venres, 24 de abril de 2026

Amanhã é 25 de Abril. A realidade que foi. Oxalá nunca mais voltar.

 
Encontrei-me por acaso com este artigo, que não sei que titulo teria, de Clara Ferreira Alves, apanhado não sei onde. Creio que merece ficar no pressente-passado-futuro do que foi Portugal e do que éramos os seus vizinhos. Sirva também para recordar o 25 de Abril

Neste filme a preto e branco, pintado de cinzento para dar cor, podia observar-se o mundo português continental a partir de uma rua. O resto do mundo não existia, estávamos orgulhosamente sós

Anda por aí gente com saudades da velha portugalidade. Saudades do nacionalismo, da fronteira, da ditadura, da guerra, da PIDE, de Caxias e do Tarrafal, das cheias do Tejo e do Douro, da tuberculose infantil, das mulheres mortas no parto, dos soldados com madrinhas de guerra, da guerra com padrinhos políticos, dos caramelos espanhóis, do telefone e da televisão como privilégio, do serviço militar obrigatório, do queres fiado toma, dos denunciantes e informadores e, claro, dessa relíquia estimada que é um aparelho de segurança.

Eu não ponho flores neste cemitério.

Nesse Portugal toda a gente era pobre com exceção de uma ínfima parte da população, os ricos. No meio havia meia dúzia de burgueses esclarecidos, exilados ou educados no estrangeiro, alguns com apelidos que os protegiam, e havia uma classe indistinta constituída por remediados. Uma pequena burguesia sem poder aquisitivo nem filiação ideológica a rasar o que hoje chamamos linha de pobreza. Neste filme a preto e branco, pintado de cinzento para dar cor, podia observar-se o mundo português continental a partir de uma rua. O resto do mundo não existia, estávamos orgulhosamente sós. Numa rua de cidade havia uma mercearia e uma taberna. Às vezes, uma carvoaria ou uma capelista. A mercearia vendia açúcar e farinha fiados. E o bacalhau. Os clientes pagavam os géneros a prestações e quando recebiam o ordenado. Bifes, peixe fino e fruta eram um luxo. A fruta vinha da província, onde camponeses de pouca terra praticavam uma agricultura de subsistência e matavam um porco uma vez por ano. Batatas, peras, maçãs, figos na estação, uvas na vindima, ameixas e de vez em quando uns preciosos pêssegos. As frutas tropicais só existiam nas mercearias de luxo da Baixa. O ananás vinha dos Açores no Natal e era partido em fatias fininhas para render e encharcado em açúcar e vinho do Porto para render mais. Como não havia educação alimentar e a maioria do povo era analfabeta ou semianalfabeta, comia-se açúcar por tudo e por nada e, nas aldeias, para sossegar as crianças que choravam, dava-se uma chucha embebida em açúcar e vinho. A criança crescia com uma bola de trapos por brinquedo, e com dentes cariados e meia anã por falta de proteínas e de vitaminas. Tinha grande probabilidade de morrer na infância, de uma doença sem vacina ou de um acidente por ignorância e falta de vigilância, como beber lixívia. As mães contavam os filhos vivos e os mortos, era normal. Tive dez e morreram-me cinco. A altura média do homem lusitano andava pelo metro e sessenta nos dias bons. Havia raquitismo e poliomielite e o povo morria cedo e sem assistência médica. Na aldeia, um João Semana fazia o favor de ver os doentes pobres sem cobrar, por bom coração.

