sábado, 21 de marzo de 2026

A crispação e a desumanização na política.

 O valupi, no asprina b.   fez um posto concludente e clarinho sobre a desumanização do outro na política. Em Espanha é cousa do dia a dia. Então senão em que consiste a campanha de sete anos contra uma pessoa Sánchez e assim construir a um tempo  teoria fantasiosa a eliminar chamada   Sanchismo?. 

Tudo desumanizado para terem argumentos para irem contra um demo causante de todos os maus.Uma vez desumanizado todo vale contra um algo a eliminar. 

Pois mesmo assim parece, não sim?

Para que serve a desumanização? Para o mesmo efeito que pode ter o álcool ou outra droga com efeitos semelhantes: inibe a actividade do córtex pré-frontal, desligando a empatia e a avaliação moral. Tal é necessário para exercer a violência, a qual pode ser extrema e horrenda consoante o contexto. E para que serve a violência? Para defender ou conquistar recursos, materiais e/ou simbólicos. Assim, na política o mais comum é a desumanização do adversário quando só com o assassinato de carácter não se conseguiu a vitória.

A história da desumanização na política portuguesa, no pós-25 de Abril (também há desumanização à esquerda, é universal), teve um momento de mudança de fase a partir de 2007 por confluência de abalos tectónicos e ameaças existenciais no tecido oligárquico causados pela crise económica internacional, a implosão do BCP, BPN e BPP, a ameaça de o BES também cair, e pela presença de um Sócrates que parecia imbatível e implacável. Essa conjuntura teve partes folclóricas, como o ensaio marreta de agitar alguns militares fora de prazo à volta de Cavaco para uma tomada do poder executivo, mas teve também partes gravemente subversivas que deram origem ao Face Oculta e à Operação Marquês, verdadeiras operações de judicialização da política que nunca antes (que se saiba) tinham sido tentadas cá no burgo. A principal figura charneira deste período foi o então ocupante de Belém. Ele no mínimo foi conivente, no máximo poderá ter sido o mandante. A Inventona de Belém dá peso à segunda hipótese.

Em 2009, na campanha de Ferreira Leite em que o Pacheco Pereira aparecia esbaforido nas vestes de Torquemada dos diabólicos socráticos, e na campanha de Passos em 2011, a desumanização correu solta. Figuras gradas do PSD na altura compararam Sócrates a Saddam, ao Drácula e a Hitler. Toda a estratégia do PSD e de Cavaco passava por tratar o PS como uma organização criminosa. Dessa forma, conseguiram montar uma aparelho que juntou procuradores, agentes da Judiciária, juízes e jornalistas, gastando os recursos do Estado, para meter nos tribunais os seus adversários. Conseguiram com pleno sucesso.

Mas a desumanização política em Portugal, embalada pelos triunfos recentes da direita, viria a conhecer um salto quântico em 2017. Este foi o ano em que um partido fundador da democracia portuguesa quis ter sob a sua chancela um discurso racista e xenófobo. Passos, mesmo que não tivesse estado na origem dessa travessia do Rubicão, podia ter cortado a cabeça à serpente com a sua autoridade, a sua palavra. Não o quis fazer, pelo contrário, foi para o palco com ela. E essa dupla de calhordas não tem parado de chocar ovos desde aí. Com um sucesso histórico, assombroso, fulminante.

Redes sociais? Não, mano. Exemplos de quem manda, e de quem quer mandar, que normalizam a abjecção.

mércores, 18 de marzo de 2026

Lendas da minha aldeia. Qualquer tempo passado foi: DIFERENTE.

 

 

