martes, 10 de marzo de 2026

Sachando nos eidos alheios

 Numa escapada polo https://aspirinab.com/, blog amigo, coa máscara de "reis", andei um pouco por alí.  O Valupi fixo uma pergunta e da resposta quis por amizade  tirar  um post. Agradeçido deixo aquí o recordo. 

 

Bons e xenerosos

«Quer isso dizer que ninguém à direita te mereceria admiração moral? É só uma curiosidade.»

Agradeço a pergunta. Cingindo-me só a Galiza : Gostaria muito que assim fosse. Pois uma direita organizada e moral para o conceito de nação política galega é imprescindível. Houve e há uma grande tradição de nomes que cumprem esse requisito, mas estão já na história. No caso de valorizar a uma pessoa política pela sua moral, acho que não sou sectário, pois ainda que pareça virar, e vire, para a esquerda, não tenho, ataduras nem reparos em admirar, seja quem for, o bom fazer e estou co olho posto nos personagens da direita ou do centro. No caso de desejar o melhor para Galiza no desenvolvimento de nação política e cultural qualquer que ararar com esses bois, é prá mim, um dos “bons e xenerosos”, conceito moi usado no nacionalismo e galeguismo histórico para definir as pessoas com “moral”.

Postos assim, ainda a risco de ser um pouco maçado no relato, citarei :
Afonso Daniel Rodriguez Castelao: pai do nacionalismo moderno. Médico, artista pintor, saltou a areia política como necessidade de mudar as condições de Galiza e os seus cidadãos. Na procura dum mundo próprio para os galegos, dentro de Espanha, era um homem de centro e mais tarde de centro esquerda que liderou o ressurgimento galego nos tempo da República e que ninguém discute hoje, desde a direita a extrema esquerda, a sua liderança, luta e moral pelos ideais de todos os galegos. Ministro da vencida República, era pragmático, possibilista e homem de paz. Morreu no exílio em Argentina depois duma vida cheia de moral, laica, social, respeito os direitos mais fundamentais das nações e das pessoas.

Ramón Otero Pedraio: católico, fidalgo, intelectual, professor. Companheiro de Castelao no partido galeguista da época republicana, respeitado como figura emblemática, honesta, com uma moral católica e profundo sonhador e activista duma Galiza dono de se mesma. Ninguém hoje duvidaria do seu magistério, liderança para o nosso país e respeitado por todas as camadas sociais.

Manuel Fraga Iribarne: Ora essa. A quem me chame contraditório, palerma, pateta, andar na bebedeira ou algum dos muitos adjectivos tão sonoros e habituais neste blog, produto da variedade e riqueza da língua portuguesa. Será compreensível, e tal vez acho que apropriado, no entanto, seria mui injusto receber o apelativo de sectário. Este homem ( para dar contexto) foi ministro com Franco. Mente privilegiada, catedrático, homem de acção, visceral nas formas, era todo o contrario do estereotipo que os espanhóis têm de nós os galegos ( estereótipos nada positivos, mas essa é outra história). Foi o grande líder da direita espanhola depois da morte de Franco, ainda que o Rei não contou com ele para dirigir a transição, mais tarde fundaria o actual partido da direita o PP, actualmente na oposição. De família humilde, emigrante durante a sua infância na Cuba, foi um avançado e reformador na ditadura ( do pouco que se podia). Depois de dois intentos para atingir o poder para Presidente do Governo de Espanha, desistiu da liderança da direita espanhola e apresentou-se na Galiza para ser presidente da Xunta de Galiza. Foi Presidente quatro legislaturas. Tinha, política mente, essa dupla personalidade de ser para uns o grande líder espanhol e para outros, os galegos, um homem que representou a Galiza dentro de Espanha com personalidade e valentia que nos entendia, que sintonizava co país, que era um dos nossos. Tal vez fosse populismo e tactismo, no entanto o coração não engana. Nos seus governos havia nacionalistas ou galeguistas de direita e dentro deste jogo fez políticas avançadas e manifestou-se ele, de forma supressiva, como um líder da ideia da Galiza, da língua, do ser, e da gestão dos nossos recursos. Essa é a parte positiva além de que no plano moral, e de honestidade pessoal e política ninguém duvidava. Nunca tive, nos muitos anos de actividade política, suspeita de corrupção. Conseguiu boas relações com a esquerda nacionalista, coas elites económicas e culturais, e pode-se dizer que atingiu ser respeitado moralmente pela sociedade em geral. A sua figura era moi respeitada tanto na Galiza como em Espanha e isso dava sempre um plus de categoría a Galiza.

