venres, 3 de abril de 2026

LUA, LUA. Lingua, lingua.



MARCO NEVES. 

 

 Há 6500 anos, na língua que veio a dar origem ao português, LUA dizia-se de duas maneiras diferentes… A primeira, mais comum, era *mḗh₁n̥s, que derivava do verbo que significava «medir». A Lua servia para medir o tempo… Foi essa raiz que nos deu a palavra MÊS. Foi também a origem da palavra inglesa «moon». A segunda palavra, usada em discursos mais poéticos, era *lówksneh₂, derivada de *lewk-, que significava «brilhar». Foi dessa raiz que veio LUA, mas também LUZ. No caminho entre *lówksneh₂, do proto-indo-europeu, e LUA tivemos a palavra latina «luna», que deu origem a às várias palavras das línguas latinas: a «lună» romena, a «luna» italiana, a «lune» francesa, a «lluna» catalã, a «luna» castelhana e mais umas quantas... No caso do galego e do português, ficámos sem o N no meio da palavra. Os falantes que transformaram o latim na nossa língua deixaram cair muitos sons [n] e [l] entre vogais e, por isso, a palavra LUA tem uma cicatriz antiga, típica do galego e do português. (Conto o resto da história no livro AS RAÍZES DA LÍNGUA, que sai este mês.)

 

 

 

Notas soltas.

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Numca interrumpas o teu inimmigo quando está a cometer um erro. 

 Bosnia elimina a Italia para irem o Mundial 2026.

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 Edin Džeko: "Se lo quiero dedicar a mis amigos que cuando tenia 6 años con los que iba todas las tardes a jugar al futbol a la calle. Y bueno un día mi madre se enojó, y bueno una bomba explotó en la calle, y todos mis amigos murieron". 

mércores, 1 de abril de 2026

Notas Soltas. Semana Santa a posteriori. (reciclaje bloqueiro)

 

mércores, 7 de abril de 2021. Nesta data saiu este post despois da semana santa do 2021. Agora que estamos no 2026 aproveitamos o mesmo antes da Semana Santa do 2026. Reciclamos. 

      Hoje chove, é Venres Santo. Cando chegam estas datas, ainda que podemos pasar por repetitivos, voltamos a reflexão cíclica de como eramos e como somos, que coisas fazíamos antes e que cousas fazemos agora. O falar de como eramos, sempre recordo, metelhendo retranca, o Alcalde do pequeno municipio rural dos Blancos, (  Alcalde mais tarde condeado por corrupção) . Este homen lá na  primeira era Baltariana , gastava uns bons dinheiros municipais para trazer artistas importantes para  cantarem na praza para todo o público do povo e bisbarras. Este "líder" numa das ocasiões trouxe a Manolo Escobar en antes da actuação  o ver a grande massa de gente congregada  subiu o palco, tomou o microfone e dirixiuse os seus vecinhos  com esta mensagem:  "  povo dos Blancos o que nós eramos e o que hoje somos". Sempre gardei na minha retina aquel momento esperpéntico , brincalhão cheo  de populismo  burricalho.

      Mas não era de quem eu me queria  recordar agora, de aquel Alcalde ou presidente da Câmara municipal dos Blancos. Para ele os melhores desejos. Eu quería recordame do que nós eramos e o que hoje somos. Aquel nacional-catoliscismo real e vivente facianos viver uma fé, sincera para algúns nos que  me conto, além de uma atmósfera de relixiosidade, silenzo, austeridade para vivirmos a morte,  narrada nos evanxeos,  de Cristo. Hojé, o que somos, nada tem que ver com todo aquilo. Quanto melhor por ventura. 

      As novas gerações não imaxinam aquel grande teatro do adoctrinamento, os que tanto vivimos aquilo, temos pra contar. 