A tenda do senhor Eurico é uma tenda pequena que vende pouca cousa, e ele   a verdade,  não é moi simpático cos rapazes mas tampouco e maluco nem mal encarado. Nem uma palavra amável nem tampouco de desprezo. Só nos olha como clientes e como tais nos trata. Alí não há lerias. Temos-lhe um alcume, o coninhas,  polo tacanho e forreta que  é, pois numca da nem um caramelo nem um figo demais.  Na tenda ainda tem uma antiga bomba prá despachar azeite de cocinhar prá vender a granel e sobre todo um enorme aparato de radio, que dizem trouxo de Venezuela cando estivo emigrado. A radio  sona limpo, forte e aberto e escoita-se como se as pessoas estivessem alí mesmo a falar. É uma maravilha. Ele escoita os partes que dão as horas, especialmente o de medio dia e o da noite. Nós sentamos nos sentadoiros de fora, sobre todo agora no verão, prá escoitar o “parte” de Radio Nacional de Espanha. Ua sintonia de música inicial moi bonita que fica pegada nos ouvidos  e uma voz sonora dum senhor que começa sempre: “Diario hablado de Radio Nacional de España” ; “Su Exceléncia el Jefe del Estado…”, ou:  “su excelencia el Jefe del Estado y General del los Ejércitos D. Francisco Franco Bahamonde….” ou também:  “hoy el Caudillo de España excelentismo d. Francisco Franco Bahamonde”...  E frases assím que me resultam especiais e familiares e que sei de memória de tanto ouvi-las e repeti-las. Sentamo-nos fora nuns sentadoiros de pedra a meiodia ou a noitinha, no verão,  para escoitar o “parte” que dava a radio, ou a vezes se tinhamos sorte punham música e cantantes,  A mim gosta-me moito o “parte” do meio dia, começa com uma música sonora e sempre igual como  sintonía, para dar passo a uma voz solene e retórica com um castelhano elegante falado por um alguém impersoal a quem lhe inventavamos uma cara,  cada um a sua,  e que parecia estar ali o nosso lado. Ali escoita-mos palavras como Vietnam, vietcong, Generalísimo, Movimiento, Falange etc. Na minha casa também há uma radio que se escoita de noite principalmente e especialmente um programa religioso o que acudiam umas vecinhas que não tinha radio e era fãs dum programa que fazia um tal padre Monroy. Falava moi bem sobre Deus e Cristo e a religião e em realidade não era padre, pois  el sempre dizia só o seu nome : —“les ha hablado Juan Antonio Monroy”—, pero a minha vecinha e outros ouvintes fieis pensavam que era um cura, e não podiam chegar a compreender que falasse também de Deus algúem que não fosse “padre”. Eles  adoravam o seu palavreio castelhano, fino e elegante,  adornado  cum melodioso sotaque hispanoamericano que lhe dava um ar beatífico e de ambente de finura que era moi apreciado por estes lugares. Passado um tempo descobrimos todos que este tal Monroy era protestante e ficamos todos pampos a um tempo ser para todos uma grande desilusão que nos  obrigou, por remordementos de conciencia, termos de  deijar de escoitar aquela retransmissão tão bonita. Aquí somos moito da católica, apostólica e romana.

 

xoves, 12 de marzo de 2026

Románticos violinistas do Titanic.

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                                      (Antón Baamonde. )

 

 

Notas soltas.

 Tristes las tierras que no tienen héroes, decía un personaje de Brecht, y otro le contestaba: tristes las tierras que necesitan héroes

 

 

“¿Por qué no capturamos el barco? ¿Podríamos usarlo? Me dijeron que no, que era más divertido hundirlo”. La banalidad del mal en estado puro. Trump se burla de las más de 140 víctimas del IRIS Dena y decenas de periodistas le ríen la gracia. Eran jóvenes cadetes que apenas superaban los 20 años. Regresaban de una feria de exhibición en la India. El buque estaba desarmado. Y a pesar de todo fue hundido sin previo aviso por el torpedo de un submarino de guerra estadounidense. Es un crimen de guerra que solo puede ser contado como un chiste por un psicópata.
 
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martes, 10 de marzo de 2026

Sachando nos eidos alheios

 Imagen Numa escapada polo https://aspirinab.com/, blog amigo, coa máscara de "reis", andei um pouco por alí.  O Valupi fixo uma pergunta e da resposta quis por amizade  tirar  um post. Agradeçido deixo aquí o recordo. 

 

Bons e xenerosos

«Quer isso dizer que ninguém à direita te mereceria admiração moral? É só uma curiosidade.»

