora num primeiro impacto trocasse tanta felicidade por certa angúria e ansiedade.

 Pode haver cousas da tua vida que estejam  acochadas em algures, que tu mesmo não saibas da sua existência  e que outros sepam mais de ti ca ti mesmo?. Não é o normal, mas pode ser.

 Não se trata do que tu  fizeras ou que por omisão não fizeras.Não, estou a falar de algo que tu não decidiches e que te atopas com ele e vai acompanhar-te no teu percurso vital. Em resumo, algo que, simplesmente existe, faz parte da tua vida ainda que tu não sabes que existe e tal vez nunca irás  a sabe-lo. Ninguém te diz nada; som uma persoa respeitável; som um intocável a quem não se pode criticar ou prejudicar, som um venturoso e ditoso cidadão militar que vive numa sociedade na que valora-se como nenhuma o apogeu militar. Mas sempre há uma primeira ocasião para todo na vida e sempre haverá alguém que por razões insondáveis e inexplicáveis, rache e perturbe esse plácido entorno e viole o pacto tácito da gente dos teus lugares e da tua circunvizinhança.

Vamos pois a desvendar este introito tão rebuscado e misterioso...........

 

luns, 16 de febreiro de 2026

O asassinato do chófer da "Línea".- Documento 1. informe de pesquisas do Sarxento Comandante do Posto. (Reciclaje blogueiro)

 

 OURENSE | Page 260 | Skyscraper City Forumno capítulo anterior. 

 

Documento 1º :  Informe do Sarxento da Garda Civil de Baltar, sobre o transcurso da investigação,  e os feitos do assassinato.

 

    Baltar a 12 horas del  21 de julio  de 1965. 

       

    Sr. Capitán Jefe de la Línea de  Ginzo de  Limia.

                       Orense.  

                          A la orden de Vd.mi Capitán.  

       El Sargento  que suscribe, tiene el honor de poner en conocimiento  de Vd. los siguientes  hechos ocurridos en la noche de ayer en la localidad de Baltar perteneciente al puesto de la Guardia Civil del mismo nombre, y el cual tengo el honor de mandar:

     Sobre las diez horas y media en el lugar llamado  popularmente como Eiró, y oficialmente plaza D. Juan de Austria,  en el centro del pueblo de Baltar se produjo  un atentado con arma o armas  de fuego con resultado de muerte.

      El fallecido era el conocido Chófer del autobús de línea entre Ourense y Baltar. El nombre del mismo era Carlos Moreira Velo, de 36 años de edad, casado y con un hijo de 3 años. Natural de A lampaza, Celanova. Residente en Baltar desde hacia un año, y no se le conocían antecedentes delictivos. El hombre era apreciado en la localidad así como su familia.

      A la hora citada se oyeron dos fuertes disparos, que oyeron varios paisanos del pueblo y el Guardia que estaba de puertas, no muy lejos del lugar de los hechos. Cuando se acercaron a la entrada de la casa del fallecido se encontraron a su esposa e hijo en un estado de desorientación y descontrol propio del momento vivido. La esposa en ese momento relató que ella y el niño se encontraban en la parte inferior de la casa en la cuadra, cerrando las puertas, mientras el esposo estaba en la parte superior , después de subir las escaleras exteriores, y ya , creemos que, con la puerta abierta y la luz encendida recibió dos disparos en la cabeza. Según el relato de su esposa, cree que el ruido de los disparos procedía de un “combarro”, o almacén de leña, próximo a unos cincuenta metros y del otro lado de la calle. El lugar es abierto por su parte delantera y oscuro lo que pudo permitir apostarse a los asesinos  sin ninguna dificultad. Desde este lugar que está hasta la mitad ocupado por leña de troncos de roble está en línea oblicua el balcón  que abarca todo el frontispicio o fachada de la casa y en medio  está la puerta principal, lugar en el que una vez abierta cayó desplomado el chófer. 

      Por otro lado y teniendo en cuenta que la esposa se encontraba en la parte inferior, debajo del balcón de la casa, pudiera ser que al no tener visión al respecto no hubiese visto a los atacantes y que estos hubiesen subido por las escalera, trás el chófer, y avanzando por el balcón cayense por sorpresa sobre él y le hubiesen disparado a bocajarro dos disparos en la cabeza, o que fuese sólo un atacante y que disparase dos veces.

