Rapinhado nas redes.

Rapinhado nas redes.

Dom Calixto, o cura da Boulhosa, não teve medo o calor e montou um dia mais na sua cavaleria, uma besta grisalha e nobre de pranta e bom porte, e mansinhamente percorreo os quatro quilómentros de caminho entre A Boulhosa e Baltar. Ainda não há estrada apropriada para os automóveis, os caminhos são os mesmos que os dos nossos antergos galaícos, galaico-romanos e suevos, pois de todo havería por aquí que ainda que não temos vestigios que mostrar, tiramos de certa intuição da toponimia e achamos que os germánicos-suevos andiveram por cá. Mas não são neste caso os Suevos os que ocupam o nosso tempo e tampouco os do cura Dom Calixto. Ele chapeu na cabeça vai caminho adiante prá beirada do café do Pepinho, depois de deixar o jumento atado diante da tenda da senhora Herminia que se ocupara de pôr-lhe caldeiro de auga e manhuço de erva pra aliviar a sua espera e reponher forças pra fazer o caminho de volta.
Dom Calixto deu as horas e foi saudado por quase todos os concorrentes do café cos que se atopou. Viu-se quase obrigado a sentar-se numa das mesas de fora na que estavam animadamente a conversar o senhor abade de Baltar, o Sarxento da Garda Civil e o Dom Honorio, burócrata das oficinas do concelho, ainda que daquela diciamos Axuntamento, meio traducindo a palavra oficial de ayuntamiento. Na mesa do lado repicavam contra o mármores as fichas de dominó da partida que estavam a botar entre o Secretario, o cabo da Garda Civil, o encargado da Fenosa e o negociante em peles, perniles e variedades da mesma clase o "jamoneiro". Todos fizeram acenos breves de saudo para Dom Calixto o tempo de seguirem repinicando na mesa e alzavam a voz para justificarem uma jogada ou recriminarem-lhe o companheiro a dele.Era a música habitual.
Despois de cumprimentar a mesa na que se sentou, falou-se do tempo que estavamos a ter, moito calor pra altura do ano, ainda que pro agricultor era bom, pois o pão tinha que madurar bem pra seitura. Depois pasou-se os comentários obrigados de notícias que cada um ouvira no parte da radio. Algo se disse sobre a guerra de Vietnam, a commemoração dos vintecinco anos de paz que nos trouxera “o Generalísimo” que aparecia sorrinte nos cartazes pendurados por toda parte. Todos resaltavam quanto tinha prosperado Espanha dende então e a Deus grazas podíamos desfrutar do período mais longo de paz da historia da Pátria. Todos concordavam felizes de viver naquele momento de progreso e solaz, no que estavamos a prosperar moito, atrás ficavam os ominosos anos da fame. Num momento Dom Calixto morninhamente, dirigindo-se o Sarxento, fijo um comentário obrigado.
—Então Dom Fernando, andarão moi ocupados na Comandáncia coa desgraza do asassinato do chofer.
O sarxento era já um homem maduro. Dava imagem também de experimentado no seu oficio pois a cara já anunciava andar no final da sua carreira. É precisso dizer que naquela altura e por ordem da superioridade, ainda nos seus momentos de ocio os gardas tinham que vestir o uniforme reglamentario com cinto e pistola do nove largo na funda e o tricornio negro apostado o seu carão, ou onde estivesse a mão. Ele tinha um fino bigode, pelo branco curto, homem de meia altura, delgado e fino de talhe. A sua apariência não era nada arrogante e moitas vezes passava desapercebido no local do café. Ele contestou a Dom Calixto com moita mais longura e dedicação da que acostumava para os casos de asuntos de serviço. Tal vez um pouco doido pola circunstancia de parecer que estava tutelado por um superior, o capitám, e para justificar-se ante uma pessoa que ele sabia conhecedora do que passava e pra divulgação pública, por se houvesse algún “ruxe-ruxe”, ou um “dixo-me, dixo-me”, que puder pôr em dúvida o seu prestixio, comentou para todos os presentes,
— Pois não pense, dom Calixto. Como bem sabe você a investigação está totalmente nas mãos do Capitám Folgoso Quintana que veu dende Madrid a pé feito pra fazer-se cargo de todo. Nós estamos tranquilos, nada temos para fazer o respeito nem os meus jefes me chamam pra nada. Só lhe damos apoio e informação que nos pede o capitám e nada mais. Ele fala cos gardas, comigo, interroga gente da que comunicamos suspeitas etc. e fai uma cousa que nós numca fizemos, falar moito coa GNR. Tem falado co Tenente Coronel de Chaves e também co capitám de Montealegre. Isto é cousa novidosa para nós porque nós pouco, por não dizer nada, falamos cos portugueses e como bem sabe, ainda que os dous povos temos governos amigos, na práctica,estamos acostumados a andar de costas viradas para os gardinhas e eles também para nós. O nosso trabalho é nem deixar pasar dalá pra cá nem o ar se for posível, assím que o inimigo para nós está lá depois da raia. Haja o que houver nas investigações, acho vão durar pouco tempo, pois o capitam vem com moitas ganhas de esclarecer pronto o caso e de seguro que o fará logo.
