Amosando publicacións coa etiqueta o chofer. Amosar todas as publicacións
Amosando publicacións coa etiqueta o chofer. Amosar todas as publicacións

luns, 26 de xaneiro de 2026

Era daquela num dia de Julho, do 1965 em Baltar.

 

   Dom Calixto, o cura da Boulhosa,  não teve medo o calor e montou um dia mais  na sua cavaleria, uma besta grisalha e nobre de pranta e bom porte,  e mansinhamente percorreo os quatro quilómentros de caminho entre A Boulhosa e Baltar. Ainda não há estrada apropriada para os automóveis, os caminhos são os mesmos que os dos nossos antergos galaícos, galaico-romanos e suevos, pois de todo havería por aquí que ainda que não temos vestigios que mostrar, tiramos de certa intuição da toponimia e achamos que os germánicos-suevos andiveram por cá. Mas não são neste caso os Suevos os que ocupam o nosso tempo e tampouco os do cura Dom Calixto. Ele chapeu na cabeça vai caminho adiante prá beirada do café do Pepinho,  depois de deixar o jumento atado diante da tenda da senhora Herminia que se ocupara de pôr-lhe caldeiro de auga e manhuço de erva pra aliviar a sua espera e reponher forças pra fazer o caminho de volta.

       Dom Calixto deu as horas  e foi saudado por quase todos os concorrentes do café cos que se atopou. Viu-se quase obrigado a sentar-se numa das mesas de fora na que estavam animadamente a conversar o senhor abade de Baltar, o Sarxento da Garda Civil e o  Dom  Honorio, burócrata das oficinas do concelho, ainda que daquela diciamos Axuntamento, meio traducindo a palavra oficial de ayuntamiento. Na mesa do lado repicavam contra o mármores as fichas de dominó da partida que estavam a botar entre o Secretario, o cabo da Garda Civil, o encargado da Fenosa e o negociante em peles, perniles e variedades da mesma clase o "jamoneiro". Todos fizeram acenos breves de saudo para Dom Calixto o tempo de seguirem  repinicando na mesa e  alzavam a voz para justificarem uma jogada ou recriminarem-lhe o companheiro a dele.Era a música habitual.

   Despois de cumprimentar a mesa na que se sentou, falou-se do tempo que estavamos a ter, moito calor pra altura do ano, ainda que pro  agricultor era bom, pois o pão tinha que madurar bem pra seitura. Depois pasou-se  os comentários obrigados de notícias que cada um ouvira no parte da radio.  Algo se disse sobre a guerra de Vietnam,  a commemoração dos vintecinco anos de paz  que nos trouxera  “o  Generalísimo” que aparecia sorrinte nos cartazes pendurados por toda parte. Todos resaltavam quanto tinha prosperado Espanha dende então e a Deus grazas podíamos desfrutar do período mais longo de paz da historia da Pátria. Todos concordavam felizes de viver naquele momento de progreso e solaz, no que estavamos a prosperar moito, atrás ficavam os ominosos anos da fame. Num momento Dom Calixto morninhamente, dirigindo-se o Sarxento, fijo um comentário obrigado. 

    —Então Dom Fernando, andarão moi ocupados na Comandáncia coa desgraza do asassinato do chofer. 

     O sarxento era já um homem maduro. Dava imagem também de experimentado no seu oficio pois a cara já anunciava andar  no final da sua carreira. É precisso dizer que naquela altura e por ordem da superioridade, ainda nos seus momentos de ocio os gardas tinham que vestir o uniforme reglamentario com cinto e pistola do nove largo na funda  e o tricornio negro apostado o seu carão, ou  onde estivesse a mão. Ele tinha um fino bigode, pelo branco curto, homem de  meia altura, delgado e fino de talhe. A sua apariência não era nada arrogante e moitas vezes passava desapercebido no local do café. Ele contestou a Dom Calixto com moita mais longura e dedicação da que acostumava para os casos de asuntos de serviço. Tal vez um pouco doido pola circunstancia de parecer que estava tutelado por um superior, o capitám,  e para justificar-se ante uma pessoa  que  ele sabia conhecedora do que passava e pra divulgação pública, por se houvesse algún “ruxe-ruxe”, ou um “dixo-me, dixo-me”, que puder pôr  em dúvida o seu prestixio,  comentou para todos os presentes,