      Não tenham medo, nem tenham medo o medo, e desconfiem dos que lhes queiram falar do temor de Deus como  cerne ou alicerce da sua fé. Sejam livres, desfrutem da carne e o pecado, sempre respeitando a liberdade e a vida dos outros, o bem comúm e a segurança pública. E desfrutem da Semana Santa,  ainda que terá que ser já para o  dois mil vintedous. Já será sem Covid e voltaram a estar cheas as estradas, o turismo de Adegas, os restaurantes e os lugares de lecer. E se gostam das procesões, noraboa, desfrutem também, mas não intentem que todos tenhamos que caminhar o son do tambor. Seja como for,  Cristo estará contente de ver os seus salvados, felizes, melhor que turrando eles dum pau de cruceiro fingindo a dor  alhea.

 

martes, 24 de marzo de 2026

Primeiro texto em galego?

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 e se queres poder ir ainda mais atrás no tempo com o pacto de irmãos entre gomes pais e ramiro pais que é de 1175 em arnoso, lá perto do minho.

 

 


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Que é o fascismo: Umberto Eco. Que é a democracia: Méndes France.

 Lourenzo Fernández Prieto, deixa-nos  faz uns dias na Voz, este pequeno artigo didáctico e moi interessante. :    


Tal vez se calhar, em troca uma cita bem interessante do pensador francés Méndes France do que é realmente a Democracia:   

 A democracia é bastante mais que a prática de eleições e do governo da maioria: É um tipo de costumes, de verdade, de escrúpulo, de senso cívico, de respeito o adversário, é um código moral.  

sábado, 21 de marzo de 2026

A crispação e a desumanização na política.

 O valupi, no asprina b.   fez um posto concludente e clarinho sobre a desumanização do outro na política. Em Espanha é cousa do dia a dia. Então senão em que consiste a campanha de sete anos contra uma pessoa Sánchez e assim construir a um tempo  teoria fantasiosa a eliminar chamada   Sanchismo?. 

Tudo desumanizado para terem argumentos para irem contra um demo causante de todos os maus.Uma vez desumanizado todo vale contra um algo a eliminar. 

Pois mesmo assim parece, não sim?

Para que serve a desumanização? Para o mesmo efeito que pode ter o álcool ou outra droga com efeitos semelhantes: inibe a actividade do córtex pré-frontal, desligando a empatia e a avaliação moral. Tal é necessário para exercer a violência, a qual pode ser extrema e horrenda consoante o contexto. E para que serve a violência? Para defender ou conquistar recursos, materiais e/ou simbólicos. Assim, na política o mais comum é a desumanização do adversário quando só com o assassinato de carácter não se conseguiu a vitória.

A história da desumanização na política portuguesa, no pós-25 de Abril (também há desumanização à esquerda, é universal), teve um momento de mudança de fase a partir de 2007 por confluência de abalos tectónicos e ameaças existenciais no tecido oligárquico causados pela crise económica internacional, a implosão do BCP, BPN e BPP, a ameaça de o BES também cair, e pela presença de um Sócrates que parecia imbatível e implacável. Essa conjuntura teve partes folclóricas, como o ensaio marreta de agitar alguns militares fora de prazo à volta de Cavaco para uma tomada do poder executivo, mas teve também partes gravemente subversivas que deram origem ao Face Oculta e à Operação Marquês, verdadeiras operações de judicialização da política que nunca antes (que se saiba) tinham sido tentadas cá no burgo. A principal figura charneira deste período foi o então ocupante de Belém. Ele no mínimo foi conivente, no máximo poderá ter sido o mandante. A Inventona de Belém dá peso à segunda hipótese.

Em 2009, na campanha de Ferreira Leite em que o Pacheco Pereira aparecia esbaforido nas vestes de Torquemada dos diabólicos socráticos, e na campanha de Passos em 2011, a desumanização correu solta. Figuras gradas do PSD na altura compararam Sócrates a Saddam, ao Drácula e a Hitler. Toda a estratégia do PSD e de Cavaco passava por tratar o PS como uma organização criminosa. Dessa forma, conseguiram montar uma aparelho que juntou procuradores, agentes da Judiciária, juízes e jornalistas, gastando os recursos do Estado, para meter nos tribunais os seus adversários. Conseguiram com pleno sucesso.