O sarxento até se surprendeu a se mesmo da largueza com que falara. No entanto, parecia pensar para sim-mesmo que o destinatario da mesma, um cura, merecia dar-lhe certa relevância e confiança. Não há problema, pensou, que melhor que um cura para ter prudência no falar. Mas não era ele um dos tantos que falam por falar, neste caso administrou bem as suas palavras, o Sarxento D. Fernando Airas Maroto, pois o seu objectivo era por o seu relato a correr por ahí adiante. (Já me entendem). Home com experiência sabia que a propaganda se não cha fam outros polo menos intenta faze-la tu.
— Compreendo- engadiu dom Calixto. — Já sabe meu amigo, o mesmo se passa na Igrexa como Institução ainda que divina, também é humana e jerarquica. Onde há jerarquia como passa no Corpo da Garda Civil, estas cousas sucedem e só queda ponher-se, como dizem os militares, em primeiro tempo de saúdo. Razões poderosas terá o mando para as suas decisões.
Ficava claro que a presença do capitam adoecia moito o Sarxento-comandante do posto de Baltar. Temia, como qualquera, que o seu prestigio fosse minguado por comentarios mal intecionados. E já como pra rematar a conversa o sarxento soltou uma pequena arenga patriótica e moral tão habitual naquela altura.
—Assim é Dom Calixto, e assim deve ser, como bem di você. A disciplina é para nós a pedra angular do nosso ser e saber estar. Hoje em Espanha temos paz, trabalho e ordem e grazas o nosso "Caudillo" que Deus conserve moitos anos. Mas bem sabe você e todos voçês que a Garda Civil foi na guerra e é agora o piar clave do mantemento do ordem e a vixiancia e o controlo daqueles que quigessem subverter o nosso Régime.
Dom Calixto recebeu o embate moral e ideolóxico e também quijo deixar a sua pegada naquel pequeno duelo florentino.
—Faço minhas as suas palavras e desejos, caro D. Fernando e engado, que sem a fé e a lavoura pastoral da Igreja tudo sería estéril. A “Vitoria” trouxe a recuperação dos valores morales da religião. A nossa vitoria foi o trunfo conjunto da espada e o altar. Espanha voltou a ser o guieiro espiritual do mundo. Assim é que o nosso "Caudillo" é tal pola graza de Deus que legiu e o proteje.
Estas palavras obrigadas para um pastor da Igreja, dadas as circunstâncias do mais vale parecer que ser. Palavras que estavam a ouvir as élites do povo e gente variada. Despois Dom Calixto levantou-se e dispuso-xe a retirar-se daquela reunião florentina.
—Senhores, moi boas tardes, até outro momento. Fiquem com Deus.
I.- Veo un video de la Fundación Juan March en el que el periodista, crítico literario, y escritor Sergio Vila-Sanjuán sobre los best sellers literarios a lo largo de la historia. Me quedo con la frase de que los periodistas por su oficio tienen predisposición a ser buenos escritores ya que tienen aprendido el oficio de contar de forma sencilla para llegar a la gente cosas y tienen adquirida la disciplina de escribir en un tiempo limitado, cosa muy importante para un escritor. Me convenció el argumento y por eso lo anoto. Otra cosa es el talento o la forma de llegar a ser un betseller, eso ya es más misterioso y depende de muchas más circunstancias, entre ellas la suerte. El hecho de ser best seller no tiene porque ser mala literaratura, todo lo contrario la mayoria de los betseller son buena literatura. Me alivió cuando dijo que por ejemplo el " Principito" que es libro más vendido en Francia y uno de los que más en el mundo él no lo soporta y me acordé de mi mismo que me pasa lo mismo y ya puedo contar uno de mis secretos más guardados sin complejo, no soporto el Principito.