— Pois não pense, dom Calixto. Como bem sabe você a investigação  está totalmente nas mãos do Capitám Folgoso Quintana que veu dende Madrid  a pé feito pra fazer-se cargo de todo. Nós estamos tranquilos, nada temos para fazer o respeito nem os meus jefes me chamam pra nada. Só lhe damos apoio e informação que nos pede o capitám  e nada mais. Ele fala cos gardas, comigo, interroga gente da que comunicamos suspeitas etc. e  fai  uma cousa que nós numca fizemos, falar moito coa GNR. Tem falado co Tenente Coronel de Chaves  e também co capitám de Montealegre. Isto é cousa novidosa para nós porque nós pouco, por não dizer nada, falamos cos portugueses e como bem sabe, ainda que os dous povos temos governos amigos,  na práctica,estamos acostumados  a andar   de costas viradas para os gardinhas e eles também para nós. O nosso trabalho é nem deixar pasar dalá pra cá nem o ar se for posível, assím que o inimigo para nós está lá depois da raia. Haja o que houver nas investigações, acho vão durar pouco tempo, pois o capitam vem com moitas ganhas de esclarecer pronto o caso e de seguro que o fará logo.

O sarxento até se surprendeu a se mesmo da largueza com que falara. No entanto, parecia pensar para sim-mesmo que  o destinatario da mesma,  um  cura, merecia dar-lhe certa relevância e  confiança. Não há problema, pensou, que  melhor que um cura para ter prudência no falar. Mas não era ele um dos tantos que falam por falar, neste caso administrou bem as suas palavras,  o Sarxento D. Fernando Airas  Maroto, pois o seu objectivo era por o  seu relato  a correr por ahí adiante. (Já me entendem). Home com experiência sabia que a  propaganda se não cha fam outros polo menos intenta faze-la tu.

   — Compreendo- engadiu dom Calixto. — Já sabe meu amigo, o mesmo se passa na Igrexa como Institução ainda que divina, também é humana e jerarquica. Onde há jerarquia como passa no Corpo da Garda Civil, estas cousas sucedem e só queda ponher-se, como dizem os militares, em primeiro tempo de saúdo. Razões poderosas  terá o mando para as suas decisões. 

   Ficava claro que a presença do capitam adoecia moito o Sarxento-comandante do posto de Baltar. Temia, como qualquera, que o seu prestigio fosse minguado por comentarios mal intecionados. E já  como pra rematar a conversa o sarxento  soltou uma pequena arenga patriótica e moral tão habitual naquela altura.

 —Assim é Dom Calixto, e assim deve ser, como bem di você. A disciplina é para nós a pedra angular do nosso ser e  saber estar. Hoje em  Espanha temos paz, trabalho e ordem e grazas o nosso  "Caudillo" que Deus conserve moitos anos. Mas bem sabe você e todos voçês que a Garda Civil foi na guerra e é agora o piar clave do mantemento do ordem e a vixiancia e o controlo daqueles que quigessem subverter o nosso Régime. 

Dom Calixto recebeu o embate moral e ideolóxico e também  quijo deixar a sua pegada naquel pequeno duelo florentino. 

—Faço minhas as suas palavras e desejos, caro D. Fernando e engado,  que sem a fé e a lavoura pastoral da Igreja tudo sería estéril. A “Vitoria” trouxe a recuperação dos valores morales da religião. A nossa vitoria foi o trunfo conjunto da espada e o altar. Espanha voltou a ser o guieiro espiritual do mundo. Assim é que o nosso "Caudillo"  é tal pola graza de Deus que legiu e o proteje.