Depois a parte negativa, dizer que gostava do culto a sua personalidade o que fazia que misturada a sua grande vocação política e o seu narcisismo, fizera políticas populistas e mentíreis por vezes. Que não fiz reformas profundas e que o seu lado cresceu o clientelismo e o caciquismo secular. Que havia um partido nacionalista de direitas galego que ele conseguiu atrair para si e pouco a pouco ficarão mergulhados no seu grande partido. Foi isto uma grande mágoa para a política galega, pois um partido nacionalista como têm bascos e catalães e necessaario. Embora o seu poder atraente ganhou e os parvos perderam, eis a questão da vida. Depois, perdeu uma legislatura e deixou Galiza. Os seus voltaram a ganhar com Nuñez Feijoo a Xunta e até de agora. Neste caso calha a perfeição, o dito popular de quem melhor era o mão conhecido pelo bom por conhecer. Deixou um baleeiro grande na política galega e chegou a vacuidade, a indigência intelectual e a pilhéria de quem hoje pretende, desde a oposição ser presidente do governo de Espanha.

Todos mortinhos, mágoa. Hoje ando a buscar em Galiza, e não encontro. Depois de Fraga os medíocres e ordinários ocuparam e ocupam o poder “daquela maneira” que não seja prioridade nenhuma Galiza como ente política e a defensa da língua, a economía e a cultura galegas. São mandados, gestores de alguém, e obedintes as consignas do seu partido em Madrid. Priorizam políticas populistas para a sua clientela e o mantenham-se no poder controlando como seja os meios de comunicação, públicos e privados. Pouca moral. Eles não têm toda a culpa.
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Oferta do nosso amigo reis. Para entender o contexto, ler este seu primeiro comentário.

thoughts on “Bons e xenerosos”

  1. o primeiro que me veio á mente , quando lhe perguntaram sobre figuras “morais” galegas foi exactamente Castelao , depois um cura obrero velhinho , velhinho , anónimo, e a seguir Fraga. curioso.

  2. Quixen saber quen fora o vampiro no mundo dos homes e fun ler o seu nome de
    bronce no rico mármore da campa. O nome só abondoume: fora un canalla que
    roubaba para dar regalía ao seu bandullo de porco; dono da xustiza, roubaba
    dende a súa confortábel casa. Para que dicir máis? Era… era un cacique !

  3. Yo: todos estamos cheios de contradições, assim pula e avança o mundo. A tua curiosidade acho ter resposta já no escrito.
    Manuel Fraga Iribarne: Ora essa. A quem me chame contraditório, palerma, pateta, andar na bebedeira ou algum dos muitos adjectivos tão sonoros e habituais neste blog, produto da variedade e riqueza da língua portuguesa. Será compreensível

  4. Eu escolhia o Agostinho da Silva, o Miguel Torga e o Aquilino Ribeiro. Gosto da “moral” deles, sem sofisticação, e espelhada nas suas vidas.
    Por desgraça não poso opinar do Agostinho da Silva, mas tanto de Torga como de Aquilino Ribeiro, também gosto da sua moral como módelo para qualquer grupo de cidadãos. São os dois moi grandes.

  • reis, nenhum desses três está vivo. Não sabemos o que diriam e fariam se estivessem. Logo, a questão remete para os vivos.

    Como é aí na Galiza, ou que seja a Espanha, identificas alguém como autoridade moral?

  • outro que sucumbe às modas ou ao l air du temps… esses senhores são como o tailleur chanel , intemporal. e fica bem a toda a gente.

  • mas não existe uma figura que tenha reconhecimento comunitário nessa dimensão por palavras e actos.
    Eis a questão para mim sim há algúm referente moral da vida pública, mas concordo moito co post e ressalto esa frase tua da falta de reconhecimento comunitario, pois a sociedade está tão quebrada ideológicamente que o meu candidato seria esterco para outra gente. Em Espanha hoje é imposível conseguir um consenso sob um personaje, incluido o rei, pola informação e pulheria da direita nacional de converter todo em terra queimada até conseguir o poder.
    No entanto a minha opinião na Galiza: José Manuel Beiras, Camilo Nogueira, Gonzalez Laxe, já retirados da vida pública, podiam concitar uma certa unanimidade de homes públicos, honestos e com moral. Na Espanha, eu eligiria, sem dúvida, o ex presidente Zapatero, que pode dar moi bons serviços a cidadania.
    Embora os meus candidatos seriam motivo de chacota ou de enfadamento por moita gente. Eles são todos de esquerda dialogante e os tempos não estão para reconhecementos de valoração cidadana.

