luns, 26 de xaneiro de 2026

Era daquela num dia de Julho, do 1965 em Baltar.

 

   Dom Calixto, o cura da Boulhosa,  não teve medo o calor e montou um dia mais  na sua cavaleria, uma besta grisalha e nobre de pranta e bom porte,  e mansinhamente percorreo os quatro quilómentros de caminho entre A Boulhosa e Baltar. Ainda não há estrada apropriada para os automóveis, os caminhos são os mesmos que os dos nossos antergos galaícos, galaico-romanos e suevos, pois de todo havería por aquí que ainda que não temos vestigios que mostrar, tiramos de certa intuição da toponimia e achamos que os germánicos-suevos andiveram por cá. Mas não são neste caso os Suevos os que ocupam o nosso tempo e tampouco os do cura Dom Calixto. Ele chapeu na cabeça vai caminho adiante prá beirada do café do Pepinho,  depois de deixar o jumento atado diante da tenda da senhora Herminia que se ocupara de pôr-lhe caldeiro de auga e manhuço de erva pra aliviar a sua espera e reponher forças pra fazer o caminho de volta.

       Dom Calixto deu as horas  e foi saudado por quase todos os concorrentes do café cos que se atopou. Viu-se quase obrigado a sentar-se numa das mesas de fora na que estavam animadamente a conversar o senhor abade de Baltar, o Sarxento da Garda Civil e o  Dom  Honorio, burócrata das oficinas do concelho, ainda que daquela diciamos Axuntamento, meio traducindo a palavra oficial de ayuntamiento. Na mesa do lado repicavam contra o mármores as fichas de dominó da partida que estavam a botar entre o Secretario, o cabo da Garda Civil, o encargado da Fenosa e o negociante em peles, perniles e variedades da mesma clase o "jamoneiro". Todos fizeram acenos breves de saudo para Dom Calixto o tempo de seguirem  repinicando na mesa e  alzavam a voz para justificarem uma jogada ou recriminarem-lhe o companheiro a dele.Era a música habitual.

   Despois de cumprimentar a mesa na que se sentou, falou-se do tempo que estavamos a ter, moito calor pra altura do ano, ainda que pro  agricultor era bom, pois o pão tinha que madurar bem pra seitura. Depois pasou-se  os comentários obrigados de notícias que cada um ouvira no parte da radio.  Algo se disse sobre a guerra de Vietnam,  a commemoração dos vintecinco anos de paz  que nos trouxera  “o  Generalísimo” que aparecia sorrinte nos cartazes pendurados por toda parte. Todos resaltavam quanto tinha prosperado Espanha dende então e a Deus grazas podíamos desfrutar do período mais longo de paz da historia da Pátria. Todos concordavam felizes de viver naquele momento de progreso e solaz, no que estavamos a prosperar moito, atrás ficavam os ominosos anos da fame. Num momento Dom Calixto morninhamente, dirigindo-se o Sarxento, fijo um comentário obrigado. 

    —Então Dom Fernando, andarão moi ocupados na Comandáncia coa desgraza do asassinato do chofer. 

     O sarxento era já um homem maduro. Dava imagem também de experimentado no seu oficio pois a cara já anunciava andar  no final da sua carreira. É precisso dizer que naquela altura e por ordem da superioridade, ainda nos seus momentos de ocio os gardas tinham que vestir o uniforme reglamentario com cinto e pistola do nove largo na funda  e o tricornio negro apostado o seu carão, ou  onde estivesse a mão. Ele tinha um fino bigode, pelo branco curto, homem de  meia altura, delgado e fino de talhe. A sua apariência não era nada arrogante e moitas vezes passava desapercebido no local do café. Ele contestou a Dom Calixto com moita mais longura e dedicação da que acostumava para os casos de asuntos de serviço. Tal vez um pouco doido pola circunstancia de parecer que estava tutelado por um superior, o capitám,  e para justificar-se ante uma pessoa  que  ele sabia conhecedora do que passava e pra divulgação pública, por se houvesse algún “ruxe-ruxe”, ou um “dixo-me, dixo-me”, que puder pôr  em dúvida o seu prestixio,  comentou para todos os presentes,

