Trump gobernó desde el 2017-2021
LA DEFENSA COMUN DE EUROPA. GRACIAS TRUMP
LA DEFENSA DE LOS EUROPEOS , EL PAÍS, JEAN CLAUDE JUNCKER.


E há muitas razões mais para ver esta excelente série pela primeira vez. Pese a semelhança temática, não será justo comparar Borgen com The West Wing, esse diamante de Aaron Sorkin que pertence ao panteão da TV. Nesta, a escrita intrincada e na esgalha, sempre a correr o risco de cair numa exibição vaidosa, espalha uma sofisticação e densidade que não têm qualquer paralelo com a escrita de Adam Price e sua equipa de argumentistas. A opção dinamarquesa é pelo registo não só realista, o que é duvidoso que seja o caso americano dado o seu artifício idealista, como pedagógico (a resvalar para o ingénuo?). Se fosse preciso concluir uma formação universitária em Direito, Ciência Política, História ou Filosofia para entrar a fundo no universo de Josiah Bartlet e Toby Ziegler, em ordem a nos sentirmos à-vontade no universo de Birgitte Nyborg e Kasper Juul basta estar em vias de concluir o secundário. Ao mesmo tempo, Borgen retrata fielmente as lógicas, dinâmicas, rituais e acidentes que ligam políticos e jornalistas num frenesim imparável de aproximações e separações, alianças e batalhas. E tudo isto, notavelmente, sem cair no melodrama nem procurar fazer humor.
Para mim, e não estarei só nessa experiência, o mais admirável na visão de Adam Price é ter conseguido mostrar a democracia a funcionar na perfeição sem ter cedido meio milímetro ao cinismo e ao tribalismo. As personagens são profundas quanto baste, o elenco é credível e envolvente, e há um arco narrativo que faz da decência o valor mais importante para o estadista. Um estadista que se vê a falhar como os outros, pois é humano, mas que é salvo pelo afecto e pelo idealismo de terceiros – da comunidade, portanto. Esse estadista modelo germinou na cabeça do autor da série e conheceu a luz no corpo e arte de uma actriz fabulosa, Sidse Babett Knudsen. Ela consegue o feito de vencer o estigma que penaliza as mulheres na política ao criar uma personagem cuja autoridade de líder é verosímil e inspiradora. Ficamos a sonhar com o milagre de vermos a Birgitte a saltar do ecrã e a meter-se a caminho do parlamento mais próximo. Afinal, a sua (e nossa) segunda casa.
Rapinhado nas redes.

Dom Calixto, o cura da Boulhosa, não teve medo o calor e montou um dia mais na sua cavaleria, uma besta grisalha e nobre de pranta e bom porte, e mansinhamente percorreo os quatro quilómentros de caminho entre A Boulhosa e Baltar. Ainda não há estrada apropriada para os automóveis, os caminhos são os mesmos que os dos nossos antergos galaícos, galaico-romanos e suevos, pois de todo havería por aquí que ainda que não temos vestigios que mostrar, tiramos de certa intuição da toponimia e achamos que os germánicos-suevos andiveram por cá. Mas não são neste caso os Suevos os que ocupam o nosso tempo e tampouco os do cura Dom Calixto. Ele chapeu na cabeça vai caminho adiante prá beirada do café do Pepinho, depois de deixar o jumento atado diante da tenda da senhora Herminia que se ocupara de pôr-lhe caldeiro de auga e manhuço de erva pra aliviar a sua espera e reponher forças pra fazer o caminho de volta.
Dom Calixto deu as horas e foi saudado por quase todos os concorrentes do café cos que se atopou. Viu-se quase obrigado a sentar-se numa das mesas de fora na que estavam animadamente a conversar o senhor abade de Baltar, o Sarxento da Garda Civil e o Dom Honorio, burócrata das oficinas do concelho, ainda que daquela diciamos Axuntamento, meio traducindo a palavra oficial de ayuntamiento. Na mesa do lado repicavam contra o mármores as fichas de dominó da partida que estavam a botar entre o Secretario, o cabo da Garda Civil, o encargado da Fenosa e o negociante em peles, perniles e variedades da mesma clase o "jamoneiro". Todos fizeram acenos breves de saudo para Dom Calixto o tempo de seguirem repinicando na mesa e alzavam a voz para justificarem uma jogada ou recriminarem-lhe o companheiro a dele.Era a música habitual.