En relación con el escritor-periodista de éxito, surge inevitablemente la figura de García Márquez que antes de ser escritor de éxito se dedicaba a escribir en periódicos y fundamentalmente a hacer escritos de publicidad en México. Marquez escribe fácil y sencillo en la forma para que todo el mundo lo entienda al tiempo que sus novelas están magnifícamente estructuradas y completas. Creo que lo más difícil es escribir sencillo, que parezca fácil, que el lector piense que el mismo podría escribir así.
I I.-.- Me encuentro con un post en el blog del año 2017, sobre
la defensa común europea, Trump, la Otan.... Me sorprendí a mi mismo de
que parece que lo escribí ayer. Hoy parece que podía decir lo mismo. No
está mal y es actual o lo parece. No obstante en cinco años , al menos
en este tema, parece que no pasa nada, pero en uno sólo, de repente,
parece que cambia el mundo y que se abre el telón de la guerra y la
confrontación que creíamos controlado. El último año han pasado cosas y
muy graves, una nueva variable, la invasión de Ucracia por Rusia,
parece cambiar todo. Esta situación es una condicionante fundamental,
para hablar ahora de la seguridad conjunta Europea de forma autónoma,
sin la dependencia directa de los Estados Unidos. Parece que está fuera
de lugar y sin embargo es todo lo contrario. Alguna vez sabremos hasta
donde esta guerra entre sus fines e intereses estaba preparada o azuzada
por los dos gigantes, Rusia y Estados Unidos, precisamente para evitar
el crecimiento de la Unión Militar europea como nueva potencia de
seguridad conjunta. El caso es que la geopolítica mundial, esa lucha
por el poder y la hegemonía mundial atrvés del control del territorio
está de nuevo más viva que nunca. Ha intensificado más sus
posicionamientos, se está moviendo, ha cambiado algunos paradigmas como
la debilidad de la disuasión como escudo mundial y ahora mismo
estamos en un impasse sobre como vamos a salir de todo esto. No es el
mejor tiempo para la seguridad conjunta europea, creo que ahora nadie
nos va a comprar este discurso, el personal estamos bien preocupados
por el precio de la energía y con el deseo de que se acabe la guerra. Es
lógico. Pero si algo se tiene que aprender de esta situación es que
Europa necesita hacerse valer como potencia militar conjunta y liderar
una posición, através de Alemania, con la Europa llamada del Este o la
de la próxima a Rusia y a la Europa del Este.
Es un placer —y un deber— estar con ustedes en este punto de inflexión para Canadá y para el mundo. Hoy hablaré de la ruptura del orden mundial, del fin de la grata ficción y del amanecer de una realidad brutal en la que la geopolítica de las grandes potencias no tiene freno. Pero sostengo, aun así, que otros países —en particular las potencias medias como Canadá— no están indefensos. Tienen el poder de construir un nuevo orden que integre nuestros valores, como el respeto de los derechos humanos, el desarrollo sostenible, la solidaridad, la soberanía y la integridad territorial de los Estados. El poder de los menos poderosos comienza con la honestidad. Cada día se nos recuerda que vivimos en una era de rivalidad entre grandes potencias. Que el orden basado en normas se está desvaneciendo. Que los fuertes hacen lo que pueden, y los débiles sufren lo que deben. Este aforismo de Tucídides se presenta como inevitable: la lógica natural de las relaciones internacionales reimponiéndose. Y, ante esa lógica, existe una fuerte tendencia de los países a adaptarse para encajar. A acomodarse. A evitar problemas. A esperar que el acatamiento compre seguridad. No lo hará. Entonces, ¿cuáles son nuestras opciones? En 1978, el disidente checo Václav Havel escribió un ensayo titulado El poder de los sin poder. En él planteó una pregunta sencilla: ¿cómo se sostenía el sistema comunista? Su respuesta empezaba con un verdulero. Cada mañana, este tendero coloca un letrero en su escaparate: “¡Proletarios de todos los países, uníos!”