— Pois não pense, dom Calixto. Como bem sabe você a investigação  está totalmente nas mãos do Capitám Folgoso Quintana que veu dende Madrid  a pé feito pra fazer-se cargo de todo. Nós estamos tranquilos, nada temos para fazer o respeito nem os meus jefes me chamam pra nada. Só lhe damos apoio e informação que nos pede o capitám  e nada mais. Ele fala cos gardas, comigo, interroga gente da que comunicamos suspeitas etc. e  fai  uma cousa que nós numca fizemos, falar moito coa GNR. Tem falado co Tenente Coronel de Chaves  e também co capitám de Montealegre. Isto é cousa novidosa para nós porque nós pouco, por não dizer nada, falamos cos portugueses e como bem sabe, ainda que os dous povos temos governos amigos,  na práctica,estamos acostumados  a andar   de costas viradas para os gardinhas e eles também para nós. O nosso trabalho é nem deixar pasar dalá pra cá nem o ar se for posível, assím que o inimigo para nós está lá depois da raia. Haja o que houver nas investigações, acho vão durar pouco tempo, pois o capitam vem com moitas ganhas de esclarecer pronto o caso e de seguro que o fará logo.

O sarxento até se surprendeu a se mesmo da largueza com que falara. No entanto, parecia pensar para sim-mesmo que  o destinatario da mesma,  um  cura, merecia dar-lhe certa relevância e  confiança. Não há problema, pensou, que  melhor que um cura para ter prudência no falar. Mas não era ele um dos tantos que falam por falar, neste caso administrou bem as suas palavras,  o Sarxento D. Fernando Airas  Maroto, pois o seu objectivo era por o  seu relato  a correr por ahí adiante. (Já me entendem). Home com experiência sabia que a  propaganda se não cha fam outros polo menos intenta faze-la tu.

   — Compreendo- engadiu dom Calixto. — Já sabe meu amigo, o mesmo se passa na Igrexa como Institução ainda que divina, também é humana e jerarquica. Onde há jerarquia como passa no Corpo da Garda Civil, estas cousas sucedem e só queda ponher-se, como dizem os militares, em primeiro tempo de saúdo. Razões poderosas  terá o mando para as suas decisões. 

   Ficava claro que a presença do capitam adoecia moito o Sarxento-comandante do posto de Baltar. Temia, como qualquera, que o seu prestigio fosse minguado por comentarios mal intecionados. E já  como pra rematar a conversa o sarxento  soltou uma pequena arenga patriótica e moral tão habitual naquela altura.

 —Assim é Dom Calixto, e assim deve ser, como bem di você. A disciplina é para nós a pedra angular do nosso ser e  saber estar. Hoje em  Espanha temos paz, trabalho e ordem e grazas o nosso  "Caudillo" que Deus conserve moitos anos. Mas bem sabe você e todos voçês que a Garda Civil foi na guerra e é agora o piar clave do mantemento do ordem e a vixiancia e o controlo daqueles que quigessem subverter o nosso Régime. 

Dom Calixto recebeu o embate moral e ideolóxico e também  quijo deixar a sua pegada naquel pequeno duelo florentino. 

—Faço minhas as suas palavras e desejos, caro D. Fernando e engado,  que sem a fé e a lavoura pastoral da Igreja tudo sería estéril. A “Vitoria” trouxe a recuperação dos valores morales da religião. A nossa vitoria foi o trunfo conjunto da espada e o altar. Espanha voltou a ser o guieiro espiritual do mundo. Assim é que o nosso "Caudillo"  é tal pola graza de Deus que legiu e o proteje.

 Estas  palavras obrigadas para um pastor da Igreja, dadas as circunstâncias do mais vale parecer que ser. Palavras que estavam a ouvir as élites do povo e gente variada. Despois  Dom Calixto levantou-se e dispuso-xe a retirar-se daquela reunião florentina.