Amortalhado a negro, o povo era bruto e brutal. Os homens embebedavam-se com facilidade e batiam nas mulheres, as mulheres não tinham direitos e vingavam-se com crimes que apareciam nos jornais com o título Mulher Mata Marido com Veneno de Ratos. A violação era comum, dentro e fora do casamento, o patrão tinha direito de pernada, e no campo, tão idealizado, pais e tios ou irmãos mais velhos violavam as filhas, sobrinhas e irmãs. Era assim como um direito constitucional. Havia filhos bastardos com pais anónimos e mães abandonadas que se convertiam em putas. As filhas excedentárias eram mandadas servir nas cidades. Os filhos estudiosos eram mandados para o seminário. Este sistema de escravatura implicava o apartheid. Os criados nunca dirigiam a palavra aos senhores e viviam pelas traseiras. O trabalho infantil era quase obrigatório porque não havia escolaridade obrigatória. As mulheres não frequentavam a universidade e eram entregues pelos pais aos novos proprietários, os maridos. Não podiam ter passaporte nem sair do país sem autorização do homem. A grande viagem do mancebo era para África, nos paquetes da guerra colonial. Aí combatiam por um império desconhecido. A grande viagem da família remediada ao estrangeiro era a Badajoz, a comprar caramelos e castanholas. A fronteira demorava horas a ser cruzada, era preciso desdobrar um milhão de autorizações, era-se maltratado pelos guardas e o suborno era prática comum. De vez em quando, um grande carro passava, de um potentado veloz que não parecia sujeitar-se à burocracia do regime que instituíra uma teoria da exceção para os seus acólitos. O suborno e a cunha dominavam o mercado laboral, onde não vigorava a concorrência e onde o corporativismo e o capitalismo rentista imperavam. Salazar dispensava favores a quem o servia. Não havia liberdade de expressão e o lápis da censura aplicava-se a riscar escritores, jornalistas, artistas e afins. Os devaneios políticos eram punidos com perseguição e prisão. Havia presos políticos, exilados e clandestinos. O serviço militar era obrigatório para todos os rapazes e se saíssem de Portugal depois dos quinze anos aqui teriam de voltar para apanhar o barco da soldadesca. A fé era a única coisa que o povo tinha e se lhe tirassem a religião tinha nada. Deus era a esperança numa vida melhor. Depois da morte, evidentemente.

 

domingo, 12 de abril de 2026

O pessimismo português é uma fatalidade?

 

 

 

O pessimismo português é uma fatalidade? Eça de Queiroz sob o olhar atento de Clara Ferreira Alves

  A História repete-se

https://podcasts.apple.com/es/podcast/o-pessimismo-portugu%C3%AAs-%C3%A9-uma-fatalidade-e%C3%A7a-de/id1662568994?i=1000624607113

venres, 10 de abril de 2026

Primário para primários. (reciclaje blogueiro)

 Dando um passeio   polas congostras deste bloq  saiu o meu encontro este post do ano 2015. Tem 11 anos. Achei que podia ter o seu aquel, e merecia ser recordado. 

 

Lo + importante que se puede hacer por vosotros es lo que vosotros podáis hacer por vosotros".(M. RAJOY)

Vivemos num buraco quente, cortado por um rio largo. Temos boa gente, paisagem alegre, um clima amigo, morno e suave quase todo o ano, ainda que há quem nos diga que pertencemos as terras  frias de mais lá do muro. Não  há queija no clima ,  embora sim que noutras coisas o buraco não é um lugar maravilhoso. Neste  buraco tudo parece quieto, cansativo,  o movimento de tudo o que anda no buraco é lento, anda quieto, os jovens rareiam, os velhos abundam, no buraco vive uma cidade velha. No buraco temos um pequeno sátrapa que herdou a satrapia do seu pai, qual monarquia assíria. Cá estamos, vivemos e  e assim  vamos. 


    Mas toda esta introdução vem a conto de que neste ambiente morno, misturado de boas maneiras e jeitinho, temos no buraco um jornal. Titula-se LA REGIONum título muito ajeitado os tempos de hoje para liderar a opinião no buraco. O jornal está e vive dos dinheiros que recebe de uma serie de poderosos e sátrapas governantes que o mantêm para que serve de altifalante do que eles querem que se diga e ainda mais importante do que não querem que se diga. 



    Este panfleto, alinhado por retrógrados e alminhas obedientes ámen de não ser honesto na sua informação é patético na forma de presentar a mesma e maneira tão inducida  e parcial. E  este é o faro que nos guía. 


      Tudo isto surge como rodapé  ou comentario o   titular que fica mostrado na introdução a este e post. Este jornalzinho que está feito para ganhar dinheiros de subvenções e para embrulhar chouriços no seu  afã de agradar o poder diz coisas tão patéticas  que só pode ser superada pelo  único e irrepetivel criador de frasecinhas vazias, sonsas, patéticas que acabam  a produzir brincadeira no leitor ou no ouvinte. Estou-me a referir o  Mariano Rajoy.


 

Pensamento e democracia. Habermas.

 Por medio do aspirina b, cheguei a este artigo do jornal " O Diário de Noticias", firmado por Guilherme d’Oliveira Martins,

       Num homenaje a Habermas (1929-2026)  aquí  uns traços preenchidos de concreção e sabiduria que nos ilumina respeito sobre a democracia o Estado de Direito, como guías para a praxe política no mundo atual.  

 Pensamento e democracia. 