. No lo cree. Nadie lo cree. Pero lo coloca de todos modos: para evitar problemas, para señalar conformidad, para llevarse bien. Y como cada tendero en cada calle hace lo mismo, el sistema persiste. No solo mediante la violencia, sino mediante la participación de la gente común en rituales que, en privado, sabe que son falsos. Havel llamó a esto “vivir dentro de una mentira”. El poder del sistema no proviene de su verdad, sino de la disposición de todos a actuar como si fuera cierto. Y su fragilidad proviene de la misma fuente: cuando incluso una sola persona deja de actuar —cuando el verdulero quita su letrero— la ilusión empieza a resquebrajarse. Ha llegado el momento de que las empresas y los países retiren sus letreros. Durante décadas, países como Canadá prosperaron bajo lo que llamamos el orden internacional basado en normas. Nos unimos a sus instituciones, alabamos sus principios y nos beneficiamos de su previsibilidad. Podíamos impulsar políticas exteriores basadas en valores bajo su protección. Sabíamos que la historia del orden internacional basado en normas era parcialmente falsa. Que los más fuertes se eximirían cuando les conviniera. Que las reglas comerciales se aplicaban de manera asimétrica. Y que el derecho internacional se aplicaba con rigor variable según la identidad del acusado o de la víctima. Esta ficción era útil, y la hegemonía estadounidense, en particular, ayudó a proveer bienes públicos: rutas marítimas abiertas, un sistema financiero estable, seguridad colectiva y apoyo a marcos para resolver disputas. Así que pusimos el letrero en la ventana. Participamos en los rituales. Y, en gran medida, evitamos señalar las brechas entre la retórica y la realidad. Ese pacto ya no funciona. Permítanme ser directo: estamos en medio de una ruptura, no de una transición. En las dos últimas décadas, una serie de crisis —financiera, sanitaria, energética y geopolítica— dejó al descubierto los riesgos de una integración global extrema. Más recientemente, las grandes potencias empezaron a usar la integración económica como arma. Aranceles como palanca. Infraestructura financiera como coerción. Cadenas de suministro como vulnerabilidades a explotar. No se puede “vivir dentro de la mentira” del beneficio mutuo mediante la integración cuando la integración se convierte en la fuente de tu subordinación. Las instituciones multilaterales en las que se apoyaban las potencias medias —la OMC, la ONU, las COP—, la arquitectura de la resolución colectiva de problemas, están muy debilitadas. Como resultado, muchos países están llegando a las mismas conclusiones. Deben desarrollar mayor autonomía estratégica: en energía, alimentos, minerales críticos, finanzas y cadenas de suministro. Este impulso es comprensible. Un país que no puede alimentarse, abastecerse de energía o defenderse tiene pocas opciones. Cuando las normas ya no te protegen, debes protegerte tú. Pero seamos lúcidos sobre adónde conduce esto. Un mundo de fortalezas será más pobre, más frágil y menos sostenible. Y hay otra verdad: si las grandes potencias abandonan incluso la pretensión de normas y valores para perseguir sin trabas su poder e intereses, los beneficios del “transaccionalismo” se vuelven más difíciles de replicar. Los hegemones no pueden monetizar continuamente sus relaciones. Los aliados diversificarán para cubrirse ante la incertidumbre. Comprarán seguros. Aumentarán opciones. Esto reconstruye la soberanía —una soberanía que antes estaba anclada en normas—, pero que estará cada vez más anclada en la capacidad de resistir la presión. Esta gestión clásica del riesgo tiene un coste. Pero ese coste de la autonomía estratégica, de la soberanía, también puede compartirse. Las inversiones colectivas en resiliencia son más baratas que que cada uno construya su propia fortaleza. Los estándares compartidos reducen la fragmentación. Las complementariedades son de suma positiva. La pregunta para las potencias medias, como Canadá, no es si debemos adaptarnos a esta nueva realidad. Debemos hacerlo. La pregunta es si nos adaptamos simplemente construyendo muros más altos —o si podemos hacer algo más ambicioso. Canadá fue de los primeros en escuchar la llamada de atención, lo que nos llevó a cambiar de forma fundamental nuestra postura estratégica. Los canadienses saben que nuestra vieja y cómoda suposición de que nuestra geografía y nuestras membresías en alianzas conferían automáticamente prosperidad y seguridad ya no es válida. Nuestro nuevo enfoque se basa en lo que Alexander Stubb ha denominado “realismo basado en valores” —o, dicho de otro modo, aspiramos a ser principistas y pragmáticos. Principistas en nuestro compromiso