  —Senhores, moi boas tardes, até outro momento. Fiquem com Deus. 

ImaxeConto o que sei por ter vivido e não  por ouvir dizer.Conto de acontecidos verdadeiros... 

 

domingo, 25 de xaneiro de 2026

Notas soltas (Reciclaje blogueiro)

   Este post fue escrito el 12.11.2022. Hoy lo reciclamos. 

I.-     Veo un video  de la Fundación Juan March  en el que el periodista, crítico literario, y escritor  Sergio Vila-Sanjuán  sobre los best sellers literarios a lo largo de la historia. Me quedo con la frase de que los periodistas por su oficio tienen  predisposición a ser buenos escritores ya que tienen aprendido el oficio de contar de forma sencilla para llegar a la gente cosas y tienen adquirida la disciplina de escribir en un tiempo limitado, cosa muy importante para un escritor. Me convenció el argumento y por eso lo anoto. Otra cosa es el talento o la forma de llegar a ser un betseller, eso ya es más misterioso y depende de muchas más circunstancias, entre ellas la suerte. El hecho de ser best seller no tiene porque ser mala literaratura, todo lo contrario la mayoria de los betseller son buena literatura. Me alivió cuando dijo que por ejemplo el " Principito" que es libro más vendido en Francia y uno de los que más en el mundo  él no lo soporta y me acordé de mi mismo que me pasa lo mismo y ya puedo contar uno de mis secretos más guardados sin complejo, no soporto el Principito. 

      En relación con el escritor-periodista de éxito, surge inevitablemente la figura de García Márquez que antes de ser escritor de éxito se dedicaba a escribir  en periódicos y fundamentalmente a hacer escritos de publicidad en México. Marquez escribe fácil y sencillo en la forma para que todo el mundo lo entienda al tiempo que sus novelas están magnifícamente estructuradas y completas. Creo que lo más difícil es escribir sencillo, que parezca fácil, que el lector piense que el mismo podría escribir así. 

     I I.-.-  Me encuentro con un post en el blog del año 2017, sobre la defensa común europea, Trump, la Otan.... Me sorprendí a mi mismo de que parece que lo escribí ayer. Hoy parece que podía decir lo mismo. No está mal y es actual o lo parece.  No obstante en cinco años , al menos en este tema, parece que no pasa nada, pero en uno sólo,  de repente,  parece que cambia el mundo y que se abre el telón de la guerra y la confrontación que creíamos  controlado. El último año han pasado cosas y muy graves, una nueva variable, la invasión de Ucracia por Rusia, parece cambiar todo. Esta situación es una  condicionante fundamental,  para hablar ahora de la seguridad conjunta Europea de forma autónoma, sin la dependencia directa de los Estados Unidos. Parece que está fuera de lugar y sin embargo es todo lo contrario.  Alguna vez sabremos hasta donde esta guerra entre sus fines e intereses estaba preparada o azuzada por los dos gigantes, Rusia y Estados Unidos,  precisamente para evitar el crecimiento de la Unión Militar europea como nueva potencia de seguridad conjunta. El caso es que la   geopolítica mundial, esa lucha por el poder y la hegemonía mundial atrvés del control del territorio está de nuevo más viva que nunca. Ha intensificado más sus posicionamientos,  se está moviendo, ha cambiado algunos paradigmas como la debilidad de la disuasión como escudo mundial  y  ahora mismo estamos en un impasse sobre como vamos a salir de todo esto. No es el mejor tiempo para la seguridad conjunta europea, creo que ahora nadie nos va a comprar este  discurso, el personal estamos bien preocupados por el precio de la energía y con el deseo de que se acabe la guerra. Es lógico. Pero si algo se tiene que aprender de esta situación es que Europa necesita hacerse valer como potencia militar conjunta y liderar una posición, através de Alemania, con la Europa llamada del Este o la de la próxima a Rusia y a la Europa del Este.



xoves, 22 de xaneiro de 2026

Geopolítica.¿ Donde estamos, a donde vamos? II

                          Es difícil explicarlo mejor. 

