À Rompidadodia.
sábado, 4 de abril de 2026
venres, 3 de abril de 2026
Notas Soltas
1.-
UUMA HISTORIA REAL, E A OUTRA FANTÂSTICA, REALISMO MÁXICO.
LUA, LUA. Lingua, lingua.
MARCO NEVES.
Há 6500 anos, na língua que veio a dar origem ao português, LUA dizia-se de duas maneiras diferentes… A primeira, mais comum, era *mḗh₁n̥s, que derivava do verbo que significava «medir». A Lua servia para medir o tempo… Foi essa raiz que nos deu a palavra MÊS. Foi também a origem da palavra inglesa «moon». A segunda palavra, usada em discursos mais poéticos, era *lówksneh₂, derivada de *lewk-, que significava «brilhar». Foi dessa raiz que veio LUA, mas também LUZ. No caminho entre *lówksneh₂, do proto-indo-europeu, e LUA tivemos a palavra latina «luna», que deu origem a às várias palavras das línguas latinas: a «lună» romena, a «luna» italiana, a «lune» francesa, a «lluna» catalã, a «luna» castelhana e mais umas quantas... No caso do galego e do português, ficámos sem o N no meio da palavra. Os falantes que transformaram o latim na nossa língua deixaram cair muitos sons [n] e [l] entre vogais e, por isso, a palavra LUA tem uma cicatriz antiga, típica do galego e do português. (Conto o resto da história no livro AS RAÍZES DA LÍNGUA, que sai este mês.)
Notas soltas.
Numca interrumpas o teu inimmigo quando está a cometer um erro.
Bosnia elimina a Italia para irem o Mundial 2026.
Edin Džeko: "Se lo quiero dedicar a mis amigos que cuando tenia 6 años con los que iba todas las tardes a jugar al futbol a la calle. Y bueno un día mi madre se enojó, y bueno una bomba explotó en la calle, y todos mis amigos murieron".
mércores, 1 de abril de 2026
Notas Soltas. Semana Santa a posteriori. (reciclaje bloqueiro)
mércores, 7 de abril de 2021. Nesta data saiu este post despois da semana santa do 2021. Agora que estamos no 2026 aproveitamos o mesmo antes da Semana Santa do 2026. Reciclamos.
Hoje chove, é Venres Santo. Cando chegam estas datas, ainda que podemos pasar por repetitivos, voltamos a reflexão cíclica de como eramos e como somos, que coisas fazíamos antes e que cousas fazemos agora. O falar de como eramos, sempre recordo, metelhendo retranca, o Alcalde do pequeno municipio rural dos Blancos, ( Alcalde mais tarde condeado por corrupção) . Este homen lá na primeira era Baltariana , gastava uns bons dinheiros municipais para trazer artistas importantes para cantarem na praza para todo o público do povo e bisbarras. Este "líder" numa das ocasiões trouxe a Manolo Escobar en antes da actuação o ver a grande massa de gente congregada subiu o palco, tomou o microfone e dirixiuse os seus vecinhos com esta mensagem: " povo dos Blancos o que nós eramos e o que hoje somos". Sempre gardei na minha retina aquel momento esperpéntico , brincalhão cheo de populismo burricalho.
Mas não era de quem eu me queria recordar agora, de aquel Alcalde ou presidente da Câmara municipal dos Blancos. Para ele os melhores desejos. Eu quería recordame do que nós eramos e o que hoje somos. Aquel nacional-catoliscismo real e vivente facianos viver uma fé, sincera para algúns nos que me conto, além de uma atmósfera de relixiosidade, silenzo, austeridade para vivirmos a morte, narrada nos evanxeos, de Cristo. Hojé, o que somos, nada tem que ver com todo aquilo. Quanto melhor por ventura.
As novas gerações não imaxinam aquel grande teatro do adoctrinamento, os que tanto vivimos aquilo, temos pra contar.