 Estas  palavras obrigadas para um pastor da Igreja, dadas as circunstâncias do mais vale parecer que ser. Palavras que estavam a ouvir as élites do povo e gente variada. Despois  Dom Calixto levantou-se e dispuso-xe a retirar-se daquela reunião florentina.

  —Senhores, moi boas tardes, até outro momento. Fiquem com Deus. 

ImaxeConto o que sei por ter vivido e não  por ouvir dizer.Conto de acontecidos verdadeiros... 

 

xoves, 23 de outubro de 2025

1957, uma viagem o Couto Mixto. III

 Em julho do 1957, o capitam Folgoso, recem graduado de Tenente,  tivo uma importante reunião perto do Couto Mixto. 


.......-Se você prefere chamar-me André não me importo mas todo o mundo me conhece como o “Lameiro” por formar parte da família Lameiro, do qual orgulho-me.

   -Seguirei chamando-lhe Lameiro como você prefere, só era curiosidade. Acho que o seu alcume tem moito sentimento e isso é o que conta.

   Não me perguntou nada sobre mim, por respeito, evidentemente. Mas intuía eu  que já o seu patrão lhe daria alguma ideia de mim, e não era momento tampouco para estragar a sua informação, mas tratando de estar ali com tanto sigilo, quanto menos se falasse moito melhor.


   Chegou o momento de partirmos de novo. E montamos nas nossas cavalerias e iniciamos a marcha.


   -Depois de virarmos a esquerda nesse outeiro , já estaremos quase no povo. Dixo ele o tempo que as cavalerias já tinham colhido o passo coa cadência da marcha.


   Depois dum tempo de caminhada, num momento o caminho converteu-se num chão batido e de seguido uma calçada romana, que nos ia conduzindo a entrada de Meaus. O povo parecia estar escondido entre uma floresta espessa de velhas touças de carvalhos, amieiros, vidos e castinheiros. Estava o abrigo do vento norte, pois estava abeirado a um monte que ia ascendendo desde as beiras do povo. Dava-lhe o sol desde o nascente até o sol-pôr, cara o sur olha-se uma extensa e nutrícia veiga pela que passa o Salas, ainda incipiente. O frente passada a chaira da veiga vê-se um povo maior é Sampaio de Abades.Já pronto paramos diante duma casa de pedra com um corredor de arcadas também de pedra e uma escaleira rústica que leva a entrada principal. Debaixo duas cortes com amplas portas carrais, por detrás adivinha-se um pátio redundado por uma alta tapada de pedra.


   Em quanto paramos as bestas, um homem alto, forte, de pelo negro e comprido baixava sorrindo a escada dende o corredor até onde já estávamos nós. Era o senhor Miguel Morgado Avedillo. Nos descavalgamos e fixemos os saúdo de rigor.....

martes, 21 de outubro de 2025

1957, uma viagem o Couto Mixto. II

             Em julho do 1957, o capitam Folgoso, recem graduado de Tenente, tivo uma importante reunião perto do Couto MIxto. 


......Num momento de mais confiança, atrevem-me a pergunta-lhe pela sua vida. Ainda que pressentia que ele não gostava de ter confiança com um desconhecido a quem considerava de outra casta.

-Mas, senhor lameiro o seu nome qual é. Pois Lameiro é alcume ou apelido?

-Sim senhor, Lameiro é alcume. Pois eu chamo-me André Regueiro Pousada, nasci na aldeia de Castro Laboreiro em Portugal, mas na fronteira perto de Entrimo. Não sei se conhece o ou tem ouvido falar.?

-Sinto, pois não tenho nem ideia do lugar. Respondi.

-Mas diga-me como chegou a viver em Entrimo?.

Ele passou a mão suavemente pela cumprida cabeleira branca, sorrio levemente e engadiu.