Mas a desumanização política em Portugal, embalada pelos triunfos recentes da direita, viria a conhecer um salto quântico em 2017. Este foi o ano em que um partido fundador da democracia portuguesa quis ter sob a sua chancela um discurso racista e xenófobo. Passos, mesmo que não tivesse estado na origem dessa travessia do Rubicão, podia ter cortado a cabeça à serpente com a sua autoridade, a sua palavra. Não o quis fazer, pelo contrário, foi para o palco com ela. E essa dupla de calhordas não tem parado de chocar ovos desde aí. Com um sucesso histórico, assombroso, fulminante.

Redes sociais? Não, mano. Exemplos de quem manda, e de quem quer mandar, que normalizam a abjecção.

mércores, 18 de marzo de 2026

Lendas da minha aldeia. Qualquer tempo passado foi: DIFERENTE.

 

 

A tenda do senhor Eurico é uma tenda pequena que vende pouca cousa, e ele   a verdade,  não é moi simpático cos rapazes mas tampouco e maluco nem mal encarado. Nem uma palavra amável nem tampouco de desprezo. Só nos olha como clientes e como tais nos trata. Alí não há lerias. Temos-lhe um alcume, o coninhas,  polo tacanho e forreta que  é, pois numca da nem um caramelo nem um figo demais.  Na tenda ainda tem uma antiga bomba prá despachar azeite de cocinhar prá vender a granel e sobre todo um enorme aparato de radio, que dizem trouxo de Venezuela cando estivo emigrado. A radio  sona limpo, forte e aberto e escoita-se como se as pessoas estivessem alí mesmo a falar. É uma maravilha. Ele escoita os partes que dão as horas, especialmente o de medio dia e o da noite. Nós sentamos nos sentadoiros de fora, sobre todo agora no verão, prá escoitar o “parte” de Radio Nacional de Espanha. Ua sintonia de música inicial moi bonita que fica pegada nos ouvidos  e uma voz sonora dum senhor que começa sempre: “Diario hablado de Radio Nacional de España” ; “Su Exceléncia el Jefe del Estado…”, ou:  “su excelencia el Jefe del Estado y General del los Ejércitos D. Francisco Franco Bahamonde….” ou também:  “hoy el Caudillo de España excelentismo d. Francisco Franco Bahamonde”...  E frases assím que me resultam especiais e familiares e que sei de memória de tanto ouvi-las e repeti-las. Sentamo-nos fora nuns sentadoiros de pedra a meiodia ou a noitinha, no verão,  para escoitar o “parte” que dava a radio, ou a vezes se tinhamos sorte punham música e cantantes,  A mim gosta-me moito o “parte” do meio dia, começa com uma música sonora e sempre igual como  sintonía, para dar passo a uma voz solene e retórica com um castelhano elegante falado por um alguém impersoal a quem lhe inventavamos uma cara,  cada um a sua,  e que parecia estar ali o nosso lado. Ali escoita-mos palavras como Vietnam, vietcong, Generalísimo, Movimiento, Falange etc. Na minha casa também há uma radio que se escoita de noite principalmente e especialmente um programa religioso o que acudiam umas vecinhas que não tinha radio e era fãs dum programa que fazia um tal padre Monroy. Falava moi bem sobre Deus e Cristo e a religião e em realidade não era padre, pois  el sempre dizia só o seu nome : —“les ha hablado Juan Antonio Monroy”—, pero a minha vecinha e outros ouvintes fieis pensavam que era um cura, e não podiam chegar a compreender que falasse também de Deus algúem que não fosse “padre”. Eles  adoravam o seu palavreio castelhano, fino e elegante,  adornado  cum melodioso sotaque hispanoamericano que lhe dava um ar beatífico e de ambente de finura que era moi apreciado por estes lugares. Passado um tempo descobrimos todos que este tal Monroy era protestante e ficamos todos pampos a um tempo ser para todos uma grande desilusão que nos  obrigou, por remordementos de conciencia, termos de  deijar de escoitar aquela retransmissão tão bonita. Aquí somos moito da católica, apostólica e romana.