  • este excerto é delicioso para ilustrar a tartufice do valupi , um ser amoral , tal e qual o seu ídolo e mentor nestas questões de moral:
    “. É precisamente por ele saber disso, e apesar do óbvio dano à sua imagem pública ter assumido fruir desse imóvel, que a sua atitude é brilhantemente amoral. Está para além do que os outros lhe querem impor como suposta correcção ou dever social. É uma escolha de quem sabe que a liberdade não tem de pedir licença à moral para ser essencial e existencialmente boa.” autor ? o valupi , claro,

  • «Grave? Não. Grave é ir à rua, perguntar a quem passa o que seja a moral, e descobrir que quase ninguém elaboraria uma resposta acima da indigência intelectual.

    Segundo Bernard Williams ainda hoje o melhor pensamento ético é o dos gregos antigos que não inclui Deus nem precisa dele. Não usa de nenhum imperativo categórico vazio dado que, num sistema de ideias não existe qualquer ‘moralidade’ no sentido de uma classe de razões ou exigências fundamentalmente diferentes de outros tipos de razões ou exigências. Assim não há um abismo entre a esfera das ‘regras morais’ públicas e as dos ideais pessoais privados.
    Williams considera um erro identificar, completa ou tendencialmente, o conhecimento ético como conhecimento científico e conceber a ética filosófica como uma ciência exacta (lógico-matemática ou da natureza). Daí recusar a teoria Kantiana de atribuir a moral a um ‘dever’ que o poder, utilitariamente, transforma em ‘lei’.
    A “moral” é um conceito do pensamento abstrato, metafíco aplicado ao nosso comportamento diretamente relacionado com cada vida e experiência pessoal; assim o conceito de moral varia de acordo com a evolução do conhecimento e costumes de cada época histórica; é um conceito com aparência de uma crença que depende do conhecimento e das circunstâncias de cada idade histórica.

  • jose neves, tens de rever os apontamentos acerca do que é a ética nos gregos antigos. Deixo-te só uma pista: quem é que não quis morrer sem antes pagar o galo a Asclépio?

  • Poderia citar vários nomes de quem já cá não está, mas actualmente só existem duas pessoas: o Sr.º Dr.º Alberto João jardim e o Sr.º Dr.º Rui Rio.

  • Hahaha o melhor pensamento etico é o dos gregos antigos que tinham a instituição da escravatura. Genial

  • bla bla bla ,
    moralidade é a coerência entre os valores proclamados , entre as palavras e os actos , entre o que se diz e o que se faz. um bandido confesso é moral , não trai a confiança de ninguém.
    a definição de moralidade como coerência toca num principio transversal a todas as épocas e culturas s: a repulsa pela duplicidade. a hipocrisia é detestada em quase todo o lado — porque destrói confiança, e sem confiança não há sociedade.

    1.  

     

    “… quem é que não quis morrer sem antes pagar o galo a Asclépio?”

    Há autores que defendem que Sócrates o que disse foi “Críton, deves um galo a Asclépio”. Por via da duvida que Sócrates colocou anos antes quando, ao passarem em frente ao altar das oferendas a Asclépio, este declarou que as oferendas ao deus para ter uma vida melhor não serviam para nada. Ao que que Críton lhe contrapôs “veremos se manténs o mesmo no dia da tua morte”. Faz toda a diferença e dá bem nota da certeza que Socrates tinha na consciência de cada um como a ultima instância moral.

    E valupi, o Agostinho da Silva, o Miguel Torga e o Aquilino Ribeiro estão vivos. muito mais vivos que uma grande parte dos ungidos públicos contemporâneos. E quando equiparados com escroques infames como Zapatero, como faz o Reis, é a prova cabal de que já estão, no mínimo, moribundos muitos espíritos cujos dedos martelam teclados. O que não falta em Torga, e só nos Novos Contos da Montanha, não é preciso procurar muito, é uma mão cheia de exemplos de autoridade moral que já não se evocam, por desconhecimento e, nos casos piores, por taticismo.

     

  • Miguel M. Elias,, por alusões. Ninguém comparou.O jogo estava em nomear referentes vivos, niste caso concordamos nos mortos, aleluia. Tal vez as suas informações, além do seu proprio estudo e conhecemento, sejam apanhadas de certos opinadores espanhois, amorais a mais não poder, para referir a Zapatero como: escroque infame. Tampouco, nem quem assim pensamos temos o espíritu moribundo, sinto comunicar-lhe que é todo o contrario. Tal vez não chegaremos a acercar posiciões, seja como for nem eu ,nem Zapatero , estou seguro, defineremô-lo a você, como escroque infame.

  • reis, não conhecia José Manuel Beiras, Camilo Nogueira e Gonzalez Laxe. Mas fiquei a saber que são os três da esquerda galega. Quer isso dizer que ninguém à direita te mereceria admiração moral? É só uma curiosidade.

    Quanto a esse pobre diabo que veio aqui despejar fel para cima de Zapatero, o seu castigo é não conseguir compreender o que lhe disseste. Nem que ficasse a pensar nisso até o Inferno congelar.

