e se queres poder ir ainda mais atrás no tempo com o pacto de irmãos entre gomes pais e ramiro pais que é de 1175 em arnoso, lá perto do minho.
Lourenzo Fernández Prieto, deixa-nos faz uns dias na Voz, este pequeno artigo didáctico e moi interessante. :
Tal vez se calhar, em troca uma cita bem interessante do pensador francés Méndes France do que é realmente a Democracia:
Para que serve a desumanização? Para o mesmo efeito que pode ter o álcool ou outra droga com efeitos semelhantes: inibe a actividade do córtex pré-frontal, desligando a empatia e a avaliação moral. Tal é necessário para exercer a violência, a qual pode ser extrema e horrenda consoante o contexto. E para que serve a violência? Para defender ou conquistar recursos, materiais e/ou simbólicos. Assim, na política o mais comum é a desumanização do adversário quando só com o assassinato de carácter não se conseguiu a vitória.
A história da desumanização na política portuguesa, no pós-25 de Abril (também há desumanização à esquerda, é universal), teve um momento de mudança de fase a partir de 2007 por confluência de abalos tectónicos e ameaças existenciais no tecido oligárquico causados pela crise económica internacional, a implosão do BCP, BPN e BPP, a ameaça de o BES também cair, e pela presença de um Sócrates que parecia imbatível e implacável. Essa conjuntura teve partes folclóricas, como o ensaio marreta de agitar alguns militares fora de prazo à volta de Cavaco para uma tomada do poder executivo, mas teve também partes gravemente subversivas que deram origem ao Face Oculta e à Operação Marquês, verdadeiras operações de judicialização da política que nunca antes (que se saiba) tinham sido tentadas cá no burgo. A principal figura charneira deste período foi o então ocupante de Belém. Ele no mínimo foi conivente, no máximo poderá ter sido o mandante. A Inventona de Belém dá peso à segunda hipótese.
Em 2009, na campanha de Ferreira Leite em que o Pacheco Pereira aparecia esbaforido nas vestes de Torquemada dos diabólicos socráticos, e na campanha de Passos em 2011, a desumanização correu solta. Figuras gradas do PSD na altura compararam Sócrates a Saddam, ao Drácula e a Hitler. Toda a estratégia do PSD e de Cavaco passava por tratar o PS como uma organização criminosa. Dessa forma, conseguiram montar uma aparelho que juntou procuradores, agentes da Judiciária, juízes e jornalistas, gastando os recursos do Estado, para meter nos tribunais os seus adversários. Conseguiram com pleno sucesso.
Mas a desumanização política em Portugal, embalada pelos triunfos recentes da direita, viria a conhecer um salto quântico em 2017. Este foi o ano em que um partido fundador da democracia portuguesa quis ter sob a sua chancela um discurso racista e xenófobo. Passos, mesmo que não tivesse estado na origem dessa travessia do Rubicão, podia ter cortado a cabeça à serpente com a sua autoridade, a sua palavra. Não o quis fazer, pelo contrário, foi para o palco com ela. E essa dupla de calhordas não tem parado de chocar ovos desde aí. Com um sucesso histórico, assombroso, fulminante.
Redes sociais? Não, mano. Exemplos de quem manda, e de quem quer mandar, que normalizam a abjecção.