 

xoves, 12 de marzo de 2026

Románticos violinistas do Titanic.

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                                      (Antón Baamonde. )

 

 

Notas soltas.

 Tristes las tierras que no tienen héroes, decía un personaje de Brecht, y otro le contestaba: tristes las tierras que necesitan héroes

 

 

“¿Por qué no capturamos el barco? ¿Podríamos usarlo? Me dijeron que no, que era más divertido hundirlo”. La banalidad del mal en estado puro. Trump se burla de las más de 140 víctimas del IRIS Dena y decenas de periodistas le ríen la gracia. Eran jóvenes cadetes que apenas superaban los 20 años. Regresaban de una feria de exhibición en la India. El buque estaba desarmado. Y a pesar de todo fue hundido sin previo aviso por el torpedo de un submarino de guerra estadounidense. Es un crimen de guerra que solo puede ser contado como un chiste por un psicópata.
 
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martes, 10 de marzo de 2026

Sachando nos eidos alheios

 Imagen Numa escapada polo https://aspirinab.com/, blog amigo, coa máscara de "reis", andei um pouco por alí.  O Valupi fixo uma pergunta e da resposta quis por amizade  tirar  um post. Agradeçido deixo aquí o recordo. 

 

Bons e xenerosos

«Quer isso dizer que ninguém à direita te mereceria admiração moral? É só uma curiosidade.»

Agradeço a pergunta. Cingindo-me só a Galiza : Gostaria muito que assim fosse. Pois uma direita organizada e moral para o conceito de nação política galega é imprescindível. Houve e há uma grande tradição de nomes que cumprem esse requisito, mas estão já na história. No caso de valorizar a uma pessoa política pela sua moral, acho que não sou sectário, pois ainda que pareça virar, e vire, para a esquerda, não tenho, ataduras nem reparos em admirar, seja quem for, o bom fazer e estou co olho posto nos personagens da direita ou do centro. No caso de desejar o melhor para Galiza no desenvolvimento de nação política e cultural qualquer que ararar com esses bois, é prá mim, um dos “bons e xenerosos”, conceito moi usado no nacionalismo e galeguismo histórico para definir as pessoas com “moral”.

Postos assim, ainda a risco de ser um pouco maçado no relato, citarei :
Afonso Daniel Rodriguez Castelao: pai do nacionalismo moderno. Médico, artista pintor, saltou a areia política como necessidade de mudar as condições de Galiza e os seus cidadãos. Na procura dum mundo próprio para os galegos, dentro de Espanha, era um homem de centro e mais tarde de centro esquerda que liderou o ressurgimento galego nos tempo da República e que ninguém discute hoje, desde a direita a extrema esquerda, a sua liderança, luta e moral pelos ideais de todos os galegos. Ministro da vencida República, era pragmático, possibilista e homem de paz. Morreu no exílio em Argentina depois duma vida cheia de moral, laica, social, respeito os direitos mais fundamentais das nações e das pessoas.

Ramón Otero Pedraio: católico, fidalgo, intelectual, professor. Companheiro de Castelao no partido galeguista da época republicana, respeitado como figura emblemática, honesta, com uma moral católica e profundo sonhador e activista duma Galiza dono de se mesma. Ninguém hoje duvidaria do seu magistério, liderança para o nosso país e respeitado por todas as camadas sociais.