con valores fundamentales: la soberanía y la integridad territorial, la prohibición del uso de la fuerza salvo cuando sea coherente con la Carta de la ONU, el respeto de los derechos humanos. Pragmáticos al reconocer que el progreso suele ser incremental, que los intereses divergen, que no todos los socios comparten nuestros valores. Nos estamos comprometiendo ampliamente, de forma estratégica, con los ojos abiertos. Afrontamos activamente el mundo tal como es, no esperamos al mundo tal como quisiéramos que fuera. Canadá está calibrando sus relaciones para que su profundidad refleje nuestros valores. Estamos priorizando un compromiso amplio para maximizar nuestra influencia, dada la fluidez del mundo, los riesgos que esto plantea y lo que está en juego de cara a lo que viene. Ya no dependemos solo de la fuerza de nuestros valores, sino también del valor de nuestra fuerza. Estamos construyendo esa fuerza en casa. Desde que mi gobierno asumió el cargo, hemos recortado impuestos sobre ingresos, ganancias de capital e inversión empresarial; hemos eliminado todas las barreras federales al comercio interprovincial; y estamos acelerando un billón de dólares de inversión en energía, IA, minerales críticos, nuevos corredores comerciales y más allá. Estamos duplicando nuestro gasto en defensa para 2030, y lo hacemos de maneras que fortalezcan nuestras industrias nacionales. Nos estamos diversificando rápidamente en el exterior. Hemos acordado una asociación estratégica integral con la Unión Europea, incluyendo la adhesión a SAFE, los mecanismos europeos de compra de defensa. Hemos firmado otros doce acuerdos comerciales y de seguridad en cuatro continentes en los últimos seis meses. En los últimos días, hemos concluido nuevas asociaciones estratégicas con China y Catar. Estamos negociando pactos de libre comercio con India, la ASEAN, Tailandia, Filipinas y Mercosur. Para ayudar a resolver problemas globales, estamos impulsando una geometría variable: diferentes coaliciones para diferentes asuntos, basadas en valores e intereses. En Ucrania, somos miembro central de la Coalición de los Dispuestos y uno de los mayores contribuyentes per cápita a su defensa y seguridad. En soberanía ártica, nos mantenemos firmemente junto a Groenlandia y Dinamarca y apoyamos plenamente su derecho único a determinar el futuro de Groenlandia. Nuestro compromiso con el Artículo 5 es inquebrantable. Trabajamos con nuestros aliados de la OTAN (incluyendo el Nordic Baltic 8) para asegurar aún más los flancos norte y oeste de la alianza, incluyendo inversiones sin precedentes en radar de alcance más allá del horizonte, submarinos, aeronaves y presencia terrestre. En el comercio plurilateral, estamos impulsando esfuerzos para tender un puente entre el Acuerdo Transpacífico y la Unión Europea, creando un nuevo bloque comercial de 1.500 millones de personas. En minerales críticos, estamos formando clubes de compradores anclados en el G7 para que el mundo pueda diversificarse y alejarse de un suministro concentrado. En IA, cooperamos con democracias afines para garantizar que, en última instancia, no nos veamos obligados a elegir entre hegemones e hiperescaladores. Esto no es multilateralismo ingenuo. Tampoco es depender de instituciones debilitadas. Es construir coaliciones que funcionen, asunto por asunto, con socios que comparten suficiente terreno común como para actuar juntos. En algunos casos, será la gran mayoría de las naciones. Y es crear una densa red de conexiones a través del comercio, la inversión y la cultura, de la que podamos valernos para desafíos y oportunidades futuras. Las potencias medias deben actuar juntas porque, si no estás en la mesa, estás en el menú. Las grandes potencias pueden permitirse ir solas. Tienen el tamaño de mercado, la capacidad militar, la palanca para dictar condiciones. Las potencias medias no. Pero cuando solo negociamos bilateralmente con un hegemón, negociamos desde la debilidad. Aceptamos lo que se nos ofrece. Competimos entre nosotros por ser los más complacientes. Esto no es soberanía. Es la representación de la soberanía mientras se acepta la subordinación. En un mundo de rivalidad entre grandes potencias, los países intermedios tienen una elección: competir entre sí por el favor o unirse para crear un tercer camino con