mércores, 7 de abril de 2021. Nesta data saiu este post despois da semana santa do 2021. Agora que estamos no 2026 aproveitamos o mesmo antes da Semana Santa do 2026. Reciclamos.
Hoje chove, é Venres Santo. Cando chegam estas datas, ainda que podemos pasar por repetitivos, voltamos a reflexão cíclica de como eramos e como somos, que coisas fazíamos antes e que cousas fazemos agora. O falar de como eramos, sempre recordo, metelhendo retranca, o Alcalde do pequeno municipio rural dos Blancos, ( Alcalde mais tarde condeado por corrupção) . Este homen lá na primeira era Baltariana , gastava uns bons dinheiros municipais para trazer artistas importantes para cantarem na praza para todo o público do povo e bisbarras. Este "líder" numa das ocasiões trouxe a Manolo Escobar en antes da actuação o ver a grande massa de gente congregada subiu o palco, tomou o microfone e dirixiuse os seus vecinhos com esta mensagem: " povo dos Blancos o que nós eramos e o que hoje somos". Sempre gardei na minha retina aquel momento esperpéntico , brincalhão cheo de populismo burricalho.
Mas não era de quem eu me queria recordar agora, de aquel Alcalde ou presidente da Câmara municipal dos Blancos. Para ele os melhores desejos. Eu quería recordame do que nós eramos e o que hoje somos. Aquel nacional-catoliscismo real e vivente facianos viver uma fé, sincera para algúns nos que me conto, além de uma atmósfera de relixiosidade, silenzo, austeridade para vivirmos a morte, narrada nos evanxeos, de Cristo. Hojé, o que somos, nada tem que ver com todo aquilo. Quanto melhor por ventura.
As novas gerações não imaxinam aquel grande teatro do adoctrinamento, os que tanto vivimos aquilo, temos pra contar.
Não tenham medo, nem tenham medo o medo, e desconfiem dos que lhes
queiram falar do temor de Deus como cerne ou alicerce da sua fé. Sejam
livres, desfrutem da carne e o pecado, sempre respeitando a liberdade e a
vida dos outros, o bem comúm e a segurança pública. E desfrutem da
Semana Santa, ainda que terá que ser já para o dois mil vintedous. Já
será sem Covid e voltaram a estar cheas as estradas, o turismo de
Adegas, os restaurantes e os lugares de lecer. E se gostam das
procesões, noraboa, desfrutem também, mas não intentem que todos
tenhamos que caminhar o son do tambor. Seja como for, Cristo estará
contente de ver os seus salvados, felizes, melhor que turrando eles dum
pau de cruceiro fingindo a dor alhea.

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