Este post está escrito no 2020.
Vem agora aquí a conto do problema criado com GROENLÂNDIA. A última temporada de BORGEN está adicada já ao problema de GROENLÂNDIA.
É curioso voltar atrás e vermos como o problema já existia e ainda que não fala de TRUMP, o contexto e tal qual o de hoje. . Não fixem nenhuma modificação na escrita, os "papiros", com os seus erros, não devem ser manipulados.
Até na escrita se nota o passo do tempo, escrito en galego normativo.

No ASPIRINAB,
meu blog histórico, xa de culto, encontrei-me con esta recomendación
que por fortuna repon a Netflix. As razons que Valupi me suxire,
expostas no texto que segue, seduzenme para adicarlle un tempo. É iste
um xénero que me fai disfrutar alén de mellores e piores logros. Non vin
"The west wigins" que fica como asignatura pendente , si vin House of
Cards e fiquei maravillado da serie. As recomendacions de Valupi son
ordes, e a pesquisa por miña parte das cousas interesantes que el lanza
a blogosfera sempre enriquecen a nosa vidiña. Esta noticia chega en
regular momento, pois ando lento últimamente para as series, sentado
diante do ecrá. E ainda pior, porque ando con traballos atrasados no
tema, pois ando os poucos a lidiar con Versalles; un documental sobre
Trump que está no momento quente de velo; a ponto de rematar Outlander,
que parece que nunca acaba nunca, como acostuma a pasar con algunhas
series. Por acima estou recen comenzado a ver Knigtfall, unha de
templarios, santo grial e loitas medievais, tema que tamén me apaixona.
Pois bem, ainda tudo iso, acho que e bon momento para recomenzar e
mergullarme nas profundidades dunha boa história política, que, tal
como dice Valupi, é moi real.
Seguiremos informando.
E há muitas razões mais para ver esta excelente série pela primeira vez. Pese a semelhança temática, não será justo comparar Borgen com The West Wing, esse diamante de Aaron Sorkin que pertence ao panteão da TV. Nesta, a escrita intrincada e na esgalha, sempre a correr o risco de cair numa exibição vaidosa, espalha uma sofisticação e densidade que não têm qualquer paralelo com a escrita de Adam Price e sua equipa de argumentistas. A opção dinamarquesa é pelo registo não só realista, o que é duvidoso que seja o caso americano dado o seu artifício idealista, como pedagógico (a resvalar para o ingénuo?). Se fosse preciso concluir uma formação universitária em Direito, Ciência Política, História ou Filosofia para entrar a fundo no universo de Josiah Bartlet e Toby Ziegler, em ordem a nos sentirmos à-vontade no universo de Birgitte Nyborg e Kasper Juul basta estar em vias de concluir o secundário. Ao mesmo tempo, Borgen retrata fielmente as lógicas, dinâmicas, rituais e acidentes que ligam políticos e jornalistas num frenesim imparável de aproximações e separações, alianças e batalhas. E tudo isto, notavelmente, sem cair no melodrama nem procurar fazer humor.
Para mim, e não estarei só nessa experiência, o mais admirável na visão de Adam Price é ter conseguido mostrar a democracia a funcionar na perfeição sem ter cedido meio milímetro ao cinismo e ao tribalismo. As personagens são profundas quanto baste, o elenco é credível e envolvente, e há um arco narrativo que faz da decência o valor mais importante para o estadista. Um estadista que se vê a falhar como os outros, pois é humano, mas que é salvo pelo afecto e pelo idealismo de terceiros – da comunidade, portanto. Esse estadista modelo germinou na cabeça do autor da série e conheceu a luz no corpo e arte de uma actriz fabulosa, Sidse Babett Knudsen. Ela consegue o feito de vencer o estigma que penaliza as mulheres na política ao criar uma personagem cuja autoridade de líder é verosímil e inspiradora. Ficamos a sonhar com o milagre de vermos a Birgitte a saltar do ecrã e a meter-se a caminho do parlamento mais próximo. Afinal, a sua (e nossa) segunda casa.
Mais información o respecto, niste caso de La Vanguardia.
Netflix resucita ‘Borgen’, una de las mejores series de todos los tiempos