Agradeço a pergunta. Cingindo-me só a Galiza : Gostaria muito que assim fosse. Pois uma direita organizada e moral para o conceito de nação política galega é imprescindível. Houve e há uma grande tradição de nomes que cumprem esse requisito, mas estão já na história. No caso de valorizar a uma pessoa política pela sua moral, acho que não sou sectário, pois ainda que pareça virar, e vire, para a esquerda, não tenho, ataduras nem reparos em admirar, seja quem for, o bom fazer e estou co olho posto nos personagens da direita ou do centro. No caso de desejar o melhor para Galiza no desenvolvimento de nação política e cultural qualquer que ararar com esses bois, é prá mim, um dos “bons e xenerosos”, conceito moi usado no nacionalismo e galeguismo histórico para definir as pessoas com “moral”.

Postos assim, ainda a risco de ser um pouco maçado no relato, citarei :
Afonso Daniel Rodriguez Castelao: pai do nacionalismo moderno. Médico, artista pintor, saltou a areia política como necessidade de mudar as condições de Galiza e os seus cidadãos. Na procura dum mundo próprio para os galegos, dentro de Espanha, era um homem de centro e mais tarde de centro esquerda que liderou o ressurgimento galego nos tempo da República e que ninguém discute hoje, desde a direita a extrema esquerda, a sua liderança, luta e moral pelos ideais de todos os galegos. Ministro da vencida República, era pragmático, possibilista e homem de paz. Morreu no exílio em Argentina depois duma vida cheia de moral, laica, social, respeito os direitos mais fundamentais das nações e das pessoas.

Ramón Otero Pedraio: católico, fidalgo, intelectual, professor. Companheiro de Castelao no partido galeguista da época republicana, respeitado como figura emblemática, honesta, com uma moral católica e profundo sonhador e activista duma Galiza dono de se mesma. Ninguém hoje duvidaria do seu magistério, liderança para o nosso país e respeitado por todas as camadas sociais.

Manuel Fraga Iribarne: Ora essa. A quem me chame contraditório, palerma, pateta, andar na bebedeira ou algum dos muitos adjectivos tão sonoros e habituais neste blog, produto da variedade e riqueza da língua portuguesa. Será compreensível, e tal vez acho que apropriado, no entanto, seria mui injusto receber o apelativo de sectário. Este homem ( para dar contexto) foi ministro com Franco. Mente privilegiada, catedrático, homem de acção, visceral nas formas, era todo o contrario do estereotipo que os espanhóis têm de nós os galegos ( estereótipos nada positivos, mas essa é outra história). Foi o grande líder da direita espanhola depois da morte de Franco, ainda que o Rei não contou com ele para dirigir a transição, mais tarde fundaria o actual partido da direita o PP, actualmente na oposição. De família humilde, emigrante durante a sua infância na Cuba, foi um avançado e reformador na ditadura ( do pouco que se podia). Depois de dois intentos para atingir o poder para Presidente do Governo de Espanha, desistiu da liderança da direita espanhola e apresentou-se na Galiza para ser presidente da Xunta de Galiza. Foi Presidente quatro legislaturas. Tinha, política mente, essa dupla personalidade de ser para uns o grande líder espanhol e para outros, os galegos, um homem que representou a Galiza dentro de Espanha com personalidade e valentia que nos entendia, que sintonizava co país, que era um dos nossos. Tal vez fosse populismo e tactismo, no entanto o coração não engana. Nos seus governos havia nacionalistas ou galeguistas de direita e dentro deste jogo fez políticas avançadas e manifestou-se ele, de forma supressiva, como um líder da ideia da Galiza, da língua, do ser, e da gestão dos nossos recursos. Essa é a parte positiva além de que no plano moral, e de honestidade pessoal e política ninguém duvidava. Nunca tive, nos muitos anos de actividade política, suspeita de corrupção. Conseguiu boas relações com a esquerda nacionalista, coas elites económicas e culturais, e pode-se dizer que atingiu ser respeitado moralmente pela sociedade em geral. A sua figura era moi respeitada tanto na Galiza como em Espanha e isso dava sempre um plus de categoría a Galiza.