impacto. No debemos permitir que el auge del poder duro nos ciegue ante el hecho de que el poder de la legitimidad, la integridad y las normas seguirá siendo fuerte —si elegimos ejercerlo juntos. Lo cual me devuelve a Havel. ¿Qué significaría para las potencias medias “vivir en la verdad”? Significa nombrar la realidad. Dejar de invocar el “orden internacional basado en normas” como si siguiera funcionando tal como se anuncia. Llamar al sistema por lo que es: un período en el que los más poderosos persiguen sus intereses usando la integración económica como un arma de coerción. Significa actuar con coherencia. Aplicar los mismos estándares a aliados y rivales. Cuando las potencias medias critican la intimidación económica que viene de una dirección pero guardan silencio cuando viene de otra, estamos manteniendo el letrero en la ventana. Significa construir aquello en lo que decimos creer. En lugar de esperar a que el hegemón restaure un orden que está desmantelando, crear instituciones y acuerdos que funcionen como se describen. Y significa reducir la palanca que permite la coerción. Construir una economía doméstica fuerte debería ser siempre la prioridad de todo gobierno. Diversificar internacionalmente no es solo prudencia económica; es la base material para una política exterior honesta. Los países se ganan el derecho a posturas basadas en principios reduciendo su vulnerabilidad a represalias. Canadá tiene lo que el mundo quiere. Somos una superpotencia energética. Poseemos vastas reservas de minerales críticos. Tenemos la población más educada del mundo. Nuestros fondos de pensiones están entre los mayores y más sofisticados inversores del planeta. Tenemos capital, talento y un gobierno con una enorme capacidad fiscal para actuar con decisión. Y tenemos los valores a los que muchos otros aspiran. Canadá es una sociedad pluralista que funciona. Nuestro espacio público es ruidoso, diverso y libre. Los canadienses siguen comprometidos con la sostenibilidad. Somos un socio estable y fiable —en un mundo que no lo es—, un socio que construye y valora relaciones a largo plazo. Canadá tiene algo más: el reconocimiento de lo que está ocurriendo y la determinación de actuar en consecuencia. Entendemos que esta ruptura exige más que adaptación. Exige honestidad sobre el mundo tal como es. Estamos quitando el letrero de la ventana. El viejo orden no va a volver. No deberíamos lamentarlo. La nostalgia no es una estrategia. Pero, a partir de la fractura, podemos construir algo mejor, más fuerte y más justo. Esta es la tarea de las potencias medias, que son las que más tienen que perder en un mundo de fortalezas y las que más tienen que ganar en un mundo de cooperación genuina. Los poderosos tienen su poder. Pero nosotros también tenemos algo: la capacidad de dejar de fingir, de nombrar la realidad, de construir nuestra fuerza en casa y de actuar juntos. Ese es el camino de Canadá. Lo elegimos abierta y confiadamente. Y es un camino ampliamente abierto a cualquier país dispuesto a recorrerlo con nosotros.
IDEAS FUERZA:
GLOBALIZACIÓN
HA FRACASADO .
Exige: CONFIANZA MUTUA.
---------Se ha roto.
Esta globalización tiene:
BENEFICIOS; cadenas de suministros muy grandes, interrelaciones comerciales y sociales mayores. Beneficio para todo el mundo.
PROBLEMAS La inmigración, debido a la enorme desigualdad en el mundo. Esto ha causado problemas en ciertas partes y es una consecuencia lógica de contrapartida de los beneficios.
LA CONFIANZA MUTUA
Se ha ido degrando en los últimos quince años:
1.- 2008: Crisis económica debido a las hipotecas en Estados Unidos. Alerta al mundo.
2.- El Coronvavirus. Cierre de fronteras. Se rompe la cadena de suministros. cada uno se busca la vida como puede para conseguir material sanitario. Desconfianza mútua ante las dificultades.
3.- 2014.- La Guerra de Ucrania. La desconfianza de que cualquier potencia puede romper el sagrado príncipio de la soberanía nacional. Que los Imperios están latentes y que pueden volver.
ESTA FALTA DE CONFIANZA provoca:
Empresas: empiezan a pensar que cualquiera le puede hacer daño. Que tengo que buscar mi refugio patrio para defender contra un ataque hostil.
Proteccionismo. Los paises vuelven a cerrarse en sus mercados y desconfian de que la dependencia de suministros pueda ocasionarles grandes males.
