mércores, 7 de abril de 2021. Nesta data saiu este post despois da semana santa do 2021. Agora que estamos no 2026 aproveitamos o mesmo antes da Semana Santa do 2026. Reciclamos.
Hoje chove, é Venres Santo. Quando chegam estas datas, ainda que podemos passar por repetitivos, voltamos a reflexão cíclica do como éramos e como somos, que cousas fazíamos antes e que cousas fazemos agora. Ò falarmos de como éramos, sempre recordo, metendo-lhe retranca, o Alcalde do pequeno municipio rural dos Blancos, ( Alcalde mais tarde condeado por corrupção) . Este homem lá na primeira era Baltariana, era conhecido por gastar uns bons dinheiros municipais para trazer artistas importantes no día da festa do povo, para cantarem na praza para todo o público que acudia o evento tanto do proprio povo como das bisbarras. Este "líder" numa das ocasiões trouxe a Manolo Escobar, estrela no top musical na altura dos anos oitenta. Ele antes da actuação o ver a grande massa de gente congregada no seu povo, emocionado, subiu o palco, tomou o microfone e dirixiuse os seus vecinhos com esta mensagem: " povo dos Blancos o que nós éramos e o que hoje somos". Sempre gardei na minha retina aquel momento esperpéntico, brincalhão cheio de populismo burricalho.
Mas não era este personagem de quem eu me queria recordar agora, foi um acaso, só passava por aquí, para ele os melhores desejos. Eu quería recordar-me do que nós eramos e do que hoje somos, em quanto o que respeita a como se vive e se viveu a Semana Santa. Aquel nacional-catoliscismo real e vivente facia-nos viver uma fé, sincera para algúns nos que me conto, além de uma atmósfera de relixiosidade, silenzo, austeridade para vivirmos a morte, narrada nos evanxeos, de Cristo. Todo era uma grande mostra de teatro no que todos actuava-mos como doentes constrangidos polo sofrimento que nos redimeu. Fizera chuva, fizera sol, havia uma dor e um recolhemento fingido que inundava todo. Hojé, o que somos, nada tem que ver com todo aquilo. Quanto melhor, por ventura.
As novas gerações não imaxinam aquel grande teatro do adoctrinamento. Os que tanto vivimos aquilo, temos pra contar.
Não tenham medo, nem tenham medo o medo, e desconfiem dos que lhes
queiram falar do temor de Deus como cerne e alicerce da sua fé. Sejam
livres, desfrutem da carne e o pecado, sempre respeitando a liberdade, a
vida dos outros, o bem comúm e a segurança pública. E desfrutem da
Semana Santa, ainda que terá que ser já para o dois mil vintedous. Já
será sem Covid e voltarão a estar cheias as estradas, as praias, o turismo de
Adegas, os restaurantes e os lugares de lecer. E se gostam das
procesões, noraboa, desfrutem também, mas não intentem que todos
tenhamos que caminhar o son do tambor. Seja como for, Cristo estará
contente de ver os seus salvados, felizes no lecer, melhor que turrando dum
pau de cruceiro fingindo a dor alhea.