      Son las dos posibles hipótesis posibles, teniendo en cuenta que el testimonio de la mujer es aún prematuro y estaba tal vez influenciado por su alteración emocional.  

       Fuese de un un modo u otro, las sospechas hacen pensar que se trata de dos personas muy profesionales en el manejo de las armas, muy destemidas, con cierta preparación militar y  posiblemente jóvenes o en buen estado físico. 

       Ningún testigo vió movimiento alguno de personas sospechosas o corriendo hacia algún lugar. Se supone que dada la rapidez de los hechos, los disparos debieron ser por personas o persona muy experta en el uso de arma de fuego. No sabemos si era una o dos personas, pero se deduce de los testimonios relatados por la esposa y vecinos cercanos que se oyeron dos disparos muy seguidos. Eso nos hace suponer que debieron ser dos, para asegurarse de forma rápida el alcanzar el objetivo.

      Debido a que por este Puesto se estaban realizando pesquisas en torno al fallecido, pues nos habían llegado informaciones,  en cuanto a que fuese  um posible colaborador o actor principal  de delitos de contrabando entre los pueblos de la frontera y Ourense, se presupuso en un primer momento por este mando que podía tratarse de un ajuste de cuentas por dinero entre contrabandistas, por lo que los presuntos asesinos podían ser portugueses que se hubiesen desplazado desde algún pueblo cercano de la parte portuguesa, cruzando la Sierra del Larouco, hasta Baltar para ejecutar una venganza o cobrar una deuda pendiente. Incluso , por parte de un informador local,  este jefe de Puesto pudo saber que recientemente  en una taberna de la Boullosa se pudo  ver y oir como el tal Carlos discutía y  negaba una posible deuda a un famoso contrabandista portugués de Sendim , conocido  como “o fascista”o también “o pelexador”.  Ante estos indicios por este Comandante de Puesto se tomó la rápida decisión de esa misma noche salir a cubrir posibles rutas de escape hacia la frontera, con  la recta intención de encontrar a los culpables o dificultar su huida, en el supuesto de que fuesen dos y que realmente hubiesen abandonado el lugar.

      Hasta el momento, mañana del día 21, no tenemos ningún resultado que dar de las pesquisas realizadas. La patrulla que cubrió  los itinerarios desde Baltar, Sierra do Larouco hasta la zona de frontera con el pueblo portugués de Padornelo, informó que no vió ningún rastro o indicio  tanto de noche como en comprobación a primera hora de la mañana.  La Patrulla  que ocupó el paso de frontera a la altura del Castro de la Boullosa, zona conocida como La Rousia, y que está próxima a las localidades lusas de Padroso y Montealegre tampoco informó de nada al respecto. En cuanto a la entrada o salida por la zona de San Martiño, y próximo al pueblo portuguës de Sendim,  también se  desplazó una patrulla apoyada por varios colaboradores del pueblo a fin de cerrar los pasos conocidos de contrabando y tampoco se pudo obtener ninguna información al respecto. 

      Así pues después de haber cerrado lo más rápido que fue posible las habituales vías de entrada y salida, continuamos ahora mismo con patrullas peinando las mismas zonas y zonas intermedias en la procura de indicios o en el buen entender que los individuos sospechosos se hayan refugiado durante la noche e intenten en el día de hoy pasar al otro lado. Es posible también que cuenten con apoyo logístico y alojamiento en cualquier aldea cercana al pueblo de Baltar o en el mismo pueblo con el objeto de continuar su marcha en condiciones favorables. En la inteligencia de que tal cosa pudiese ser, este servidor de Vd. ha tomado la iniciativa de movilizar por la zona de frontera aparte de las citadas fuertes de nuestro  Benemérito Cuerpo a todos los confidentes y colaboradores que para misiones de vigilancia de delitos de contrabando tenemos a lo largo de las aldeas fronterizas y también de los pueblos próximos de Portugal como Sendim, Padroso y Padornelo. De forma personal se ha enviado un confidente del pueblo de Sendim para que se desplace a Montalegre a fin de poner los hechos en conocimiento del Jefe de la Comandancia de la GNR, solicitando su colaboración e información.

      Esta es la información que hasta el momento, por parte de este subordinado,  se puede comunicar desde este Puesto de la Guardia Civil de Baltar.

 

       Dios guarde a Vd. Muchos años.

          El Sargento.

Cuidado! Tu firma puede decir todo sobre ti - Alto Nivel 

      Fernando  Seijo Lamas.