Não tenham medo, nem tenham medo o medo, e desconfiem dos que lhes
queiram falar do temor de Deus como cerne ou alicerce da sua fé. Sejam
livres, desfrutem da carne e o pecado, sempre respeitando a liberdade e a
vida dos outros, o bem comúm e a segurança pública. E desfrutem da
Semana Santa, ainda que terá que ser já para o dois mil vintedous. Já
será sem Covid e voltaram a estar cheas as estradas, o turismo de
Adegas, os restaurantes e os lugares de lecer. E se gostam das
procesões, noraboa, desfrutem também, mas não intentem que todos
tenhamos que caminhar o son do tambor. Seja como for, Cristo estará
contente de ver os seus salvados, felizes, melhor que turrando eles dum
pau de cruceiro fingindo a dor alhea.
martes, 24 de marzo de 2026
Primeiro texto em galego?
e se queres poder ir ainda mais atrás no tempo com o pacto de irmãos entre gomes pais e ramiro pais que é de 1175 em arnoso, lá perto do minho.
Que é o fascismo: Umberto Eco. Que é a democracia: Méndes France.
Lourenzo Fernández Prieto, deixa-nos faz uns dias na Voz, este pequeno artigo didáctico e moi interessante. :
Tal vez se calhar, em troca uma cita bem interessante do pensador francés Méndes France do que é realmente a Democracia:
A democracia é bastante mais que a prática de eleições e do governo da maioria: É um tipo de costumes, de verdade, de escrúpulo, de senso cívico, de respeito o adversário, é um código moral.
sábado, 21 de marzo de 2026
A crispação e a desumanização na política.
O valupi, no asprina b. fez um posto concludente e clarinho sobre a desumanização do outro na política. Em Espanha é cousa do dia a dia. Então senão em que consiste a campanha de sete anos contra uma pessoa Sánchez e assim construir a um tempo teoria fantasiosa a eliminar chamada Sanchismo?.
Tudo desumanizado para terem argumentos para irem contra um demo causante de todos os maus.Uma vez desumanizado todo vale contra um algo a eliminar.
Pois mesmo assim parece, não sim?
Para que serve a desumanização? Para o mesmo efeito que pode ter o álcool ou outra droga com efeitos semelhantes: inibe a actividade do córtex pré-frontal, desligando a empatia e a avaliação moral. Tal é necessário para exercer a violência, a qual pode ser extrema e horrenda consoante o contexto. E para que serve a violência? Para defender ou conquistar recursos, materiais e/ou simbólicos. Assim, na política o mais comum é a desumanização do adversário quando só com o assassinato de carácter não se conseguiu a vitória.
A história da desumanização na política portuguesa, no pós-25 de Abril (também há desumanização à esquerda, é universal), teve um momento de mudança de fase a partir de 2007 por confluência de abalos tectónicos e ameaças existenciais no tecido oligárquico causados pela crise económica internacional, a implosão do BCP, BPN e BPP, a ameaça de o BES também cair, e pela presença de um Sócrates que parecia imbatível e implacável. Essa conjuntura teve partes folclóricas, como o ensaio marreta de agitar alguns militares fora de prazo à volta de Cavaco para uma tomada do poder executivo, mas teve também partes gravemente subversivas que deram origem ao Face Oculta e à Operação Marquês, verdadeiras operações de judicialização da política que nunca antes (que se saiba) tinham sido tentadas cá no burgo. A principal figura charneira deste período foi o então ocupante de Belém. Ele no mínimo foi conivente, no máximo poderá ter sido o mandante. A Inventona de Belém dá peso à segunda hipótese.
Em 2009, na campanha de Ferreira Leite em que o Pacheco Pereira aparecia esbaforido nas vestes de Torquemada dos diabólicos socráticos, e na campanha de Passos em 2011, a desumanização correu solta. Figuras gradas do PSD na altura compararam Sócrates a Saddam, ao Drácula e a Hitler. Toda a estratégia do PSD e de Cavaco passava por tratar o PS como uma organização criminosa. Dessa forma, conseguiram montar uma aparelho que juntou procuradores, agentes da Judiciária, juízes e jornalistas, gastando os recursos do Estado, para meter nos tribunais os seus adversários. Conseguiram com pleno sucesso.
Mas a desumanização política em Portugal, embalada pelos triunfos recentes da direita, viria a conhecer um salto quântico em 2017. Este foi o ano em que um partido fundador da democracia portuguesa quis ter sob a sua chancela um discurso racista e xenófobo. Passos, mesmo que não tivesse estado na origem dessa travessia do Rubicão, podia ter cortado a cabeça à serpente com a sua autoridade, a sua palavra. Não o quis fazer, pelo contrário, foi para o palco com ela. E essa dupla de calhordas não tem parado de chocar ovos desde aí. Com um sucesso histórico, assombroso, fulminante.