-Pois a minha vida é fácil de contar. Por tanto, olhe, a idade de dez anos os meus paizinhos, com seis filhos, buscarom para nós um pequeno porvir e assim também deixar liberada a casinha de tantas bocas. A mim a sorte levou-me a um lugar perto de Entrimo, chamado a Ilha, como criado de servir numa rica casa de labrança, chamada dos Lameiros. Por isso eu sou conhecido como Lameiro na contorna de Entrimo. Bom, no entanto ali ajudava nos trabalhos da casa, ia co gado o monte, arava, sachava, segava, estercava, mumguia vacas e cabras, em fim todo o que tinha de ser feito numa casa de labrança. Sempre fui bem tratado e ali botei dez anos até que chegou a guerra civil e voltei para Castro Laboreiro não fora que me mandassem como soldado também a mim o frente. Neste tempo que durou a guerra estava em contacto co meu patrão o senhor Eleutério Lameiro e coa sua filha, pois a mulher morrera-lhe por então. Neste tempo da guerra apareceu por cá, escapado, o senhor Miguel Morgado que mais tarde casaria coa filha do senhor Lameiro. Quando a guerra rematou voltei com eles . Passados cinco anos depois do final da guerra morreu o senhor Eleutério e o jefe da casa passou a ser o senhor Miguel. Passados uns anos os meus senhores estabelecerom-se em Entrimo mesmo . Puseram um negócio e eu trabalho o capital das terras da Ilha e ajudo também no negocio a segum calhar . Em fim um pouco de todo. E esta é um pouco a minha história.....

luns, 20 de outubro de 2025

1957, uma viagem o Couto Mixto. I

                  Em julho do 1957, o capitam Folgoso, recem graduado de Tenente,  tivo uma importante reunião perto do Couto MIxto. 

Assim pois no dia combinado moi cedo, apareceu o senhor Berceiro o taxista para irmos de viagem  visitar a umas tías do meu pai.Sería um día enteiro para a ida, fariamos noite em Calvos e  ele esperar-me-ia no povo de Calvos mentras eu me deslocaria a uma aldeia pertinho dalí na que não se podía chegar de automóvel.   Arramcamos  de Celanova para Calvos de Randim. Um calor rachante, o ceu limpo, o sol entrava peneirado nas fragas de carbalhos e  pinheiros e invitavam o descanso e a deixar-se acarinhar daquelas sombras verdosas. Uma travessia incómoda e cansativa  foi-nos levando dende  Celanova até Bande e despois avançamos  costa acima, serpenteando por uma estrada de terra batida e colhos. O fim chegamos até Couso de Salas e asím  alcanzamos o planalto dominante sobre o val de Salas e o val do Limia.  A partires dalí o rio Salas  vai descendo e começa a cair veloz monte em baixo até morrer no Limia. Pela banda do Sud-oeste os ergueitos castelos das montanhas da esfíngica e tutelar silueta do  Gêres presidiam a paisagem   e olhavam-nos dende longe. Uma paisagem de diferentes cores, saudosa e viva acompanhava o nosso trilho até chegar a cimeira. Uma parada no alto e o marivilhoso mundo se abria os nossos olhares. Cara o  norte albiscabam-se as terras de Bande, Lovios, Entrimo e o alto do Vieiro que nos tapava as de Celanova.

Calvos, encostado cara o sur numa pequena montanha, ofrece o chegar dende o norte uma terra chá até os montes próximos. Lá no fondo estaba o paço dos Tejada que abrangia um amplo terreiro todo pechado com uma grande e antiga  tapada de pedra. A entrada uma nobre fronteira co escudo da casa  presentase-nos despois de pasar um souto de castinheiros, diante de todo um castinheiro centenario encorva o tronco o peso dos séculos. Ia petar na porta principal mas aparesceu de repente a receverme o senhor “lameiro” pois estava-me esperando.

-Bom día. É o senhor Folgoso?. Perguntou-me.

-Sim, sou eu.

-Estava a sua espera, tal como me ordenou o senhor Miguel. Pois cando você queira, podemos ir para fazermos o caminho a Meaus.  Se o senhor quiser demorar um pouco para descansar.?

-Não, não estou canso, será melhor chegar-mos quanto antes e despois já descansaremos  em Meaus.