Depois a parte negativa, dizer que gostava do culto a sua personalidade o que fazia que misturada a sua grande vocação política e o seu narcisismo, fizera políticas populistas e mentíreis por vezes. Que não fiz reformas profundas e que o seu lado cresceu o clientelismo e o caciquismo secular. Que havia um partido nacionalista de direitas galego que ele conseguiu atrair para si e pouco a pouco ficarão mergulhados no seu grande partido. Foi isto uma grande mágoa para a política galega, pois um partido nacionalista como têm bascos e catalães e necessaario. Embora o seu poder atraente ganhou e os parvos perderam, eis a questão da vida. Depois, perdeu uma legislatura e deixou Galiza. Os seus voltaram a ganhar com Nuñez Feijoo a Xunta e até de agora. Neste caso calha a perfeição, o dito popular de quem melhor era o mão conhecido pelo bom por conhecer. Deixou um baleeiro grande na política galega e chegou a vacuidade, a indigência intelectual e a pilhéria de quem hoje pretende, desde a oposição ser presidente do governo de Espanha.

Todos mortinhos, mágoa. Hoje ando a buscar em Galiza, e não encontro. Depois de Fraga os medíocres e ordinários ocuparam e ocupam o poder “daquela maneira” que não seja prioridade nenhuma Galiza como ente política e a defensa da língua, a economía e a cultura galegas. São mandados, gestores de alguém, e obedintes as consignas do seu partido em Madrid. Priorizam políticas populistas para a sua clientela e o mantenham-se no poder controlando como seja os meios de comunicação, públicos e privados. Pouca moral. Eles não têm toda a culpa.
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Oferta do nosso amigo reis. Para entender o contexto, ler este seu primeiro comentário.

thoughts on “Bons e xenerosos”

  1. o primeiro que me veio á mente , quando lhe perguntaram sobre figuras “morais” galegas foi exactamente Castelao , depois um cura obrero velhinho , velhinho , anónimo, e a seguir Fraga. curioso.

  2. Quixen saber quen fora o vampiro no mundo dos homes e fun ler o seu nome de
    bronce no rico mármore da campa. O nome só abondoume: fora un canalla que
    roubaba para dar regalía ao seu bandullo de porco; dono da xustiza, roubaba
    dende a súa confortábel casa. Para que dicir máis? Era… era un cacique !

  3. Yo: todos estamos cheios de contradições, assim pula e avança o mundo. A tua curiosidade acho ter resposta já no escrito.
    Manuel Fraga Iribarne: Ora essa. A quem me chame contraditório, palerma, pateta, andar na bebedeira ou algum dos muitos adjectivos tão sonoros e habituais neste blog, produto da variedade e riqueza da língua portuguesa. Será compreensível

  4. Eu escolhia o Agostinho da Silva, o Miguel Torga e o Aquilino Ribeiro. Gosto da “moral” deles, sem sofisticação, e espelhada nas suas vidas.
    Por desgraça não poso opinar do Agostinho da Silva, mas tanto de Torga como de Aquilino Ribeiro, também gosto da sua moral como módelo para qualquer grupo de cidadãos. São os dois moi grandes.

  • reis, nenhum desses três está vivo. Não sabemos o que diriam e fariam se estivessem. Logo, a questão remete para os vivos.

    Como é aí na Galiza, ou que seja a Espanha, identificas alguém como autoridade moral?

  • outro que sucumbe às modas ou ao l air du temps… esses senhores são como o tailleur chanel , intemporal. e fica bem a toda a gente.

  • mas não existe uma figura que tenha reconhecimento comunitário nessa dimensão por palavras e actos.
    Eis a questão para mim sim há algúm referente moral da vida pública, mas concordo moito co post e ressalto esa frase tua da falta de reconhecimento comunitario, pois a sociedade está tão quebrada ideológicamente que o meu candidato seria esterco para outra gente. Em Espanha hoje é imposível conseguir um consenso sob um personaje, incluido o rei, pola informação e pulheria da direita nacional de converter todo em terra queimada até conseguir o poder.
    No entanto a minha opinião na Galiza: José Manuel Beiras, Camilo Nogueira, Gonzalez Laxe, já retirados da vida pública, podiam concitar uma certa unanimidade de homes públicos, honestos e com moral. Na Espanha, eu eligiria, sem dúvida, o ex presidente Zapatero, que pode dar moi bons serviços a cidadania.
    Embora os meus candidatos seriam motivo de chacota ou de enfadamento por moita gente. Eles são todos de esquerda dialogante e os tempos não estão para reconhecementos de valoração cidadana.