Não me resisto deijar ou resaltar uns bocadinhos entre tanta sabiduria: 


Daí a necessidade de domesticar o capitalismo com a democracia, garantida através de um Estado de Direito com “rosto social”, superando o “pessimismo antropológico” que caracterizara os primórdios da Escola de Frankfurt.
Os conceitos de conhecimento, liberdade e progresso constituem valores de uma razão ilustrada, no contexto da “modernidade”, como “projeto inacabado”, por contraponto à pós-modernidade…
“Se me resta um traço de utopia, ele reside na conceção de que a democracia (e o debate público nas suas melhores formas) tem a capacidade de quebrar o nó górdio de problemas quase praticamente insolúveis.”

 

martes, 7 de abril de 2026

Nunca houve reis de Asturias

 

Faladoiro (lugar no que se murmura) Hackear a Coroa .. Manuel Gago em Galiciae.

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Fonte: https://www.galiciae.com/blog/manuel-gago/hackear-a-coroa/20260113184026105712.html 

 

253. No filme La tierra prometida (Nicolaj Arcel, 2023, Filmin) Ludvig Kahlen, un capitán retirado do exército dinamarqués (Mads Nikkelsen), accede ao chamado do rei para colonizar agrariamente o infértil páramo de Xutlandia. Estamos no século XVIII e os ilustrados danlle moitas voltas á terra e en como multiplicar o seu rendemento. Kahlen garda unha carta segreda que non quere desvelar e confía en que o rei lle conceda en contrapartida un título nobiliario. O filme representa moi ben esa esperanza case indestructible que tiña a xente do pasado na figura do rei, e que hoxe nos resulta tan difícil de comprender. Como vai ser o rei un valedor da xente do común fronte os poderosos, pensaremos, se el mesmo é a fonte da que dimana —cos seus nomeamentos de duques, condes e marqueses— toda a estrutura que oprime aos humildes? Iso é o que pensamos hoxe, se cadra porque aínda contamos coa división de poderes de Montesquieu. Nas súas esforzadas xornadas de Xutlandia, a pesar de todas as zoupadas que lle infrinxe o cacique local, el segue a crer no amparo do rei. É unha crenza abstracta, case como unha fe. É o rei pero é algo máis que o rei. A fonte que xustifica revoltas territoriais, o nome que se invoca nos patíbulos, a excusa mentireira dos procesos de independencia, a última esperanza.

254. En Galicia este fenómeno foi polo libro. O rei invocouse nas Guerras Irmandiñas, e non se tirou nin unha soa fortaleza sen o seu permiso, e foi esa salvagarda a que evitou que a nobreza acometera unha salvaxe campaña de represión cando volveu. Cando a influencia castelá se fixo escandalosa a principios do século XVI e os funcionarios foráneos fixéronse con todos os postos de poder do reino, os reis desenvolveron en paralelo a Real Audiencia do Reino de Galicia, o instrumento de xustiza que primeiro estivo localizado en Santiago e despois na Coruña. A institución exerceu de contrapeso independente fronte aos abusos da aristocracia galega. Os labregos valorárona moitísimo e chamabanlle a "fonte de auga limpa". Como sería a cousa para que uns paisanos falaran ben dunha institución e mesmo xente con poucos recursos se atrevera a pleitear contra un mosteiro ou un conde na confianza de que había posibilidade de vitoria. Ás veces nos pleitos as testemuñas aludían os reis do pasado, pero non se acordaban do seu nome cando lles preguntaban: eran como entes abstractos. A partir do século XVI, os reis pouco máis fixeron polo reino occidental, e iso tamén se aprecia na pedra. O derradeiro rei representado con certa frecuencia na arte galega —tampouco moito, non se entusiasme ninguén— foi Filipe II. Os concellos galegos encargaban os prescritivos retratos do Austria ou do Borbón do momento para os salóns, pero ninguén tivo moito interese en conservalos. Cando entendemos a escasa aversión actual dos galegos polo rei —inseparable da nosa evidente indiferencia, da que somos conscientes cando observamos como se adora á monarquía noutras latitudes ibéricas—, conectámonos cunha historia de moitos séculos nos que os reis non adoitaron ser vistos coma inimigos. Eu penso que os galegos comezaron a esquecerse do nome dos reis cando estes deixaron de se chamar Afonso. Un día cóntolles por que. 