  •  

     

    Cuando fui Suetonio. I (Reciclaje blogueiro)

     Hoje  toca reciclar este post do 2019. Já tem o coitado seis anos. 

    Cuando fui Suetonio. I

    Escrever é esquecer. A literatura é a forma mais divertida de olvidar a vida (Fernando Pessoa)



    Aquí unos extractos de   unos escritos sin editar llamados :  "Cuando fui Suetonio". Historia de alguien,célibe y agente secreto  de una Organización mundial, muy célibe y muy secreta, ligada a intereses muy vaticanistas. 

     Capítulo II.   Capítulo III.

     Introito 
    León . Abril 2017
        Un día recibí un email  sorpresivo. Un antiguo amigo, me escribía y me mandaba un archivo con unos escritos que narran hechos personales , titulados  "Cuando fui Suetonio". Quien me remitía esto era mi amigo de la infancia y de internado, en el seminario salesiano  de  Cambados,  Carlo Andai Amodo. Nos habíamos conocido y convivido en  Cambados con los padres Salesianos. Aquellos años oscuros y de despertares sociales y cambios  que eran la década de los setenta nos dejó marcados más allá de lo mucho que nos aporto a la vida. Sea como fuera, había sido nuestra vida y era la mejor del mundo. Allí en Cambados, a medida que  el tiempo nos iba haciendo mozos nos fuimos desgajando unos de otros,  por vicisitudes varias que iban surgiendo. Nosotros tampoco controlabamos ni teníamos medianamente programados nuestros futuros. Cada uno era de una zona de Galicia, de Asturias y León. Personal vario, predominantemente rural, de familias de origen pobre como el ochenta por ciento de la población de la época, pero que empezaba a emerger social y económicamente. Nosotros eramos la divisa,  en muchos casos de sagas familiares, que por primera vez en su historia tenían a alguno de los suyos, dedicado al estudio y no ya al trabajo de supervivencia. Como es lógico fuimos  perdiendo  el contacto a medida que iban saliendo otros horizontes, incluidos los de continuar desarrollando  la vida  eclesiástica, que en principio era el fin para el que estabamos allí, se suponía.
          El email que pongo a continuación fue  en principio  una sorpresa y  la vez  un reto   reto de emociones y aventura. Orgulloso por un lado  de que me hubiera elegido a mi para comunicar lo que quería decir. Por otro lado pensaba que tal vez me estaba utilizando y que fui lo más fácil que  encontró casualmente para contactar con alguien de la infancia, que eso mismo se lo podía haber ofrecido a otros. El caso es que con todo lo que vivió tantos años después de dejar de vernos, veinticinco concretamente, me resultaba raro  que no hubiese tenido otro contacto de confianza en su vida para depositar y hacer públicos estos escritos que parecían unas memorias. No lo pensé más, y me situé en la parte romántica de la situación, o sea quise ver que tenía que responder a un  potencial que llevaba dentro y que me habían impuesto en mi educación del colegio, y la lealtad a   las amistades  indelebles de la infancia,  que formaba parte de la educación recibida,buena y exclusiva que de  aquellos años. Educación  que parecía nos marcaba a fuego a unos con otros. Me quedé con este pensamiento positivos , y así me expresaba los suyos Carlo, por eso estoy publicando esto.