A tenda do senhor Eurico é uma tenda pequena que vende pouca cousa, e ele a verdade, não é moi simpático cos rapazes mas tampouco e maluco nem mal encarado. Nem uma palavra amável nem tampouco de desprezo. Só nos olha como clientes e como tais nos trata. Alí não há lerias. Temos-lhe um alcume, o coninhas, polo tacanho e forreta que é, pois numca da nem um caramelo nem um figo demais. Na tenda ainda tem uma antiga bomba prá despachar azeite de cocinhar prá vender a granel e sobre todo um enorme aparato de radio, que dizem trouxo de Venezuela cando estivo emigrado. A radio sona limpo, forte e aberto e escoita-se como se as pessoas estivessem alí mesmo a falar. É uma maravilha. Ele escoita os partes que dão as horas, especialmente o de medio dia e o da noite. Nós sentamos nos sentadoiros de fora, sobre todo agora no verão, prá escoitar o “parte” de Radio Nacional de Espanha. Ua sintonia de música inicial moi bonita que fica pegada nos ouvidos e uma voz sonora dum senhor que começa sempre: “Diario hablado de Radio Nacional de España” ; “Su Exceléncia el Jefe del Estado…”, ou: “su excelencia el Jefe del Estado y General del los Ejércitos D. Francisco Franco Bahamonde….” ou também: “hoy el Caudillo de España excelentismo d. Francisco Franco Bahamonde”... E frases assím que me resultam especiais e familiares e que sei de memória de tanto ouvi-las e repeti-las. Sentamo-nos fora nuns sentadoiros de pedra a meiodia ou a noitinha, no verão, para escoitar o “parte” que dava a radio, ou a vezes se tinhamos sorte punham música e cantantes, A mim gosta-me moito o “parte” do meio dia, começa com uma música sonora e sempre igual como sintonía, para dar passo a uma voz solene e retórica com um castelhano elegante falado por um alguém impersoal a quem lhe inventavamos uma cara, cada um a sua, e que parecia estar ali o nosso lado. Ali escoita-mos palavras como Vietnam, vietcong, Generalísimo, Movimiento, Falange etc. Na minha casa também há uma radio que se escoita de noite principalmente e especialmente um programa religioso o que acudiam umas vecinhas que não tinha radio e era fãs dum programa que fazia um tal padre Monroy. Falava moi bem sobre Deus e Cristo e a religião e em realidade não era padre, pois el sempre dizia só o seu nome : —“les ha hablado Juan Antonio Monroy”—, pero a minha vecinha e outros ouvintes fieis pensavam que era um cura, e não podiam chegar a compreender que falasse também de Deus algúem que não fosse “padre”. Eles adoravam o seu palavreio castelhano, fino e elegante, adornado cum melodioso sotaque hispanoamericano que lhe dava um ar beatífico e de ambente de finura que era moi apreciado por estes lugares. Passado um tempo descobrimos todos que este tal Monroy era protestante e ficamos todos pampos a um tempo ser para todos uma grande desilusão que nos obrigou, por remordementos de conciencia, termos de deijar de escoitar aquela retransmissão tão bonita. Aquí somos moito da católica, apostólica e romana.
Tristes las tierras que no tienen héroes, decía un personaje de Brecht, y otro le contestaba: tristes las tierras que necesitan héroes
«Quer isso dizer que ninguém à direita te mereceria admiração moral? É só uma curiosidade.»
Agradeço a pergunta. Cingindo-me só a
Galiza : Gostaria muito que assim fosse. Pois uma direita organizada e
moral para o conceito de nação política galega é imprescindível. Houve e
há uma grande tradição de nomes que cumprem esse requisito, mas estão
já na história. No caso de valorizar a uma pessoa política pela sua
moral, acho que não sou sectário, pois ainda que pareça virar, e vire,
para a esquerda, não tenho, ataduras nem reparos em admirar, seja quem
for, o bom fazer e estou co olho posto nos personagens da direita ou do
centro. No caso de desejar o melhor para Galiza no desenvolvimento de
nação política e cultural qualquer que ararar com esses bois, é prá mim,
um dos “bons e xenerosos”, conceito moi usado no nacionalismo e
galeguismo histórico para definir as pessoas com “moral”.
Postos assim, ainda a risco de ser um pouco maçado no relato, citarei :
Afonso Daniel Rodriguez Castelao: pai do nacionalismo moderno. Médico,
artista pintor, saltou a areia política como necessidade de mudar as
condições de Galiza e os seus cidadãos. Na procura dum mundo próprio
para os galegos, dentro de Espanha, era um homem de centro e mais tarde
de centro esquerda que liderou o ressurgimento galego nos tempo da
República e que ninguém discute hoje, desde a direita a extrema
esquerda, a sua liderança, luta e moral pelos ideais de todos os
galegos. Ministro da vencida República, era pragmático, possibilista e
homem de paz. Morreu no exílio em Argentina depois duma vida cheia de
moral, laica, social, respeito os direitos mais fundamentais das nações e
das pessoas.