  • este excerto é delicioso para ilustrar a tartufice do valupi , um ser amoral , tal e qual o seu ídolo e mentor nestas questões de moral:
    “. É precisamente por ele saber disso, e apesar do óbvio dano à sua imagem pública ter assumido fruir desse imóvel, que a sua atitude é brilhantemente amoral. Está para além do que os outros lhe querem impor como suposta correcção ou dever social. É uma escolha de quem sabe que a liberdade não tem de pedir licença à moral para ser essencial e existencialmente boa.” autor ? o valupi , claro,

  • «Grave? Não. Grave é ir à rua, perguntar a quem passa o que seja a moral, e descobrir que quase ninguém elaboraria uma resposta acima da indigência intelectual.

    Segundo Bernard Williams ainda hoje o melhor pensamento ético é o dos gregos antigos que não inclui Deus nem precisa dele. Não usa de nenhum imperativo categórico vazio dado que, num sistema de ideias não existe qualquer ‘moralidade’ no sentido de uma classe de razões ou exigências fundamentalmente diferentes de outros tipos de razões ou exigências. Assim não há um abismo entre a esfera das ‘regras morais’ públicas e as dos ideais pessoais privados.
    Williams considera um erro identificar, completa ou tendencialmente, o conhecimento ético como conhecimento científico e conceber a ética filosófica como uma ciência exacta (lógico-matemática ou da natureza). Daí recusar a teoria Kantiana de atribuir a moral a um ‘dever’ que o poder, utilitariamente, transforma em ‘lei’.
    A “moral” é um conceito do pensamento abstrato, metafíco aplicado ao nosso comportamento diretamente relacionado com cada vida e experiência pessoal; assim o conceito de moral varia de acordo com a evolução do conhecimento e costumes de cada época histórica; é um conceito com aparência de uma crença que depende do conhecimento e das circunstâncias de cada idade histórica.

  • jose neves, tens de rever os apontamentos acerca do que é a ética nos gregos antigos. Deixo-te só uma pista: quem é que não quis morrer sem antes pagar o galo a Asclépio?

  • Poderia citar vários nomes de quem já cá não está, mas actualmente só existem duas pessoas: o Sr.º Dr.º Alberto João jardim e o Sr.º Dr.º Rui Rio.

  • Hahaha o melhor pensamento etico é o dos gregos antigos que tinham a instituição da escravatura. Genial

  • bla bla bla ,
    moralidade é a coerência entre os valores proclamados , entre as palavras e os actos , entre o que se diz e o que se faz. um bandido confesso é moral , não trai a confiança de ninguém.
    a definição de moralidade como coerência toca num principio transversal a todas as épocas e culturas s: a repulsa pela duplicidade. a hipocrisia é detestada em quase todo o lado — porque destrói confiança, e sem confiança não há sociedade.

    1.  

     

    “… quem é que não quis morrer sem antes pagar o galo a Asclépio?”

    Há autores que defendem que Sócrates o que disse foi “Críton, deves um galo a Asclépio”. Por via da duvida que Sócrates colocou anos antes quando, ao passarem em frente ao altar das oferendas a Asclépio, este declarou que as oferendas ao deus para ter uma vida melhor não serviam para nada. Ao que que Críton lhe contrapôs “veremos se manténs o mesmo no dia da tua morte”. Faz toda a diferença e dá bem nota da certeza que Socrates tinha na consciência de cada um como a ultima instância moral.

    E valupi, o Agostinho da Silva, o Miguel Torga e o Aquilino Ribeiro estão vivos. muito mais vivos que uma grande parte dos ungidos públicos contemporâneos. E quando equiparados com escroques infames como Zapatero, como faz o Reis, é a prova cabal de que já estão, no mínimo, moribundos muitos espíritos cujos dedos martelam teclados. O que não falta em Torga, e só nos Novos Contos da Montanha, não é preciso procurar muito, é uma mão cheia de exemplos de autoridade moral que já não se evocam, por desconhecimento e, nos casos piores, por taticismo.