255. Os reis sempre o souberon ou intuíron. O vicepresidente da Xunta Carlos Mella criticou en público en 1983, de acordo con Xerardo Fernández Albor, que Xoán Carlos I delegara a ofrenda do Apóstolo no delegado do Goberno, Domingo García Sabell, no canto do presidente da Xunta. A polémica provocou que o rei acurtara unha viaxe a Venezuela para vir el en persoa a presentarlle os respectos ao Apóstolo. Esa disputa interna de patacón nunha autonomía que fora votada en precario e bombardeada por uns e por outros, chegara a preocupar ao monarca. Sempre me preguntei por que. É certo que a confusión da Transición, con todas as cartas abertas, beneficiou á nosa feble autonomía galega. Lembremos que algúns prestidixitadores conseguiran a xenialidade de enganar ás persoas axeitadas, facéndolles crer que a autonomía de Galicia estaba máis respaldada do que estaba. A rápida reacción do rei, acudindo presto a apagar o incendio, debeu responder ao medo a que se abrira unha fronte nova nun sitio perigoso. Estivo astuto, vaia.

256. Pensaba nisto ao ler Reconciliación (Planeta, 2025), o innecesario libro de Xoán Carlos I. Xa saben que eu teño afección ás, polo xeral mediocres, biografías dos políticos, porque en todas se escapan tres ou catro detalles valiosos. Lembro un verán no que lin á par sobre a toalla as memorias dos chantadinos Víctor M. Vázquez Portomeñe, antigo conselleiro de Cultura e outros, e as do xornalista Afonso Eiré. Tíñaas as dúas sobre a toalla e alternaba capítulos. Poucas veces teño gozado tanto de confrontar por escrito dúas visións do país que, postas en paralelo, permiten entender éxitos e fracasos. En Reconciliación, o rei colócanos aos galegos no noso sitio. Así narra o retorno dos Emiratos Árabes en 2022: "partín cheo de esperanza cara a Vigo. De alí partira e alí volvía. Era coma se o meu verdadeiro fogar fose un pequeno porto de Galicia e non un pazo de Madrid, como se a miña relación con España tivera máis que ver coas súas periferias e a autenticidade das súas paisaxes e as súas xentes que coa súa capital e as súas enredadas políticas". Estou convencido de que nesta visión indixenista Xoán Carlos de Borbón puxo todo o amor do seu corazón. A ver quen lle corta o rollo explicando que aquí tamén hai unha capital, enredos políticos e os que os propios galegos tamén establecen escalas de paisaxes auténticas e menos auténticas dentro do noso país. E iso que podía ter entrado no affaire Mella e darnos o seu punto de vista.

257. Na aldea de Sarandós (Abegondo) consérvase unha casa na que a tradición sinala que durmiu Filipe II no seu camiño cara á Coruña, onde ía embarcar para casar en Inglaterra con María Tudor en 1554. A casa conta cun valioso escudo real no que unha inscrición lembra o real descanso. Pero o máis notable do escudo é que está hackeado. Un caliz destaca a maior tamaño que os leóns e torres do escudo de Castela e León. Eis o escudo da coroa de Galicia, Castela e León, e expertos como Eduardo Pardo de Guevara consideran que é o primeiro no que os galegos introducen o seu propio símbolo na coroa real. Foi labrado posiblemente a principios do século XVII, nun momento no que Galicia estaba reinventándose: a Xunta do Reino encargaba crónicas da súa historia, a aristocracia financiaba mapas do reino impresos en Amberes, os eruditos indagaban en arquivos e na súa imaxinación para elaborar un pasado, A Coruña e Santiago loitaban por seren cabezas (capitais) do reino. Como digo, a partir de aí, en lugares moi significados, os galegos fixeron a súa propia versión do escudo real. Ese cáliz raramente se incluiu fóra de Galicia ou nas obras promovidas pola propia Coroa. Estou pensando, por exemplo, no escudo do Pazo Real de Madrid, onde aparecen as flores de Lis da casa borbónica no mesmo lugar no que os galegos colocamos o noso Grial, ou no propio escudo oficial do reino de España que levamos no pasaporte. Só hai un caso distinto: o cáliz galego coas cruces no centro do escudo español no Pazo das Comunicacións de Madrid, deseñado polo noso Antonio Palacios. Seica foi Valentín Paz Andrade quen visitando o obradoiro do arquitecto, viu o rascuño do escudo real, e lle dixo: "Prántalle aí no medio o de Galicia". Ese prantar en sentido figurado, pero quen sabe se tamén nun sentido case real.