     De Carlo Andai Amodo para Manuel.  
    Querido  Manuel, tal vez te sorprendas al recibir este email y el archivo adjunto. Primero saludarte, fuimos compañeros en nuestra infancia-adolescencia en el seminario en Cambados. Hace muchos años que no sabemos nada el uno del otro, pero facilidades que da la vida, por medio de las redes sociales he sabido de ti, un mundo nuevo de encuentros  que nunca imaginaríamos, nos permiten volver a retomar nuestras vidas.  No me he atrevido a ponerme en contacto contigo por razones que tal vez más tarde comprenderás, pero sé más o menos de tu vida, de tus pensamientos y tus inquietudes. Una vez más gracias a las redes, a los algoritmos, a San Google y demás corte celestial de la Internet.  Me alegro de  como te va, y te sigo a diario. 
    Las nostalgias de los tiempos pasados son imborrables y nuestra vida tan estrecha en el internado más. Me hace mucha ilusión poder contactar contigo aunque sea tarde y de esta manera. Como ya te dije, te  leo en las redes y también sigo tu blog,  de bloguero aficionado. Esta afición tuya, mi antigua amistad, tu sentido de la lealtad así como tu inquietud por la información es lo que me ha animado o me anima  a darte  estos escritos  que iba a llamar memorias, pero me parecía excesivo y quise titularlo  "Cuando fui Suetonio", que son más o menos parte de lo que ha sido mi vida. Digo parte, porque el resto es interesante como la de tanta gente, pero que no están ahí. Cuando hablo como Suetonio es para dar a conocer que hice con mi vida durante quince  años arrastrado a vivir para una organización secreta muy especial. Dejé un buen puesto de funcionario público, me sumergí en un mundo nuevo, viví el vértigo de una nueva vida arrastrado a ello por nuestro amigo en común Cosme Danoz Freijedo, al que conocimos los dos, y tratamos, en  Cambados.  Nadie me obligó a ello, el riesgo, la aventura y el cambio de  una vida rutinaria y vulgar, y la amistad me empujaron a ello. No me arrepiento, porque siempre me quise a mi mismo con mis errores, pero si daría marcha atrás, si pudiera, pero son tiempos pasados.
    Con lo que te mando no  busco popularidad, ni comprometerte. Sólo es necesidad. Necesidad de  que  alguien me escuche, y que con esa información haga lo que quiera.Necesito contarlo. El silencio ahoga y mata, la comunicación nos libera.  Te he elegido para ello a ti y tal vez a todos los que lean esto  algún día, si tu lo ves factible,  contarlo. Me emociona el pensar que aunque sea en futuro alguien me entienda,  y se acuerde de mis experiencias vividas.  Es humano, creo que lo entenderás.
    Mi vida, ahora mismo no está segura del todo, corro peligro, tengo certezas de que  puede que en no mucho tiempo desaparezca. Cosme murió, o lo mataron,tal vez nunca lo sabré. No te diré donde estoy ahora y que hago porque  no quiero que otros con aviesas intenciones se enteren. Cuando leas a Suetonio tal vez  comprendas el porqué de mi silencio y me agradecerás que no te comprometa más. El material que te doy también es peligroso para ti, así que depende del peligro que   quieras correr, pero mi intuición me dice que  te va a poder más  la emoción  que la cautela y que algún día lo publicaras y alguien lo leerá  y lo refundirás  y así se sabrán algunas cosas que no se saben. Yo me sentiré contento, si eso ocurre, y siempre se hará más bien publicándolo que tirado en un pozo. 
    Querido Manuel, decía Borges, que el silencio es la mayor venganza sobre el otro. Aunque  conozcas sólo tu lo que cuento ya me siento libre, todo menos  el silencio. Tanto secreto, tanto dolor en solitario me ahoga, necesito el aire de los demás, como cualquier humano. Cuando leas mis escritos,  comprenderás que  esas ganas  que tiene  la gente de contarlo todo,  ha sido el objeto del trabajo de Suetonio en estos años.  El enterarme de lo que  sabe y piensa la gente  del día a día ha sido mi trabajo secreto en estos años que te cuento. Me quiero liberar de haber comercializado o trabajado en explotar el sentido noble de ser humano para que sea utilizado por intereses que nunca pude saber cuales eran. Como si quisiera devolver a los demás parte de su intimidad y pedirles perdón.
     ¿Y porqué el nombre de Suetonio?. Supongo te habrás ya preguntado. Suetonio era  el alias por el que me conocían en  el trabajo  de la organización a la que pertenecí y que al leer los escritos entenderás un poco más de que va. Es lógico que sea yo con ese nombre que cuente lo que pasó, cuando me llamaban Suetonio. Pero el nombre no fue de todo al azar, tiene que ver con nuestros recuerdos de estudiantes de bachillerato. A la hora de buscar un nombre me acordé de D. Wenceslao y sus clases de latín. De aquel hombre ilustrado y ya muy moderno, aprendimos mucho,  ¿ Te acuerdas?. Nos hablaban casi en latín, acababa de venir de Roma  de la Universidad. Nos enseñaba a pensar críticamente, nos decía cosas que nunca habíamos oído, nos hacía ver la televisión y los periódicos con pensamiento crítico.  En el fondo  de una manera muy especial nos ponía contra el Régimen. D. Wenceslao era una persona maravillosa, una joya en aquél mundo cerrado, antiguo y pétreo. Una suerte para nosotros. Que recuerdos más maravillosos de aquellas clases y del ambiente que creaba a su alrededor. Era también entrenador de basket, algo que se estaba iniciando aún, pero él ya iba adelantándose a su tiempo. D. Wenceslao una vez nos citó  en clase al historiador y biógrafo romano, Suetonio. Y nos lo  presentó y nos habló de él , pues como el hacía y comunicaba, que al final hacías tuyo para siempre el personaje, su historia. Su nombre completo era Gayo Suetonio Tranquilo y fue un historiador y biógrafo romano durante los imperios de Trajano y Adriano. 
      Querido amigo, termino ya, te agradezco mucho,  el que me recibas esto. Queda en buenas manos. No te esfuerces en contestarme, no será posible, cuando lo vea oportuno me volveré a comunicar contigo y si fuera todavía más posible me gustaría verte en persona y comer, departir  y recordar viejos tiempos. 
    Que disfrutes de tu ciudad, León, de la que tanto nos contabas en el colegio y de lo orgulloso que estabas  de ella. Es para mi un mito de ciudad gracias a ti. 
      Un abrazo, querido amigo. 
    ......