Despois de cumprimentar a mesa na que se sentou, falou-se do tempo que estavamos a ter, moito calor pra altura do ano, ainda que pro agricultor era bom, pois o pão tinha que madurar bem pra seitura. Depois pasou-se os comentários obrigados de notícias que cada um ouvira no parte da radio. Algo se disse sobre a guerra de Vietnam, a commemoração dos vintecinco anos de paz que nos trouxera “o Generalísimo” que aparecia sorrinte nos cartazes pendurados por toda parte. Todos resaltavam quanto tinha prosperado Espanha dende então e a Deus grazas podíamos desfrutar do período mais longo de paz da historia da Pátria. Todos concordavam felizes de viver naquele momento de progreso e solaz, no que estavamos a prosperar moito, atrás ficavam os ominosos anos da fame. Num momento Dom Calixto morninhamente, dirigindo-se o Sarxento, fijo um comentário obrigado.
—Então Dom Fernando, andarão moi ocupados na Comandáncia coa desgraza do asassinato do chofer.
O sarxento era já um homem maduro. Dava imagem também de experimentado no seu oficio pois a cara já anunciava andar no final da sua carreira. É precisso dizer que naquela altura e por ordem da superioridade, ainda nos seus momentos de ocio os gardas tinham que vestir o uniforme reglamentario com cinto e pistola do nove largo na funda e o tricornio negro apostado o seu carão, ou onde estivesse a mão. Ele tinha um fino bigode, pelo branco curto, homem de meia altura, delgado e fino de talhe. A sua apariência não era nada arrogante e moitas vezes passava desapercebido no local do café. Ele contestou a Dom Calixto com moita mais longura e dedicação da que acostumava para os casos de asuntos de serviço. Tal vez um pouco doido pola circunstancia de parecer que estava tutelado por um superior, o capitám, e para justificar-se ante uma pessoa que ele sabia conhecedora do que passava e pra divulgação pública, por se houvesse algún “ruxe-ruxe”, ou um “dixo-me, dixo-me”, que puder pôr em dúvida o seu prestixio, comentou para todos os presentes,
— Pois não pense, dom Calixto. Como bem sabe você a investigação está totalmente nas mãos do Capitám Folgoso Quintana que veu dende Madrid a pé feito pra fazer-se cargo de todo. Nós estamos tranquilos, nada temos para fazer o respeito nem os meus jefes me chamam pra nada. Só lhe damos apoio e informação que nos pede o capitám e nada mais. Ele fala cos gardas, comigo, interroga gente da que comunicamos suspeitas etc. e fai uma cousa que nós numca fizemos, falar moito coa GNR. Tem falado co Tenente Coronel de Chaves e também co capitám de Montealegre. Isto é cousa novidosa para nós porque nós pouco, por não dizer nada, falamos cos portugueses e como bem sabe, ainda que os dous povos temos governos amigos, na práctica,estamos acostumados a andar de costas viradas para os gardinhas e eles também para nós. O nosso trabalho é nem deixar pasar dalá pra cá nem o ar se for posível, assím que o inimigo para nós está lá depois da raia. Haja o que houver nas investigações, acho vão durar pouco tempo, pois o capitam vem com moitas ganhas de esclarecer pronto o caso e de seguro que o fará logo.
O sarxento até se surprendeu a se mesmo da largueza com que falara. No entanto, parecia pensar para sim-mesmo que o destinatario da mesma, um cura, merecia dar-lhe certa relevância e confiança. Não há problema, pensou, que melhor que um cura para ter prudência no falar. Mas não era ele um dos tantos que falam por falar, neste caso administrou bem as suas palavras, o Sarxento D. Fernando Airas Maroto, pois o seu objectivo era por o seu relato a correr por ahí adiante. (Já me entendem). Home com experiência sabia que a propaganda se não cha fam outros polo menos intenta faze-la tu.
— Compreendo- engadiu dom Calixto. — Já sabe meu amigo, o mesmo se passa na Igrexa como Institução ainda que divina, também é humana e jerarquica. Onde há jerarquia como passa no Corpo da Garda Civil, estas cousas sucedem e só queda ponher-se, como dizem os militares, em primeiro tempo de saúdo. Razões poderosas terá o mando para as suas decisões.
Ficava claro que a presença do capitam adoecia moito o Sarxento-comandante do posto de Baltar. Temia, como qualquera, que o seu prestigio fosse minguado por comentarios mal intecionados. E já como pra rematar a conversa o sarxento soltou uma pequena arenga patriótica e moral tão habitual naquela altura.
—Assim é Dom Calixto, e assim deve ser, como bem di você. A disciplina é para nós a pedra angular do nosso ser e saber estar. Hoje em Espanha temos paz, trabalho e ordem e grazas o nosso "Caudillo" que Deus conserve moitos anos. Mas bem sabe você e todos voçês que a Garda Civil foi na guerra e é agora o piar clave do mantemento do ordem e a vixiancia e o controlo daqueles que quigessem subverter o nosso Régime.