Ramón Otero Pedraio: católico, fidalgo,
intelectual, professor. Companheiro de Castelao no partido galeguista da
época republicana, respeitado como figura emblemática, honesta, com uma
moral católica e profundo sonhador e activista duma Galiza dono de se
mesma. Ninguém hoje duvidaria do seu magistério, liderança para o nosso
país e respeitado por todas as camadas sociais.
Manuel Fraga Iribarne: Ora essa. A quem
me chame contraditório, palerma, pateta, andar na bebedeira ou algum dos
muitos adjectivos tão sonoros e habituais neste blog, produto da
variedade e riqueza da língua portuguesa. Será compreensível, e tal vez
acho que apropriado, no entanto, seria mui injusto receber o apelativo
de sectário. Este homem ( para dar contexto) foi ministro com Franco.
Mente privilegiada, catedrático, homem de acção, visceral nas formas,
era todo o contrario do estereotipo que os espanhóis têm de nós os
galegos ( estereótipos nada positivos, mas essa é outra história). Foi o
grande líder da direita espanhola depois da morte de Franco, ainda que o
Rei não contou com ele para dirigir a transição, mais tarde fundaria o
actual partido da direita o PP, actualmente na oposição. De família
humilde, emigrante durante a sua infância na Cuba, foi um avançado e
reformador na ditadura ( do pouco que se podia). Depois de dois intentos
para atingir o poder para Presidente do Governo de Espanha, desistiu da
liderança da direita espanhola e apresentou-se na Galiza para ser
presidente da Xunta de Galiza. Foi Presidente quatro legislaturas.
Tinha, política mente, essa dupla personalidade de ser para uns o grande
líder espanhol e para outros, os galegos, um homem que representou a
Galiza dentro de Espanha com personalidade e valentia que nos entendia,
que sintonizava co país, que era um dos nossos. Tal vez fosse populismo e
tactismo, no entanto o coração não engana. Nos seus governos havia
nacionalistas ou galeguistas de direita e dentro deste jogo fez
políticas avançadas e manifestou-se ele, de forma supressiva, como um
líder da ideia da Galiza, da língua, do ser, e da gestão dos nossos
recursos. Essa é a parte positiva além de que no plano moral, e de
honestidade pessoal e política ninguém duvidava. Nunca tive, nos muitos
anos de actividade política, suspeita de corrupção. Conseguiu boas
relações com a esquerda nacionalista, coas elites económicas e
culturais, e pode-se dizer que atingiu ser respeitado moralmente pela
sociedade em geral. A sua figura era moi respeitada tanto na Galiza como
em Espanha e isso dava sempre um plus de categoría a Galiza.
Depois a parte negativa, dizer que
gostava do culto a sua personalidade o que fazia que misturada a sua
grande vocação política e o seu narcisismo, fizera políticas populistas e
mentíreis por vezes. Que não fiz reformas profundas e que o seu lado
cresceu o clientelismo e o caciquismo secular. Que havia um partido
nacionalista de direitas galego que ele conseguiu atrair para si e pouco
a pouco ficarão mergulhados no seu grande partido. Foi isto uma grande
mágoa para a política galega, pois um partido nacionalista como têm
bascos e catalães e necessaario. Embora o seu poder atraente ganhou e os
parvos perderam, eis a questão da vida. Depois, perdeu uma legislatura e
deixou Galiza. Os seus voltaram a ganhar com Nuñez Feijoo a Xunta e até
de agora. Neste caso calha a perfeição, o dito popular de quem melhor
era o mão conhecido pelo bom por conhecer. Deixou um baleeiro grande na
política galega e chegou a vacuidade, a indigência intelectual e a
pilhéria de quem hoje pretende, desde a oposição ser presidente do
governo de Espanha.
Todos mortinhos, mágoa.
Hoje ando a buscar em Galiza, e não encontro. Depois de Fraga os
medíocres e ordinários ocuparam e ocupam o poder “daquela maneira” que
não seja prioridade nenhuma Galiza como ente política e a defensa da
língua, a economía e a cultura galegas. São mandados, gestores de
alguém, e obedintes as consignas do seu partido em Madrid. Priorizam
políticas populistas para a sua clientela e o mantenham-se no poder
controlando como seja os meios de comunicação, públicos e privados.