Manuel Fraga Iribarne: Ora essa. A quem me chame contraditório, palerma, pateta, andar na bebedeira ou algum dos muitos adjectivos tão sonoros e habituais neste blog, produto da variedade e riqueza da língua portuguesa. Será compreensível, e tal vez acho que apropriado, no entanto, seria mui injusto receber o apelativo de sectário. Este homem ( para dar contexto) foi ministro com Franco. Mente privilegiada, catedrático, homem de acção, visceral nas formas, era todo o contrario do estereotipo que os espanhóis têm de nós os galegos ( estereótipos nada positivos, mas essa é outra história). Foi o grande líder da direita espanhola depois da morte de Franco, ainda que o Rei não contou com ele para dirigir a transição, mais tarde fundaria o actual partido da direita o PP, actualmente na oposição. De família humilde, emigrante durante a sua infância na Cuba, foi um avançado e reformador na ditadura ( do pouco que se podia). Depois de dois intentos para atingir o poder para Presidente do Governo de Espanha, desistiu da liderança da direita espanhola e apresentou-se na Galiza para ser presidente da Xunta de Galiza. Foi Presidente quatro legislaturas. Tinha, política mente, essa dupla personalidade de ser para uns o grande líder espanhol e para outros, os galegos, um homem que representou a Galiza dentro de Espanha com personalidade e valentia que nos entendia, que sintonizava co país, que era um dos nossos. Tal vez fosse populismo e tactismo, no entanto o coração não engana. Nos seus governos havia nacionalistas ou galeguistas de direita e dentro deste jogo fez políticas avançadas e manifestou-se ele, de forma supressiva, como um líder da ideia da Galiza, da língua, do ser, e da gestão dos nossos recursos. Essa é a parte positiva além de que no plano moral, e de honestidade pessoal e política ninguém duvidava. Nunca tive, nos muitos anos de actividade política, suspeita de corrupção. Conseguiu boas relações com a esquerda nacionalista, coas elites económicas e culturais, e pode-se dizer que atingiu ser respeitado moralmente pela sociedade em geral. A sua figura era moi respeitada tanto na Galiza como em Espanha e isso dava sempre um plus de categoría a Galiza.

Depois a parte negativa, dizer que gostava do culto a sua personalidade o que fazia que misturada a sua grande vocação política e o seu narcisismo, fizera políticas populistas e mentíreis por vezes. Que não fiz reformas profundas e que o seu lado cresceu o clientelismo e o caciquismo secular. Que havia um partido nacionalista de direitas galego que ele conseguiu atrair para si e pouco a pouco ficarão mergulhados no seu grande partido. Foi isto uma grande mágoa para a política galega, pois um partido nacionalista como têm bascos e catalães e necessaario. Embora o seu poder atraente ganhou e os parvos perderam, eis a questão da vida. Depois, perdeu uma legislatura e deixou Galiza. Os seus voltaram a ganhar com Nuñez Feijoo a Xunta e até de agora. Neste caso calha a perfeição, o dito popular de quem melhor era o mão conhecido pelo bom por conhecer. Deixou um baleeiro grande na política galega e chegou a vacuidade, a indigência intelectual e a pilhéria de quem hoje pretende, desde a oposição ser presidente do governo de Espanha.

Todos mortinhos, mágoa. Hoje ando a buscar em Galiza, e não encontro. Depois de Fraga os medíocres e ordinários ocuparam e ocupam o poder “daquela maneira” que não seja prioridade nenhuma Galiza como ente política e a defensa da língua, a economía e a cultura galegas. São mandados, gestores de alguém, e obedintes as consignas do seu partido em Madrid. Priorizam políticas populistas para a sua clientela e o mantenham-se no poder controlando como seja os meios de comunicação, públicos e privados. Pouca moral. Eles não têm toda a culpa.
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Oferta do nosso amigo reis. Para entender o contexto, ler este seu primeiro comentário.

thoughts on “Bons e xenerosos”

  1. o primeiro que me veio á mente , quando lhe perguntaram sobre figuras “morais” galegas foi exactamente Castelao , depois um cura obrero velhinho , velhinho , anónimo, e a seguir Fraga. curioso.