Redes sociais? Não, mano. Exemplos de quem manda, e de quem quer mandar, que normalizam a abjecção.
mércores, 18 de marzo de 2026
Lendas da minha aldeia. Qualquer tempo passado foi: DIFERENTE.
A tenda do senhor Eurico é uma tenda pequena que vende pouca cousa, e ele a verdade, não é moi simpático cos rapazes mas tampouco e maluco nem mal encarado. Nem uma palavra amável nem tampouco de desprezo. Só nos olha como clientes e como tais nos trata. Alí não há lerias. Temos-lhe um alcume, o coninhas, polo tacanho e forreta que é, pois numca da nem um caramelo nem um figo demais. Na tenda ainda tem uma antiga bomba prá despachar azeite de cocinhar prá vender a granel e sobre todo um enorme aparato de radio, que dizem trouxo de Venezuela cando estivo emigrado. A radio sona limpo, forte e aberto e escoita-se como se as pessoas estivessem alí mesmo a falar. É uma maravilha. Ele escoita os partes que dão as horas, especialmente o de medio dia e o da noite. Nós sentamos nos sentadoiros de fora, sobre todo agora no verão, prá escoitar o “parte” de Radio Nacional de Espanha. Ua sintonia de música inicial moi bonita que fica pegada nos ouvidos e uma voz sonora dum senhor que começa sempre: “Diario hablado de Radio Nacional de España” ; “Su Exceléncia el Jefe del Estado…”, ou: “su excelencia el Jefe del Estado y General del los Ejércitos D. Francisco Franco Bahamonde….” ou também: “hoy el Caudillo de España excelentismo d. Francisco Franco Bahamonde”... E frases assím que me resultam especiais e familiares e que sei de memória de tanto ouvi-las e repeti-las. Sentamo-nos fora nuns sentadoiros de pedra a meiodia ou a noitinha, no verão, para escoitar o “parte” que dava a radio, ou a vezes se tinhamos sorte punham música e cantantes, A mim gosta-me moito o “parte” do meio dia, começa com uma música sonora e sempre igual como sintonía, para dar passo a uma voz solene e retórica com um castelhano elegante falado por um alguém impersoal a quem lhe inventavamos uma cara, cada um a sua, e que parecia estar ali o nosso lado. Ali escoita-mos palavras como Vietnam, vietcong, Generalísimo, Movimiento, Falange etc. Na minha casa também há uma radio que se escoita de noite principalmente e especialmente um programa religioso o que acudiam umas vecinhas que não tinha radio e era fãs dum programa que fazia um tal padre Monroy. Falava moi bem sobre Deus e Cristo e a religião e em realidade não era padre, pois el sempre dizia só o seu nome : —“les ha hablado Juan Antonio Monroy”—, pero a minha vecinha e outros ouvintes fieis pensavam que era um cura, e não podiam chegar a compreender que falasse também de Deus algúem que não fosse “padre”. Eles adoravam o seu palavreio castelhano, fino e elegante, adornado cum melodioso sotaque hispanoamericano que lhe dava um ar beatífico e de ambente de finura que era moi apreciado por estes lugares. Passado um tempo descobrimos todos que este tal Monroy era protestante e ficamos todos pampos a um tempo ser para todos uma grande desilusão que nos obrigou, por remordementos de conciencia, termos de deijar de escoitar aquela retransmissão tão bonita. Aquí somos moito da católica, apostólica e romana.


Um bom texto para tratar da defessa comúm duma constitução. Quando chegar estes debates são invevitáveis a aparições de anjos, arcanjos, querubins&serafins que olham para o consenso conseguido numa época histórica complicada como uma pérfida confabulação entre uns fracos esquerdalhos e uns opulentos donos da fazenda. O posibilismo não da réditos no debate , todos iriam mais lá para chegarem o mundo ideal. Há uma carreira por ensinarnos o céu mais lindo possível. Como se uma constitução fosse capaz de arranjar todo quanto problema futuro viesse, e como se for um livro sacro que Deus deija num Sinaí imaginario. Não, só é uma declaração de intenções e princípios para conseguir o artelhamento e funcionamento das estruturas do Estado, e sobre todo na que se vejam representados uma grande maioria dos cidadãos.
ORGULHO IBÉRICO.
https://aspirinab.com/valupi/orgulho-iberico-3/
Assim é. Comparto iste orgulho e mais o anterior do blogue.