Dom Calixto recebeu o embate moral e ideolóxico e também quijo deixar a sua pegada naquel pequeno duelo florentino.
—Faço minhas as suas palavras e desejos, caro D. Fernando e engado, que sem a fé e a lavoura pastoral da Igreja tudo sería estéril. A “Vitoria” trouxe a recuperação dos valores morales da religião. A nossa vitoria foi o trunfo conjunto da espada e o altar. Espanha voltou a ser o guieiro espiritual do mundo. Assim é que o nosso "Caudillo" é tal pola graza de Deus que legiu e o proteje.
Estas palavras obrigadas para um pastor da Igreja, dadas as circunstâncias do mais vale parecer que ser. Palavras que estavam a ouvir as élites do povo e gente variada. Despois Dom Calixto levantou-se e dispuso-xe a retirar-se daquela reunião florentina.
—Senhores, moi boas tardes, até outro momento. Fiquem com Deus.
I.- Veo un video de la Fundación Juan March en el que el periodista, crítico literario, y escritor Sergio Vila-Sanjuán sobre los best sellers literarios a lo largo de la historia. Me quedo con la frase de que los periodistas por su oficio tienen predisposición a ser buenos escritores ya que tienen aprendido el oficio de contar de forma sencilla para llegar a la gente cosas y tienen adquirida la disciplina de escribir en un tiempo limitado, cosa muy importante para un escritor. Me convenció el argumento y por eso lo anoto. Otra cosa es el talento o la forma de llegar a ser un betseller, eso ya es más misterioso y depende de muchas más circunstancias, entre ellas la suerte. El hecho de ser best seller no tiene porque ser mala literaratura, todo lo contrario la mayoria de los betseller son buena literatura. Me alivió cuando dijo que por ejemplo el " Principito" que es libro más vendido en Francia y uno de los que más en el mundo él no lo soporta y me acordé de mi mismo que me pasa lo mismo y ya puedo contar uno de mis secretos más guardados sin complejo, no soporto el Principito.
En relación con el escritor-periodista de éxito, surge inevitablemente la figura de García Márquez que antes de ser escritor de éxito se dedicaba a escribir en periódicos y fundamentalmente a hacer escritos de publicidad en México. Marquez escribe fácil y sencillo en la forma para que todo el mundo lo entienda al tiempo que sus novelas están magnifícamente estructuradas y completas. Creo que lo más difícil es escribir sencillo, que parezca fácil, que el lector piense que el mismo podría escribir así.
I I.-.- Me encuentro con un post en el blog del año 2017, sobre
la defensa común europea, Trump, la Otan.... Me sorprendí a mi mismo de
que parece que lo escribí ayer. Hoy parece que podía decir lo mismo. No
está mal y es actual o lo parece. No obstante en cinco años , al menos
en este tema, parece que no pasa nada, pero en uno sólo, de repente,
parece que cambia el mundo y que se abre el telón de la guerra y la
confrontación que creíamos controlado. El último año han pasado cosas y
muy graves, una nueva variable, la invasión de Ucracia por Rusia,
parece cambiar todo. Esta situación es una condicionante fundamental,
para hablar ahora de la seguridad conjunta Europea de forma autónoma,
sin la dependencia directa de los Estados Unidos. Parece que está fuera
de lugar y sin embargo es todo lo contrario. Alguna vez sabremos hasta
donde esta guerra entre sus fines e intereses estaba preparada o azuzada
por los dos gigantes, Rusia y Estados Unidos, precisamente para evitar
el crecimiento de la Unión Militar europea como nueva potencia de
seguridad conjunta. El caso es que la geopolítica mundial, esa lucha
por el poder y la hegemonía mundial atrvés del control del territorio
está de nuevo más viva que nunca. Ha intensificado más sus
posicionamientos, se está moviendo, ha cambiado algunos paradigmas como
la debilidad de la disuasión como escudo mundial y ahora mismo
estamos en un impasse sobre como vamos a salir de todo esto. No es el
mejor tiempo para la seguridad conjunta europea, creo que ahora nadie
nos va a comprar este discurso, el personal estamos bien preocupados
por el precio de la energía y con el deseo de que se acabe la guerra. Es
lógico. Pero si algo se tiene que aprender de esta situación es que
Europa necesita hacerse valer como potencia militar conjunta y liderar
una posición, através de Alemania, con la Europa llamada del Este o la
de la próxima a Rusia y a la Europa del Este.