  2. Quixen saber quen fora o vampiro no mundo dos homes e fun ler o seu nome de
    bronce no rico mármore da campa. O nome só abondoume: fora un canalla que
    roubaba para dar regalía ao seu bandullo de porco; dono da xustiza, roubaba
    dende a súa confortábel casa. Para que dicir máis? Era… era un cacique !

  3. Yo: todos estamos cheios de contradições, assim pula e avança o mundo. A tua curiosidade acho ter resposta já no escrito.
    Manuel Fraga Iribarne: Ora essa. A quem me chame contraditório, palerma, pateta, andar na bebedeira ou algum dos muitos adjectivos tão sonoros e habituais neste blog, produto da variedade e riqueza da língua portuguesa. Será compreensível

  4. Eu escolhia o Agostinho da Silva, o Miguel Torga e o Aquilino Ribeiro. Gosto da “moral” deles, sem sofisticação, e espelhada nas suas vidas.
    Por desgraça não poso opinar do Agostinho da Silva, mas tanto de Torga como de Aquilino Ribeiro, também gosto da sua moral como módelo para qualquer grupo de cidadãos. São os dois moi grandes.

  • reis, nenhum desses três está vivo. Não sabemos o que diriam e fariam se estivessem. Logo, a questão remete para os vivos.

    Como é aí na Galiza, ou que seja a Espanha, identificas alguém como autoridade moral?

  • outro que sucumbe às modas ou ao l air du temps… esses senhores são como o tailleur chanel , intemporal. e fica bem a toda a gente.

  • mas não existe uma figura que tenha reconhecimento comunitário nessa dimensão por palavras e actos.
    Eis a questão para mim sim há algúm referente moral da vida pública, mas concordo moito co post e ressalto esa frase tua da falta de reconhecimento comunitario, pois a sociedade está tão quebrada ideológicamente que o meu candidato seria esterco para outra gente. Em Espanha hoje é imposível conseguir um consenso sob um personaje, incluido o rei, pola informação e pulheria da direita nacional de converter todo em terra queimada até conseguir o poder.
    No entanto a minha opinião na Galiza: José Manuel Beiras, Camilo Nogueira, Gonzalez Laxe, já retirados da vida pública, podiam concitar uma certa unanimidade de homes públicos, honestos e com moral. Na Espanha, eu eligiria, sem dúvida, o ex presidente Zapatero, que pode dar moi bons serviços a cidadania.
    Embora os meus candidatos seriam motivo de chacota ou de enfadamento por moita gente. Eles são todos de esquerda dialogante e os tempos não estão para reconhecementos de valoração cidadana.

  • este excerto é delicioso para ilustrar a tartufice do valupi , um ser amoral , tal e qual o seu ídolo e mentor nestas questões de moral:
    “. É precisamente por ele saber disso, e apesar do óbvio dano à sua imagem pública ter assumido fruir desse imóvel, que a sua atitude é brilhantemente amoral. Está para além do que os outros lhe querem impor como suposta correcção ou dever social. É uma escolha de quem sabe que a liberdade não tem de pedir licença à moral para ser essencial e existencialmente boa.” autor ? o valupi , claro,

  • «Grave? Não. Grave é ir à rua, perguntar a quem passa o que seja a moral, e descobrir que quase ninguém elaboraria uma resposta acima da indigência intelectual.