COMO PODEMOS GESTIONAR LA CONFIANZA DE LA GLOBALIZACIÓN
ES NECESARIO TENER MENTALIDAD DEL SIGLO QUE VIVIMOS, NO DEL SIGLO XIX. O SEA LA DE QUE EL MUNDO SE RIGE POR EL PODER DE LOS IMPERIOS.
Tenemos a dos viejos ideológicos, con mentaliad del XIX para gestionar la globalización:
PUTIM.- TRUMP.
Consecuencia:
PIENSAN A CORTO PLAZO
SE BASAN EN EL TERRITORIO Y EN EL DOMINIO DE ESE TERRITORIO.
VOLVEMOS A LOS IMPERIOS DE ANTES DE LA I GUERRA MUNDIAL.
America First, La madre Rusia.
Se cierran en sus imperios : extiendo y hago la guerra en mi zona de influencia para protegerme.
Esto ha dado lugar:
NEOIMPERIALISMO TRUMP-PUTIN:
SE BASAN EN:
ASUSTAR
PROYECTAR PODER
CHANTAJEAR.
Es fruto de la experiéncia de dos guerras mundiales.
Europa es fruto de la lucha CONTRA LOS IMPERIOS:
COOPERACION
NO GASTO ARMAMENTISTICO.
Cedió su defensa a los ESTADOS UNIDOS... mutua confianza, globalización.
ACTUALMENTE EUROPA ESTA AMENAZADA
Se ha roto la cadena de confianza y pactos mutuos. Está amenazada de ser fracturada y depender de los Estados Unidos en una relación de vasallaje y de Rusia en control estratégico. Europa como idea y proyecto es el enemigo a batir por Estados Undos y Rusia. No sólo les molesta, mucho más, les entorpece en su dominio del mundo. Es el enemigo a batir y al mismo tiempo es nuestra propia solución, la de los estados medianos que no podemos combatir aislados. Europa es el mercado más importante del mundo, somos 500 millones de habitantes, más que Rusia y Estados Unidos juntos. Somos la cuarta parte de la riqueza del mundo. Somos um proyecto político muy avanzado que ha tenido retrocesos por falta de voluntad política, la contrainfluéncia americana sobre todo a través de Inglaterra etc. Tenemos que entendernos bien y de tu a tu con Rusia, pues es el vecino del Este. El Estado social de Europa como ejemplo o forma política es temido y odiado por Estados Unidos de forma ideológica y por Rusia como ya fue en la era comunista como anhelo y ejemplo para sus ciudadanos. Quieren destruir Europa como sea. Eso es una idea fundamental que debemos tener clarificada.
DEFENSA DE EUROPA
EUROPA TRABAJANDO UNIDA PUEDE VENCER A LOS ESTADOS UNIDOS O MAS BIEN NO CAER EN EL VASALLAJE DE CADA NACIÓN POR LIBRE:
SOMOS EL JUGADOR MÁS MODERNO DE TODOS, ACTUALIZADO PARA EL NUEVO SIGLO.
SOMOS EL MERCADO MAS GRANDE DE LA TIERRA, EL QUE INTERESA A TODAS LAS POTENCIAS.
COMO ASUSTAR O DEFENDEERNOS DE ESTADOS UNIDOS.
TENEMOS QUE RECUPERAR LA INDUSTRIA MILITAR. FABRICAR Y TENER NUESTRA PROPIA DEFENSA UNIDA.
APROXIMARSE AL MERCADO CHINO
REFORMAR NUESTRO SISTEMA POLÍTICO EJECUTIVO PARA TOMAR DECISIONES MÁS RAPIDAS E INFLUYENTES EN EL MUNDO.
Estados Unidos tendrá, ante esta actitud de cambiar sus formas porque su economía se resentirá.
ES EL MOMENTO DE MÁS EUROPA. ES LA OPORTUNIDAD DE CONFIGURAR POLITICAMENTE LA UNION EUROPEA. SE HA RECORRIDO UN LAGO CAMINO DE EXPERIÉNCIA POLÍTICA. LOS TIEMPOS OBLIGAN A POTENCIARNOS COMO POTENCIA MILITAR, ECONÓMICA Y POLÍTICA ANTE EL MUNDO, PARA NO HUNDIRNOS INDIVIDUALMENTE.