Pouca moral. Eles não têm toda a culpa.
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reis, nenhum desses três está vivo. Não sabemos o que diriam e fariam se estivessem. Logo, a questão remete para os vivos.
Como é aí na Galiza, ou que seja a Espanha, identificas alguém como autoridade moral?
outro que sucumbe às modas ou ao l air du temps… esses senhores são como o tailleur chanel , intemporal. e fica bem a toda a gente.
mas não existe uma figura que tenha reconhecimento comunitário nessa dimensão por palavras e actos.
Eis a questão para mim sim há algúm referente moral da vida pública,
mas concordo moito co post e ressalto esa frase tua da falta de
reconhecimento comunitario, pois a sociedade está tão quebrada
ideológicamente que o meu candidato seria esterco para outra gente. Em
Espanha hoje é imposível conseguir um consenso sob um personaje,
incluido o rei, pola informação e pulheria da direita nacional de
converter todo em terra queimada até conseguir o poder.
No entanto a minha opinião na Galiza: José Manuel Beiras, Camilo
Nogueira, Gonzalez Laxe, já retirados da vida pública, podiam concitar
uma certa unanimidade de homes públicos, honestos e com moral. Na
Espanha, eu eligiria, sem dúvida, o ex presidente Zapatero, que pode dar
moi bons serviços a cidadania.
Embora os meus candidatos seriam motivo de chacota ou de
enfadamento por moita gente. Eles são todos de esquerda dialogante e os
tempos não estão para reconhecementos de valoração cidadana.
este excerto é delicioso para ilustrar a tartufice do valupi ,
um ser amoral , tal e qual o seu ídolo e mentor nestas questões de
moral:
“. É precisamente por ele saber disso, e apesar do óbvio dano à sua
imagem pública ter assumido fruir desse imóvel, que a sua atitude é
brilhantemente amoral. Está para além do que os outros lhe querem impor
como suposta correcção ou dever social. É uma escolha de quem sabe que a
liberdade não tem de pedir licença à moral para ser essencial e
existencialmente boa.” autor ? o valupi , claro,
«Grave? Não. Grave é ir à rua, perguntar a quem passa o que seja a moral, e descobrir que quase ninguém elaboraria uma resposta acima da indigência intelectual.
Segundo Bernard Williams ainda hoje o melhor pensamento ético é o dos
gregos antigos que não inclui Deus nem precisa dele. Não usa de nenhum
imperativo categórico vazio dado que, num sistema de ideias não existe
qualquer ‘moralidade’ no sentido de uma classe de razões ou exigências
fundamentalmente diferentes de outros tipos de razões ou exigências.
Assim não há um abismo entre a esfera das ‘regras morais’ públicas e as
dos ideais pessoais privados.
Williams considera um erro identificar, completa ou tendencialmente, o
conhecimento ético como conhecimento científico e conceber a ética
filosófica como uma ciência exacta (lógico-matemática ou da natureza).
Daí recusar a teoria Kantiana de atribuir a moral a um ‘dever’ que o
poder, utilitariamente, transforma em ‘lei’.
A “moral” é um conceito do pensamento abstrato, metafíco aplicado ao
nosso comportamento diretamente relacionado com cada vida e experiência
pessoal; assim o conceito de moral varia de acordo com a evolução do
conhecimento e costumes de cada época histórica; é um conceito com
aparência de uma crença que depende do conhecimento e das circunstâncias
de cada idade histórica.
jose neves, tens de rever os apontamentos acerca do que é a ética nos gregos antigos. Deixo-te só uma pista: quem é que não quis morrer sem antes pagar o galo a Asclépio?
Poderia citar vários nomes de quem já cá não está, mas actualmente só existem duas pessoas: o Sr.º Dr.º Alberto João jardim e o Sr.º Dr.º Rui Rio.