     

  • Miguel M. Elias,, por alusões. Ninguém comparou.O jogo estava em nomear referentes vivos, niste caso concordamos nos mortos, aleluia. Tal vez as suas informações, além do seu proprio estudo e conhecemento, sejam apanhadas de certos opinadores espanhois, amorais a mais não poder, para referir a Zapatero como: escroque infame. Tampouco, nem quem assim pensamos temos o espíritu moribundo, sinto comunicar-lhe que é todo o contrario. Tal vez não chegaremos a acercar posiciões, seja como for nem eu ,nem Zapatero , estou seguro, defineremô-lo a você, como escroque infame.

  • reis, não conhecia José Manuel Beiras, Camilo Nogueira e Gonzalez Laxe. Mas fiquei a saber que são os três da esquerda galega. Quer isso dizer que ninguém à direita te mereceria admiração moral? É só uma curiosidade.

    Quanto a esse pobre diabo que veio aqui despejar fel para cima de Zapatero, o seu castigo é não conseguir compreender o que lhe disseste. Nem que ficasse a pensar nisso até o Inferno congelar.

  •  

     

    Cuando fui Suetonio. I (Reciclaje blogueiro)

     Hoje  toca reciclar este post do 2019. Já tem o coitado seis anos. 

    Cuando fui Suetonio. I

    Escrever é esquecer. A literatura é a forma mais divertida de olvidar a vida (Fernando Pessoa)



    Aquí unos extractos de   unos escritos sin editar llamados :  "Cuando fui Suetonio". Historia de alguien,célibe y agente secreto  de una Organización mundial, muy célibe y muy secreta, ligada a intereses muy vaticanistas. 

     Capítulo II.   Capítulo III.

     Introito 
    León . Abril 2017
        Un día recibí un email  sorpresivo. Un antiguo amigo, me escribía y me mandaba un archivo con unos escritos que narran hechos personales , titulados  "Cuando fui Suetonio". Quien me remitía esto era mi amigo de la infancia y de internado, en el seminario salesiano  de  Cambados,  Carlo Andai Amodo. Nos habíamos conocido y convivido en  Cambados con los padres Salesianos. Aquellos años oscuros y de despertares sociales y cambios  que eran la década de los setenta nos dejó marcados más allá de lo mucho que nos aporto a la vida. Sea como fuera, había sido nuestra vida y era la mejor del mundo. Allí en Cambados, a medida que  el tiempo nos iba haciendo mozos nos fuimos desgajando unos de otros,  por vicisitudes varias que iban surgiendo. Nosotros tampoco controlabamos ni teníamos medianamente programados nuestros futuros. Cada uno era de una zona de Galicia, de Asturias y León. Personal vario, predominantemente rural, de familias de origen pobre como el ochenta por ciento de la población de la época, pero que empezaba a emerger social y económicamente. Nosotros eramos la divisa,  en muchos casos de sagas familiares, que por primera vez en su historia tenían a alguno de los suyos, dedicado al estudio y no ya al trabajo de supervivencia. Como es lógico fuimos  perdiendo  el contacto a medida que iban saliendo otros horizontes, incluidos los de continuar desarrollando  la vida  eclesiástica, que en principio era el fin para el que estabamos allí, se suponía.
          El email que pongo a continuación fue  en principio  una sorpresa y  la vez  un reto   reto de emociones y aventura. Orgulloso por un lado  de que me hubiera elegido a mi para comunicar lo que quería decir. Por otro lado pensaba que tal vez me estaba utilizando y que fui lo más fácil que  encontró casualmente para contactar con alguien de la infancia, que eso mismo se lo podía haber ofrecido a otros. El caso es que con todo lo que vivió tantos años después de dejar de vernos, veinticinco concretamente, me resultaba raro  que no hubiese tenido otro contacto de confianza en su vida para depositar y hacer públicos estos escritos que parecían unas memorias. No lo pensé más, y me situé en la parte romántica de la situación, o sea quise ver que tenía que responder a un  potencial que llevaba dentro y que me habían impuesto en mi educación del colegio, y la lealtad a   las amistades  indelebles de la infancia,  que formaba parte de la educación recibida,buena y exclusiva que de  aquellos años. Educación  que parecía nos marcaba a fuego a unos con otros. Me quedé con este pensamiento positivos , y así me expresaba los suyos Carlo, por eso estoy publicando esto.