    Segundo Bernard Williams ainda hoje o melhor pensamento ético é o dos gregos antigos que não inclui Deus nem precisa dele. Não usa de nenhum imperativo categórico vazio dado que, num sistema de ideias não existe qualquer ‘moralidade’ no sentido de uma classe de razões ou exigências fundamentalmente diferentes de outros tipos de razões ou exigências. Assim não há um abismo entre a esfera das ‘regras morais’ públicas e as dos ideais pessoais privados.
    Williams considera um erro identificar, completa ou tendencialmente, o conhecimento ético como conhecimento científico e conceber a ética filosófica como uma ciência exacta (lógico-matemática ou da natureza). Daí recusar a teoria Kantiana de atribuir a moral a um ‘dever’ que o poder, utilitariamente, transforma em ‘lei’.
    A “moral” é um conceito do pensamento abstrato, metafíco aplicado ao nosso comportamento diretamente relacionado com cada vida e experiência pessoal; assim o conceito de moral varia de acordo com a evolução do conhecimento e costumes de cada época histórica; é um conceito com aparência de uma crença que depende do conhecimento e das circunstâncias de cada idade histórica.

  • jose neves, tens de rever os apontamentos acerca do que é a ética nos gregos antigos. Deixo-te só uma pista: quem é que não quis morrer sem antes pagar o galo a Asclépio?

  • Poderia citar vários nomes de quem já cá não está, mas actualmente só existem duas pessoas: o Sr.º Dr.º Alberto João jardim e o Sr.º Dr.º Rui Rio.

  • Hahaha o melhor pensamento etico é o dos gregos antigos que tinham a instituição da escravatura. Genial

  • bla bla bla ,
    moralidade é a coerência entre os valores proclamados , entre as palavras e os actos , entre o que se diz e o que se faz. um bandido confesso é moral , não trai a confiança de ninguém.
    a definição de moralidade como coerência toca num principio transversal a todas as épocas e culturas s: a repulsa pela duplicidade. a hipocrisia é detestada em quase todo o lado — porque destrói confiança, e sem confiança não há sociedade.

    1.  

     

    “… quem é que não quis morrer sem antes pagar o galo a Asclépio?”

    Há autores que defendem que Sócrates o que disse foi “Críton, deves um galo a Asclépio”. Por via da duvida que Sócrates colocou anos antes quando, ao passarem em frente ao altar das oferendas a Asclépio, este declarou que as oferendas ao deus para ter uma vida melhor não serviam para nada. Ao que que Críton lhe contrapôs “veremos se manténs o mesmo no dia da tua morte”. Faz toda a diferença e dá bem nota da certeza que Socrates tinha na consciência de cada um como a ultima instância moral.

    E valupi, o Agostinho da Silva, o Miguel Torga e o Aquilino Ribeiro estão vivos. muito mais vivos que uma grande parte dos ungidos públicos contemporâneos. E quando equiparados com escroques infames como Zapatero, como faz o Reis, é a prova cabal de que já estão, no mínimo, moribundos muitos espíritos cujos dedos martelam teclados. O que não falta em Torga, e só nos Novos Contos da Montanha, não é preciso procurar muito, é uma mão cheia de exemplos de autoridade moral que já não se evocam, por desconhecimento e, nos casos piores, por taticismo.

     

  • Miguel M. Elias,, por alusões. Ninguém comparou.O jogo estava em nomear referentes vivos, niste caso concordamos nos mortos, aleluia. Tal vez as suas informações, além do seu proprio estudo e conhecemento, sejam apanhadas de certos opinadores espanhois, amorais a mais não poder, para referir a Zapatero como: escroque infame. Tampouco, nem quem assim pensamos temos o espíritu moribundo, sinto comunicar-lhe que é todo o contrario. Tal vez não chegaremos a acercar posiciões, seja como for nem eu ,nem Zapatero , estou seguro, defineremô-lo a você, como escroque infame.

  • reis, não conhecia José Manuel Beiras, Camilo Nogueira e Gonzalez Laxe. Mas fiquei a saber que são os três da esquerda galega. Quer isso dizer que ninguém à direita te mereceria admiração moral? É só uma curiosidade.

    Quanto a esse pobre diabo que veio aqui despejar fel para cima de Zapatero, o seu castigo é não conseguir compreender o que lhe disseste. Nem que ficasse a pensar nisso até o Inferno congelar.

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