Hahaha o melhor pensamento etico é o dos gregos antigos que tinham a instituição da escravatura. Genial
bla bla bla ,
moralidade é a coerência entre os valores proclamados , entre as
palavras e os actos , entre o que se diz e o que se faz. um bandido
confesso é moral , não trai a confiança de ninguém.
a definição de moralidade como coerência toca num principio transversal
a todas as épocas e culturas s: a repulsa pela duplicidade. a
hipocrisia é detestada em quase todo o lado — porque destrói confiança,
e sem confiança não há sociedade.
“… quem é que não quis morrer sem antes pagar o galo a Asclépio?”
Há autores que defendem que Sócrates o que disse foi “Críton, deves um galo a Asclépio”. Por via da duvida que Sócrates colocou anos antes quando, ao passarem em frente ao altar das oferendas a Asclépio, este declarou que as oferendas ao deus para ter uma vida melhor não serviam para nada. Ao que que Críton lhe contrapôs “veremos se manténs o mesmo no dia da tua morte”. Faz toda a diferença e dá bem nota da certeza que Socrates tinha na consciência de cada um como a ultima instância moral.
E valupi, o Agostinho da Silva, o Miguel Torga e o Aquilino Ribeiro estão vivos. muito mais vivos que uma grande parte dos ungidos públicos contemporâneos. E quando equiparados com escroques infames como Zapatero, como faz o Reis, é a prova cabal de que já estão, no mínimo, moribundos muitos espíritos cujos dedos martelam teclados. O que não falta em Torga, e só nos Novos Contos da Montanha, não é preciso procurar muito, é uma mão cheia de exemplos de autoridade moral que já não se evocam, por desconhecimento e, nos casos piores, por taticismo.
Miguel M. Elias,, por alusões. Ninguém comparou.O jogo estava em nomear referentes vivos, niste caso concordamos nos mortos, aleluia. Tal vez as suas informações, além do seu proprio estudo e conhecemento, sejam apanhadas de certos opinadores espanhois, amorais a mais não poder, para referir a Zapatero como: escroque infame. Tampouco, nem quem assim pensamos temos o espíritu moribundo, sinto comunicar-lhe que é todo o contrario. Tal vez não chegaremos a acercar posiciões, seja como for nem eu ,nem Zapatero , estou seguro, defineremô-lo a você, como escroque infame.
reis, não conhecia José Manuel Beiras, Camilo Nogueira e Gonzalez Laxe. Mas fiquei a saber que são os três da esquerda galega. Quer isso dizer que ninguém à direita te mereceria admiração moral? É só uma curiosidade.
Quanto a esse pobre diabo que veio aqui despejar fel para cima de Zapatero, o seu castigo é não conseguir compreender o que lhe disseste. Nem que ficasse a pensar nisso até o Inferno congelar.
Hoje toca reciclar este post do 2019. Já tem o coitado seis anos.
o primeiro que me veio á mente , quando lhe perguntaram sobre figuras “morais” galegas foi exactamente Castelao , depois um cura obrero velhinho , velhinho , anónimo, e a seguir Fraga. curioso.
Quixen saber quen fora o vampiro no mundo dos homes e fun ler o seu nome de
bronce no rico mármore da campa. O nome só abondoume: fora un canalla que
roubaba para dar regalía ao seu bandullo de porco; dono da xustiza, roubaba
dende a súa confortábel casa. Para que dicir máis? Era… era un cacique !
Yo: todos estamos cheios de contradições, assim pula e avança o mundo. A tua curiosidade acho ter resposta já no escrito.
Manuel Fraga Iribarne: Ora essa. A quem me chame contraditório, palerma, pateta, andar na bebedeira ou algum dos muitos adjectivos tão sonoros e habituais neste blog, produto da variedade e riqueza da língua portuguesa. Será compreensível
Obrigado Valupi pela publicação.
A cousa andava como assim. Antecedentes.
Eu escolhia o Agostinho da Silva, o Miguel Torga e o Aquilino Ribeiro. Gosto da “moral” deles, sem sofisticação, e espelhada nas suas vidas.
Por desgraça não poso opinar do Agostinho da Silva, mas tanto de Torga como de Aquilino Ribeiro, também gosto da sua moral como módelo para qualquer grupo de cidadãos. São os dois moi grandes.