     De Carlo Andai Amodo para Manuel.  
    Querido  Manuel, tal vez te sorprendas al recibir este email y el archivo adjunto. Primero saludarte, fuimos compañeros en nuestra infancia-adolescencia en el seminario en Cambados. Hace muchos años que no sabemos nada el uno del otro, pero facilidades que da la vida, por medio de las redes sociales he sabido de ti, un mundo nuevo de encuentros  que nunca imaginaríamos, nos permiten volver a retomar nuestras vidas.  No me he atrevido a ponerme en contacto contigo por razones que tal vez más tarde comprenderás, pero sé más o menos de tu vida, de tus pensamientos y tus inquietudes. Una vez más gracias a las redes, a los algoritmos, a San Google y demás corte celestial de la Internet.  Me alegro de  como te va, y te sigo a diario. 
    Las nostalgias de los tiempos pasados son imborrables y nuestra vida tan estrecha en el internado más. Me hace mucha ilusión poder contactar contigo aunque sea tarde y de esta manera. Como ya te dije, te  leo en las redes y también sigo tu blog,  de bloguero aficionado. Esta afición tuya, mi antigua amistad, tu sentido de la lealtad así como tu inquietud por la información es lo que me ha animado o me anima  a darte  estos escritos  que iba a llamar memorias, pero me parecía excesivo y quise titularlo  "Cuando fui Suetonio", que son más o menos parte de lo que ha sido mi vida. Digo parte, porque el resto es interesante como la de tanta gente, pero que no están ahí. Cuando hablo como Suetonio es para dar a conocer que hice con mi vida durante quince  años arrastrado a vivir para una organización secreta muy especial. Dejé un buen puesto de funcionario público, me sumergí en un mundo nuevo, viví el vértigo de una nueva vida arrastrado a ello por nuestro amigo en común Cosme Danoz Freijedo, al que conocimos los dos, y tratamos, en  Cambados.  Nadie me obligó a ello, el riesgo, la aventura y el cambio de  una vida rutinaria y vulgar, y la amistad me empujaron a ello. No me arrepiento, porque siempre me quise a mi mismo con mis errores, pero si daría marcha atrás, si pudiera, pero son tiempos pasados.
    Con lo que te mando no  busco popularidad, ni comprometerte. Sólo es necesidad. Necesidad de  que  alguien me escuche, y que con esa información haga lo que quiera.Necesito contarlo. El silencio ahoga y mata, la comunicación nos libera.  Te he elegido para ello a ti y tal vez a todos los que lean esto  algún día, si tu lo ves factible,  contarlo. Me emociona el pensar que aunque sea en futuro alguien me entienda,  y se acuerde de mis experiencias vividas.  Es humano, creo que lo entenderás.
    Mi vida, ahora mismo no está segura del todo, corro peligro, tengo certezas de que  puede que en no mucho tiempo desaparezca. Cosme murió, o lo mataron,tal vez nunca lo sabré. No te diré donde estoy ahora y que hago porque  no quiero que otros con aviesas intenciones se enteren. Cuando leas a Suetonio tal vez  comprendas el porqué de mi silencio y me agradecerás que no te comprometa más. El material que te doy también es peligroso para ti, así que depende del peligro que   quieras correr, pero mi intuición me dice que  te va a poder más  la emoción  que la cautela y que algún día lo publicaras y alguien lo leerá  y lo refundirás  y así se sabrán algunas cosas que no se saben. Yo me sentiré contento, si eso ocurre, y siempre se hará más bien publicándolo que tirado en un pozo. 
    Querido Manuel, decía Borges, que el silencio es la mayor venganza sobre el otro. Aunque  conozcas sólo tu lo que cuento ya me siento libre, todo menos  el silencio. Tanto secreto, tanto dolor en solitario me ahoga, necesito el aire de los demás, como cualquier humano. Cuando leas mis escritos,  comprenderás que  esas ganas  que tiene  la gente de contarlo todo,  ha sido el objeto del trabajo de Suetonio en estos años.  El enterarme de lo que  sabe y piensa la gente  del día a día ha sido mi trabajo secreto en estos años que te cuento. Me quiero liberar de haber comercializado o trabajado en explotar el sentido noble de ser humano para que sea utilizado por intereses que nunca pude saber cuales eran. Como si quisiera devolver a los demás parte de su intimidad y pedirles perdón.
     ¿Y porqué el nombre de Suetonio?. Supongo te habrás ya preguntado. Suetonio era  el alias por el que me conocían en  el trabajo  de la organización a la que pertenecí y que al leer los escritos entenderás un poco más de que va. Es lógico que sea yo con ese nombre que cuente lo que pasó, cuando me llamaban Suetonio. Pero el nombre no fue de todo al azar, tiene que ver con nuestros recuerdos de estudiantes de bachillerato. A la hora de buscar un nombre me acordé de D. Wenceslao y sus clases de latín. De aquel hombre ilustrado y ya muy moderno, aprendimos mucho,  ¿ Te acuerdas?. Nos hablaban casi en latín, acababa de venir de Roma  de la Universidad. Nos enseñaba a pensar críticamente, nos decía cosas que nunca habíamos oído, nos hacía ver la televisión y los periódicos con pensamiento crítico.  En el fondo  de una manera muy especial nos ponía contra el Régimen. D. Wenceslao era una persona maravillosa, una joya en aquél mundo cerrado, antiguo y pétreo. Una suerte para nosotros. Que recuerdos más maravillosos de aquellas clases y del ambiente que creaba a su alrededor. Era también entrenador de basket, algo que se estaba iniciando aún, pero él ya iba adelantándose a su tiempo. D. Wenceslao una vez nos citó  en clase al historiador y biógrafo romano, Suetonio. Y nos lo  presentó y nos habló de él , pues como el hacía y comunicaba, que al final hacías tuyo para siempre el personaje, su historia. Su nombre completo era Gayo Suetonio Tranquilo y fue un historiador y biógrafo romano durante los imperios de Trajano y Adriano. 
      Querido amigo, termino ya, te agradezco mucho,  el que me recibas esto. Queda en buenas manos. No te esfuerces en contestarme, no será posible, cuando lo vea oportuno me volveré a comunicar contigo y si fuera todavía más posible me gustaría verte en persona y comer, departir  y recordar viejos tiempos. 
    Que disfrutes de tu ciudad, León, de la que tanto nos contabas en el colegio y de lo orgulloso que estabas  de ella. Es para mi un mito de ciudad gracias a ti. 
      Un abrazo, querido amigo. 
    ......