            


    domingo, 8 de marzo de 2026

    NOTAS SOLTAS. ANTON BAAMONDE. Agora non é antes. La preocupación por la falta de imaginación social progresista y la cancelación del futuro

    Entrevista interesante, como todo o que propoe Antón Baamonde, filósofo e ensaista que sempre di cousas interessantes, moito , que  nos ajudam um pouco a pensar os que não temos por costume o pensar de onde venhem as cousas. Ou tal vez seja que não temos as ferramentas de conhecementos ideológicos suficientes para poder irmos mais aló. 

       Já com o párrafo colado a continuação já chegaria para pensar e escrever um longo artigo.  

    En estos movimientos tectónicos del orden nacional, ¿cuál es el principal riesgo que amenaza un pequeño país europeo como Galicia?

    El principal riesgo es que se cumpla lo que dice Trump en la Doctrina de Seguridad Nacional. Que explote y se destruya la Unión Europea. Que se vuelva a Estados nación y que España esté gobernada por...

    Por delegados de Trump.

    Partidos patriotas los llama la Doctrina de Seguridad Nacional. Ese Gobierno implicaría la ilegalización de partidos y corrientes de opinión y la destrucción del pacto social y por supuesto de la España autonómica.

    ENTREVISTA A ANTON BAAMONDE NO DIARIO.ES. 

    https://www.eldiario.es/galicia/anton-baamonde-ensayista-mayor-riesgo-galicia-trump-cumpla-dice-doctrina-seguridad-nacional_128_13046803.html 

     

          Do mesmo autor noutra entrevista deijo aquí uma pequena reflexão que pode dar pé a outro post. 

     

     "Esa compoñente da derrota impregna como unha graxa saturada todo o relato da Galicia contemporánea" e engadindo que"NAS REDES FUNCIONA COMO UNHA DELICIOSA GASOLINA QUE NOS FAI SENTIR ROMÁNTICOS VIOLINISTAS DO TITANIC". 


     

    mércores, 4 de marzo de 2026

    GEOPOLÍTICA. CEM MILMORTOS DEPOIS (Reciclaje blogueiro) Por se fosse de utilidade para o Irão.

     Por se fosse de utilidade para o Irão. Aquí fica este moi velho parte de guerra peculiar escrito  depois da guerra do Irak. Que magoa por ser tão real. Já no 2011  se pronosticava a desfeita de Siria e despois que o Afaganitão ia ficar sozinho. Assím foi. Não queremos um  Irão desfeito como pais e sociedade, sim,  sem teocrácia e   um país  democrático, no obstante  que numca seja esnaquiçado e colonizado. 

    CEM MILMORTOS DEPOIS......

    Como casualidade da vida revisando escritos da minha autoría encontrei  este do 18/12/2011. Foi feito na influência do remate da guerra do Iraque. 
    Não  é modificado en nada,  por respeito o tempo vai tal como o encontrei, mas acho que tem algo de actualidade. O ISIS ainda não era imaginável. 

    Cem mil mortos depois



    O pentágono. Um dia qualquera.

                          Parte de Guerra.

           Cem mil mortos depois ( ou mais):

    1-Com a destrução das forças inimigas iraquianas e o controlo político do país e a instauração da “nossa democracia”,
    2-Com a desfeita total da vida organizada e a destrução da industria e economia do Iraque,
           Atingimos   o grande obxectivo da guerra: O CONTROLO DO PETRÔLEO Iraquiano.
             Com iste obxectivo atingido, temos  o controlo duma parte importante do petrôleo do mundo, e  que ameaçava com  levar os mercados à solta e que  fosse pago o petróleo no mundo en Euros. Eso sería uma  desgraça.


       Aliás  também:
                  Cinguimos  o controlo duma faixa de terra  importante e estratégica no mundo, perto do  Irão e Israel.
                       Tiramos dos stocks de armamento que ja fazia um tempo que não se gastava e à produção continuava .
                      Treinamos  e tiramos da ociosidade o exército mais grande do mundo no que gastamos o 5 por cento do nosso pib. Agora  o seu adestramento e muito melhor que antes.

    Com tudo iste êxito podemos dizer ao mundo :
                     A  guerra rematou.
                  Asinado:
       Nos:
                       George W. Bush,  presidente.
                       Condoleza Rice.petroleira
                        Richard Chehey. Petroleiro.

