
Hoje
chove, é Venres Santo. Quando chegam estas datas, ainda que podemos
passar por repetitivos, voltamos a reflexão cíclica do como éramos e como
somos, que cousas fazíamos antes e que cousas fazemos agora. Ò falarmos de
como éramos, sempre recordo, metendo-lhe retranca, o Alcalde do pequeno municipio rural dos Blancos,
( Alcalde mais tarde condeado por corrupção) . Este homem lá na
primeira era Baltariana, era conhecido por gastar uns bons dinheiros municipais para
trazer artistas importantes no día da festa do povo, para cantarem na praza para todo o público que acudia o evento tanto do proprio povo como das bisbarras. Este "líder" numa das ocasiões trouxe a Manolo
Escobar, estrela no top musical na altura dos anos oitenta. Ele antes da actuação o ver a grande massa de gente congregada no seu povo, emocionado, subiu o palco, tomou o microfone e dirixiuse os seus vecinhos com esta
mensagem: " povo dos Blancos o que nós éramos e o que hoje somos".
Sempre gardei na minha retina aquel momento esperpéntico, brincalhão
cheio de populismo burricalho.
Mas não era este personagem de quem eu me queria recordar agora, foi um acaso, só passava por aquí, para ele os melhores
desejos. Eu quería recordar-me do que nós eramos e do que hoje somos, em quanto o que respeita a como se vive e se viveu a Semana Santa. Aquel
nacional-catoliscismo real e vivente facia-nos viver uma fé, sincera para algúns nos que me conto, além de uma atmósfera de relixiosidade,
silenzo, austeridade para vivirmos a morte, narrada nos evanxeos, de
Cristo. Todo era uma grande mostra de teatro no que todos actuava-mos como doentes constrangidos polo sofrimento que nos redimeu. Fizera chuva, fizera sol, havia uma dor e um recolhemento fingido que inundava todo. Hojé, o que somos, nada tem que ver com todo aquilo. Quanto
melhor, por ventura.
As novas gerações não imaxinam aquel grande teatro do adoctrinamento. Os que tanto vivimos aquilo, temos pra contar.
Não tenham medo, nem tenham medo o medo, e desconfiem dos que lhes
queiram falar do temor de Deus como cerne e alicerce da sua fé. Sejam
livres, desfrutem da carne e o pecado, sempre respeitando a liberdade, a
vida dos outros, o bem comúm e a segurança pública. E desfrutem da
Semana Santa, ainda que terá que ser já para o dois mil vintedous. Já
será sem Covid e voltarão a estar cheias as estradas, as praias, o turismo de
Adegas, os restaurantes e os lugares de lecer. E se gostam das
procesões, noraboa, desfrutem também, mas não intentem que todos
tenhamos que caminhar o son do tambor. Seja como for, Cristo estará
contente de ver os seus salvados, felizes no lecer, melhor que turrando dum
pau de cruceiro fingindo a dor alhea.
o primeiro que me veio á mente , quando lhe perguntaram sobre figuras “morais” galegas foi exactamente Castelao , depois um cura obrero velhinho , velhinho , anónimo, e a seguir Fraga. curioso.
Quixen saber quen fora o vampiro no mundo dos homes e fun ler o seu nome de
bronce no rico mármore da campa. O nome só abondoume: fora un canalla que
roubaba para dar regalía ao seu bandullo de porco; dono da xustiza, roubaba
dende a súa confortábel casa. Para que dicir máis? Era… era un cacique !
Yo: todos estamos cheios de contradições, assim pula e avança o mundo. A tua curiosidade acho ter resposta já no escrito.
Manuel Fraga Iribarne: Ora essa. A quem me chame contraditório, palerma, pateta, andar na bebedeira ou algum dos muitos adjectivos tão sonoros e habituais neste blog, produto da variedade e riqueza da língua portuguesa. Será compreensível
Obrigado Valupi pela publicação.
A cousa andava como assim. Antecedentes.
Eu escolhia o Agostinho da Silva, o Miguel Torga e o Aquilino Ribeiro. Gosto da “moral” deles, sem sofisticação, e espelhada nas suas vidas.
Por desgraça não poso opinar do Agostinho da Silva, mas tanto de Torga como de Aquilino Ribeiro, também gosto da sua moral como módelo para qualquer grupo de cidadãos. São os dois moi grandes.