-À vontade, senhor Folgoso. Pois não se fale mais. Vamos lá.

Saimos da entrada do pazo e entramos nas cortes dos cabalos e alí subim o cabalo que ele me tinha preparado e ele subiu também numa besta marela de bom porte.

- Imos ir polo  caminho de cara Paradela. Eu acho que duas horas estaremos no nosso destinho.  Diz o Sr. Lameiro.

Despois  deu-me uma rápida informação cum vista de olhos das terras nas que estavamos.

-A nossa direita ficava o rio Salas, mais aló temos Tourem, Randim, e o fundo Vilar, e Vilarinho, e mais adiante Santiago e Rubias, que junto com Meaus compoêm os povos do Couto Mixto. Lá o fundo na direção de Tourem está o alto da Mourela que nos leva a Pitões das Junas. Aquela serra tão alta que fica detrás de Vilar chamanlhe serra de Pena e Monteagudo. A nossa esquerda lá no alto fica o povo de Feás.

Com estas dicas o senhor “Lameiro” parecía sentir-se satisfeito de haver cumprido  o seu deber de anfitrião e parceiro de viagem.  O caminho era plano em general, nalguns tramos descendente. Nuns lugares era corgo, noutros aberto e à ventestate. As vezes  térreo e  noutros puro pedrogulho, incluso  zonas de penedas, algunas  lambidas nas esquinhas por os moitos carros de vacas que  teriam circulado secularmente  por alí. Quando  calhar,  iamos abeirados as sombras dos carbalhos das moitas touças do caminho, moito se agradeçia aquel refrigerio entre aquel sol abafante. Quando tocava  caminhar entre as terras de labradio quer fosse pelo pó, quer polas  moscas quer polo calor sufocante, ou por todo a vez,   as cavalerias  faziam pequenos protestos ressoprando como desabafo até chegarmos a encontrar  outro solaz que a natureza nos deparar. Ao longe  olhamos Meaus e então figemos um alto para  descansar, tanto  as acémilas coma nós. Sentamos numas penedas a sombra duns castinheiros a beira do ribeiro formado por um bulideiro regueiro de agua cristalina que corría cantareira em direção o Salas. Aproveitamos para dar de beber os animais e nós . Mesmo deveciamos por  estombalhar-nos à vontade  naquela ínsua saudosa. Alí,naquela tranquilidade, trocamos umas conversas. O Lameiro parecía um homem reservado, tranquilo, de fala lenta e prudente que conhece o vento e o tempo melhor do que os livros. Mostrava essa  imagen das gentes adicadas  toda a vida a servir algúm amo de casa rica de labrança. Tinha esa lentura no escoitar e no falar, propria dos homens do povo anónimo que permanecem calados entre o medo e a sabedoría antiga. Mostrava-se como se fosse um ninguém que  só quer escoitar, que não tem opinião ou a sua não é importante. Além disso  se for precisso,  oferecer-se-ia por gardar um segredo do seu amo. Fidelidade e lealdade que revelaba no seu limpo olhar.  Era  de meia estatura, fivroso e delgado, moreno cetrino de labrança, pelo branco cumprido, andaría polos cinquenta anos. Tinha um sorriso natural e a sua presença infundia confiança. No falar adivinava-se um certo sotaque portugués, ainda que eu não distinguiría moi bem os falantes da raia  acostumados o contacto cos vecinhos da outra banda, dos falantes portugueses nativos. Não o interroguei o respeito. Dixo-me que leva moitos anos trabalhando para o senhor Miguel, que é um bom amo e que tem  no convivio com ele um  trato moi bom, para ele a casa do seu patrão e coma se fosse sua. Engadiu-me, com certa solenidade, que ele estaría disposto a fazer o que fixe-se falta por as causas  do senhor Miguel. Engadiu que moravam em Entrimo, e que o senhor Miguel  tinha moitas e boas terras de labrança e um negocio de comestiveis ou como dizem também agora tenda de ultramarinos ,  na vila de Entrimo. 

. ....................