         ANEXO:
    -Os mortos são poucos para tão grande fazanha. Não temos em conta os iraquianos. Recordemos o que disse Napoleão em Austerliz quando lhe dixeram que morreram 50.000 franceses, que eses tantos  podem fazer-se em  París numa noite.
    - O petrôleo iraquiano  não está de  tudo contrôlado pois tem de sair pela Siria e não está de tudo a favor noso. Haverá que tê-lo em comta para o futuro, ou seja fazer tremer algo na Siria.
    -O Afganistão foi uma  armadilha , não interessa já.
    - Se a crise económica  segue assim haverá, tal vez ,  uma terceira guerra mundial. O lugar de inicio  podia ser esta zona  perfeitamente, para o qual ja estamos preparados. Que se prepare Israel e olho que o Irão tem a bomba atómica.
    - Não encontramos as tais armas de destrução, mas  a quem lhe importa  isso agora.

        AGRADEÇE-MOS muito a:
                         Tony Blair, engraçado amigo. Fez grandes servizos pela causa. 
                            Jose María Aznar. Muito  útil na propaganda pelo mundo, comtra a velha Europa e na ONU. Fez muito bem os recados, só tivemos  que dizer—lhe que era alto e guapo e ele ja savia que estava escrevendo uma página na historia da humanidade.

                           O Durão Barroso, bom mozo de fretes.

                           O Berlusconi, obrigado  pela música e às dançarinas.

    DAM-NOS  NOJO.
    Os  nojentos  governos da UE, agás os amigos citados.
    O nojento Rodriguez Zapatero da Espanha que o día seguinte de tomar posse deu ordem de retirada para que em dois meses os mil e quinientos militares espanhois abandonassem  o Iraque. Ninguem se atreveu a tanto, foi um visionário o gajo.

    luns, 16 de febreiro de 2026

    O asassinato do chófer da "Línea".- Documento 1. informe de pesquisas do Sarxento Comandante do Posto. (Reciclaje blogueiro)

     

     OURENSE | Page 260 | Skyscraper City Forumno capítulo anterior. 

     

    Documento 1º :  Informe do Sarxento da Garda Civil de Baltar, sobre o transcurso da investigação,  e os feitos do assassinato.

     

        Baltar a 12 horas del  21 de julio  de 1965. 

           

        Sr. Capitán Jefe de la Línea de  Ginzo de  Limia.

                           Orense.  

                              A la orden de Vd.mi Capitán.  

           El Sargento  que suscribe, tiene el honor de poner en conocimiento  de Vd. los siguientes  hechos ocurridos en la noche de ayer en la localidad de Baltar perteneciente al puesto de la Guardia Civil del mismo nombre, y el cual tengo el honor de mandar:

         Sobre las diez horas y media en el lugar llamado  popularmente como Eiró, y oficialmente plaza D. Juan de Austria,  en el centro del pueblo de Baltar se produjo  un atentado con arma o armas  de fuego con resultado de muerte.

          El fallecido era el conocido Chófer del autobús de línea entre Ourense y Baltar. El nombre del mismo era Carlos Moreira Velo, de 36 años de edad, casado y con un hijo de 3 años. Natural de A lampaza, Celanova. Residente en Baltar desde hacia un año, y no se le conocían antecedentes delictivos. El hombre era apreciado en la localidad así como su familia.

          A la hora citada se oyeron dos fuertes disparos, que oyeron varios paisanos del pueblo y el Guardia que estaba de puertas, no muy lejos del lugar de los hechos. Cuando se acercaron a la entrada de la casa del fallecido se encontraron a su esposa e hijo en un estado de desorientación y descontrol propio del momento vivido. La esposa en ese momento relató que ella y el niño se encontraban en la parte inferior de la casa en la cuadra, cerrando las puertas, mientras el esposo estaba en la parte superior , después de subir las escaleras exteriores, y ya , creemos que, con la puerta abierta y la luz encendida recibió dos disparos en la cabeza. Según el relato de su esposa, cree que el ruido de los disparos procedía de un “combarro”, o almacén de leña, próximo a unos cincuenta metros y del otro lado de la calle. El lugar es abierto por su parte delantera y oscuro lo que pudo permitir apostarse a los asesinos  sin ninguna dificultad. Desde este lugar que está hasta la mitad ocupado por leña de troncos de roble está en línea oblicua el balcón  que abarca todo el frontispicio o fachada de la casa y en medio  está la puerta principal, lugar en el que una vez abierta cayó desplomado el chófer. 