256. Os sucesivos El-rei deberon dar un consentemento tácito a estes escudos galeguizados do Antigo Réxime que atopamos na Coruña, en Santiago —no Panteón Real ou na Universidade— ou mesmo no santuario da Escravitude (Padrón). "Total, estes pasan o día inventando pero non pasan de aí", seguro que dixo algún ministro no seu despacho diario ao sacar de pasada o tema. Quizas non se decataban de que no fondo, os galegos estaban propoñendo outra lectura, máis inclusiva, da historia de España. Os sucesivos El-rei, prudentes ou timoratos, calaron. É bo que os reis deixen que falen outros por eles, mesmo que imaxinen por eles. Dar explicacións é un asunto que require moita práctica.

 

 

Noticias do Reino de Galiza.

 

La batalla de Fornelos: El día en que los gallegos APLASTARON al Rey Vikingo Gunderedo

 https://www.youtube.com/watch?v=dEYh_HSNxqw&t=40s


luns, 6 de abril de 2026

I Can't Help Falling in Love


 https://www.youtube.com/watch?v=Q8jvtfElPJI

Los sabios dicen                                  Wise men say
Que solo los tontos se precipitan                    Only fools rush in
Pero no puedo evitar                                                         But I can't help
Enamorarme de ti                                                                       Falling in love with you

Si me quedara                                      Shall I stay?
¿Sería un pecado?                                      Would it be a sin
Si no puedo evitar                                                     If I can't help
Enamorarme de ti                                                                Falling in love with you?

Como un río que fluye                   Like a river flows
Seguro hacia el mar                                      Surely to the sea
Querida, así es                                                          Darling, so it goes
Algunas cosas están destinadas a suceder                       Some things are meant to be

Toma mi mano                                                      Take my hand
Toma mi vida entera también                                             Take my whole life too
Porque no puedo evitar                                                                For I can't help
Enamorarme de ti                                                                 Falling in love with you

Como un rio que fluye                            Like a river flows
Seguro hacia el mar                                                    Surely to the sea
Querida, así es                                                                      Darling, so it goes
Algunas cosas están destinadas a suceder                    Some things are meant to be

Toma mi mano                                Take my hand
Toma mi vida entera también                 Take my whole life too
Porque no puedo evitar                            For I can't help
Enamorarme de ti                                        Falling in love with you

Porque no puedo evitar                                   For I can't help
Enamorarme de ti                                            Falling in love with you

Paula Fernandes, Leonardo - Tocando Em Frente


 https://www.youtube.com/watch?v=Jb7LTOMJ3Qg&t=208s

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe?
Só levo a certeza de que muito pouco sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha, ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada, eu vou tocando os dias
Pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

Ando devagar porque eu já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

sábado, 4 de abril de 2026

Sachando nos eidos alheios.

 aspirina B

Um bom texto para tratar da defessa comúm duma constitução. Quando chegar estes debates são invevitáveis a aparições de anjos, arcanjos, querubins&serafins que olham para o consenso conseguido numa época histórica complicada como uma pérfida confabulação entre uns fracos esquerdalhos e uns opulentos donos da fazenda. O posibilismo não da réditos no debate , todos iriam mais lá para chegarem o mundo ideal. Há uma carreira por ensinarnos o céu mais lindo possível. Como se uma constitução fosse capaz de arranjar todo quanto problema futuro viesse, e como se for um livro sacro que Deus deija num Sinaí imaginario. Não, só é uma declaração de intenções e princípios para conseguir o artelhamento e funcionamento das estruturas do Estado, e sobre todo na que se vejam representados uma grande maioria dos cidadãos.

 

 

 

ORGULHO IBÉRICO. 

https://aspirinab.com/valupi/orgulho-iberico-3/ 

 

Assim é. Comparto iste orgulho e mais o anterior do blogue.

 

venres, 3 de abril de 2026

Notas soltas. Lingua.

 

cumqueiro a favor da grafia portuguesa

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Notas Soltas

 1.-

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Agora 65 anos da toma do transatlantico Santa Maria-Santa Liberdade por un comando ibérico do DRIL con Carlos Velo, Soutomaior, o almirante Galvão.. Tomárono para denunciar internacionalmente as dictaduras de Franco/Salarzar. Coincidindo coa toma de pose de JF Kennedy. Lográrono!
 
 
2.-

UUMA HISTORIA REAL, E A OUTRA FANTÂSTICA, REALISMO MÁXICO. Imagen

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LUA, LUA. Lingua, lingua.