            


    domingo, 8 de marzo de 2026

    NOTAS SOLTAS. ANTON BAAMONDE. Agora non é antes. La preocupación por la falta de imaginación social progresista y la cancelación del futuro

    Entrevista interesante, como todo o que propoe Antón Baamonde, filósofo e ensaista que sempre di cousas interessantes, moito , que  nos ajudam um pouco a pensar os que não temos por costume o pensar de onde venhem as cousas. Ou tal vez seja que não temos as ferramentas de conhecementos ideológicos suficientes para poder irmos mais aló. 

       Já com o párrafo colado a continuação já chegaria para pensar e escrever um longo artigo.  

    En estos movimientos tectónicos del orden nacional, ¿cuál es el principal riesgo que amenaza un pequeño país europeo como Galicia?

    El principal riesgo es que se cumpla lo que dice Trump en la Doctrina de Seguridad Nacional. Que explote y se destruya la Unión Europea. Que se vuelva a Estados nación y que España esté gobernada por...

    Por delegados de Trump.

    Partidos patriotas los llama la Doctrina de Seguridad Nacional. Ese Gobierno implicaría la ilegalización de partidos y corrientes de opinión y la destrucción del pacto social y por supuesto de la España autonómica.

    ENTREVISTA A ANTON BAAMONDE NO DIARIO.ES. 

    https://www.eldiario.es/galicia/anton-baamonde-ensayista-mayor-riesgo-galicia-trump-cumpla-dice-doctrina-seguridad-nacional_128_13046803.html 

     

          Do mesmo autor noutra entrevista deijo aquí uma pequena reflexão que pode dar pé a outro post. 

     

     "Esa compoñente da derrota impregna como unha graxa saturada todo o relato da Galicia contemporánea" e engadindo que"NAS REDES FUNCIONA COMO UNHA DELICIOSA GASOLINA QUE NOS FAI SENTIR ROMÁNTICOS VIOLINISTAS DO TITANIC".