          Por otro lado y teniendo en cuenta que la esposa se encontraba en la parte inferior, debajo del balcón de la casa, pudiera ser que al no tener visión al respecto no hubiese visto a los atacantes y que estos hubiesen subido por las escalera, trás el chófer, y avanzando por el balcón cayense por sorpresa sobre él y le hubiesen disparado a bocajarro dos disparos en la cabeza, o que fuese sólo un atacante y que disparase dos veces.

          Son las dos posibles hipótesis posibles, teniendo en cuenta que el testimonio de la mujer es aún prematuro y estaba tal vez influenciado por su alteración emocional.  

           Fuese de un un modo u otro, las sospechas hacen pensar que se trata de dos personas muy profesionales en el manejo de las armas, muy destemidas, con cierta preparación militar y  posiblemente jóvenes o en buen estado físico. 

           Ningún testigo vió movimiento alguno de personas sospechosas o corriendo hacia algún lugar. Se supone que dada la rapidez de los hechos, los disparos debieron ser por personas o persona muy experta en el uso de arma de fuego. No sabemos si era una o dos personas, pero se deduce de los testimonios relatados por la esposa y vecinos cercanos que se oyeron dos disparos muy seguidos. Eso nos hace suponer que debieron ser dos, para asegurarse de forma rápida el alcanzar el objetivo.

          Debido a que por este Puesto se estaban realizando pesquisas en torno al fallecido, pues nos habían llegado informaciones,  en cuanto a que fuese  um posible colaborador o actor principal  de delitos de contrabando entre los pueblos de la frontera y Ourense, se presupuso en un primer momento por este mando que podía tratarse de un ajuste de cuentas por dinero entre contrabandistas, por lo que los presuntos asesinos podían ser portugueses que se hubiesen desplazado desde algún pueblo cercano de la parte portuguesa, cruzando la Sierra del Larouco, hasta Baltar para ejecutar una venganza o cobrar una deuda pendiente. Incluso , por parte de un informador local,  este jefe de Puesto pudo saber que recientemente  en una taberna de la Boullosa se pudo  ver y oir como el tal Carlos discutía y  negaba una posible deuda a un famoso contrabandista portugués de Sendim , conocido  como “o fascista”o también “o pelexador”.  Ante estos indicios por este Comandante de Puesto se tomó la rápida decisión de esa misma noche salir a cubrir posibles rutas de escape hacia la frontera, con  la recta intención de encontrar a los culpables o dificultar su huida, en el supuesto de que fuesen dos y que realmente hubiesen abandonado el lugar.

          Hasta el momento, mañana del día 21, no tenemos ningún resultado que dar de las pesquisas realizadas. La patrulla que cubrió  los itinerarios desde Baltar, Sierra do Larouco hasta la zona de frontera con el pueblo portugués de Padornelo, informó que no vió ningún rastro o indicio  tanto de noche como en comprobación a primera hora de la mañana.  La Patrulla  que ocupó el paso de frontera a la altura del Castro de la Boullosa, zona conocida como La Rousia, y que está próxima a las localidades lusas de Padroso y Montealegre tampoco informó de nada al respecto. En cuanto a la entrada o salida por la zona de San Martiño, y próximo al pueblo portuguës de Sendim,  también se  desplazó una patrulla apoyada por varios colaboradores del pueblo a fin de cerrar los pasos conocidos de contrabando y tampoco se pudo obtener ninguna información al respecto. 

          Así pues después de haber cerrado lo más rápido que fue posible las habituales vías de entrada y salida, continuamos ahora mismo con patrullas peinando las mismas zonas y zonas intermedias en la procura de indicios o en el buen entender que los individuos sospechosos se hayan refugiado durante la noche e intenten en el día de hoy pasar al otro lado. Es posible también que cuenten con apoyo logístico y alojamiento en cualquier aldea cercana al pueblo de Baltar o en el mismo pueblo con el objeto de continuar su marcha en condiciones favorables. En la inteligencia de que tal cosa pudiese ser, este servidor de Vd. ha tomado la iniciativa de movilizar por la zona de frontera aparte de las citadas fuertes de nuestro  Benemérito Cuerpo a todos los confidentes y colaboradores que para misiones de vigilancia de delitos de contrabando tenemos a lo largo de las aldeas fronterizas y también de los pueblos próximos de Portugal como Sendim, Padroso y Padornelo. De forma personal se ha enviado un confidente del pueblo de Sendim para que se desplace a Montalegre a fin de poner los hechos en conocimiento del Jefe de la Comandancia de la GNR, solicitando su colaboración e información.

          Esta es la información que hasta el momento, por parte de este subordinado,  se puede comunicar desde este Puesto de la Guardia Civil de Baltar.

     

           Dios guarde a Vd. Muchos años.

              El Sargento.

    Cuidado! Tu firma puede decir todo sobre ti - Alto Nivel 

          Fernando  Seijo Lamas.