MARCO NEVES. 

 

 Há 6500 anos, na língua que veio a dar origem ao português, LUA dizia-se de duas maneiras diferentes… A primeira, mais comum, era *mḗh₁n̥s, que derivava do verbo que significava «medir». A Lua servia para medir o tempo… Foi essa raiz que nos deu a palavra MÊS. Foi também a origem da palavra inglesa «moon». A segunda palavra, usada em discursos mais poéticos, era *lówksneh₂, derivada de *lewk-, que significava «brilhar». Foi dessa raiz que veio LUA, mas também LUZ. No caminho entre *lówksneh₂, do proto-indo-europeu, e LUA tivemos a palavra latina «luna», que deu origem a às várias palavras das línguas latinas: a «lună» romena, a «luna» italiana, a «lune» francesa, a «lluna» catalã, a «luna» castelhana e mais umas quantas... No caso do galego e do português, ficámos sem o N no meio da palavra. Os falantes que transformaram o latim na nossa língua deixaram cair muitos sons [n] e [l] entre vogais e, por isso, a palavra LUA tem uma cicatriz antiga, típica do galego e do português. (Conto o resto da história no livro AS RAÍZES DA LÍNGUA, que sai este mês.)

 

 

 

Notas soltas.

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Numca interrumpas o teu inimmigo quando está a cometer um erro. 

 Bosnia elimina a Italia para irem o Mundial 2026.

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 Edin Džeko: "Se lo quiero dedicar a mis amigos que cuando tenia 6 años con los que iba todas las tardes a jugar al futbol a la calle. Y bueno un día mi madre se enojó, y bueno una bomba explotó en la calle, y todos mis amigos murieron". 

mércores, 1 de abril de 2026

Notas Soltas. Semana Santa a posteriori. (reciclaje bloqueiro)

 

mércores, 7 de abril de 2021. Nesta data saiu este post despois da semana santa do 2021. Agora que estamos no 2026 aproveitamos o mesmo antes da Semana Santa do 2026. Reciclamos. 

      Hoje chove, é Venres Santo. Cando chegam estas datas, ainda que podemos pasar por repetitivos, voltamos a reflexão cíclica de como eramos e como somos, que coisas fazíamos antes e que cousas fazemos agora. O falar de como eramos, sempre recordo, metelhendo retranca, o Alcalde do pequeno municipio rural dos Blancos, (  Alcalde mais tarde condeado por corrupção) . Este homen lá na  primeira era Baltariana , gastava uns bons dinheiros municipais para trazer artistas importantes para  cantarem na praza para todo o público do povo e bisbarras. Este "líder" numa das ocasiões trouxe a Manolo Escobar en antes da actuação  o ver a grande massa de gente congregada  subiu o palco, tomou o microfone e dirixiuse os seus vecinhos  com esta mensagem:  "  povo dos Blancos o que nós eramos e o que hoje somos". Sempre gardei na minha retina aquel momento esperpéntico , brincalhão cheo  de populismo  burricalho.

      Mas não era de quem eu me queria  recordar agora, de aquel Alcalde ou presidente da Câmara municipal dos Blancos. Para ele os melhores desejos. Eu quería recordame do que nós eramos e o que hoje somos. Aquel nacional-catoliscismo real e vivente facianos viver uma fé, sincera para algúns nos que  me conto, além de uma atmósfera de relixiosidade, silenzo, austeridade para vivirmos a morte,  narrada nos evanxeos,  de Cristo. Hojé, o que somos, nada tem que ver com todo aquilo. Quanto melhor por ventura. 

      As novas gerações não imaxinam aquel grande teatro do adoctrinamento, os que tanto vivimos aquilo, temos pra contar. 

      Não tenham medo, nem tenham medo o medo, e desconfiem dos que lhes queiram falar do temor de Deus como  cerne ou alicerce da sua fé. Sejam livres, desfrutem da carne e o pecado, sempre respeitando a liberdade e a vida dos outros, o bem comúm e a segurança pública. E desfrutem da Semana Santa,  ainda que terá que ser já para o  dois mil vintedous. Já será sem Covid e voltaram a estar cheas as estradas, o turismo de Adegas, os restaurantes e os lugares de lecer. E se gostam das procesões, noraboa, desfrutem também, mas não intentem que todos tenhamos que caminhar o son do tambor. Seja como for,  Cristo estará contente de ver os seus salvados, felizes, melhor que turrando eles dum pau de cruceiro fingindo a dor  alhea.