Mark Carney. Prime Minister of Canada and Leader of the Liberal Party | . 

Es muy importante. Es el discurso de este 20.01.2026 en Davos del primer ministro canadiense

 Esto irá a los libros de historia. Más allá de tener las referencias correctas y estar muy bien escrito, Carney tiene el valor y la lucidez de llamar de una vez a las cosas por su nombre.

 

 Imagen

 

Es un placer —y un deber— estar con ustedes en este punto de inflexión para Canadá y para el mundo. Hoy hablaré de la ruptura del orden mundial, del fin de la grata ficción y del amanecer de una realidad brutal en la que la geopolítica de las grandes potencias no tiene freno. Pero sostengo, aun así, que otros países —en particular las potencias medias como Canadá— no están indefensos. Tienen el poder de construir un nuevo orden que integre nuestros valores, como el respeto de los derechos humanos, el desarrollo sostenible, la solidaridad, la soberanía y la integridad territorial de los Estados. El poder de los menos poderosos comienza con la honestidad. Cada día se nos recuerda que vivimos en una era de rivalidad entre grandes potencias. Que el orden basado en normas se está desvaneciendo. Que los fuertes hacen lo que pueden, y los débiles sufren lo que deben. Este aforismo de Tucídides se presenta como inevitable: la lógica natural de las relaciones internacionales reimponiéndose. Y, ante esa lógica, existe una fuerte tendencia de los países a adaptarse para encajar. A acomodarse. A evitar problemas. A esperar que el acatamiento compre seguridad. No lo hará. Entonces, ¿cuáles son nuestras opciones? En 1978, el disidente checo Václav Havel escribió un ensayo titulado El poder de los sin poder. En él planteó una pregunta sencilla: ¿cómo se sostenía el sistema comunista? Su respuesta empezaba con un verdulero. Cada mañana, este tendero coloca un letrero en su escaparate: “¡Proletarios de todos los países, uníos!”. No lo cree. Nadie lo cree. Pero lo coloca de todos modos: para evitar problemas, para señalar conformidad, para llevarse bien. Y como cada tendero en cada calle hace lo mismo, el sistema persiste. No solo mediante la violencia, sino mediante la participación de la gente común en rituales que, en privado, sabe que son falsos. Havel llamó a esto “vivir dentro de una mentira”. El poder del sistema no proviene de su verdad, sino de la disposición de todos a actuar como si fuera cierto. Y su fragilidad proviene de la misma fuente: cuando incluso una sola persona deja de actuar —cuando el verdulero quita su letrero— la ilusión empieza a resquebrajarse. Ha llegado el momento de que las empresas y los países retiren sus letreros. Durante décadas, países como Canadá prosperaron bajo lo que llamamos el orden internacional basado en normas. Nos unimos a sus instituciones, alabamos sus principios y nos beneficiamos de su previsibilidad. Podíamos impulsar políticas exteriores basadas en valores bajo su protección. Sabíamos que la historia del orden internacional basado en normas era parcialmente falsa. Que los más fuertes se eximirían cuando les conviniera. Que las reglas comerciales se aplicaban de manera asimétrica. Y que el derecho internacional se aplicaba con rigor variable según la identidad del acusado o de la víctima. Esta ficción era útil, y la hegemonía estadounidense, en particular, ayudó a proveer bienes públicos: rutas marítimas abiertas, un sistema financiero estable, seguridad colectiva y apoyo a marcos para resolver disputas. Así que pusimos el letrero en la ventana. Participamos en los rituales. Y, en gran medida, evitamos señalar las brechas entre la retórica y la realidad. Ese pacto ya no funciona. Permítanme ser directo: estamos en medio de una ruptura, no de una transición. En las dos últimas décadas, una serie de crisis —financiera, sanitaria, energética y geopolítica— dejó al descubierto los riesgos de una integración global extrema. Más recientemente, las grandes potencias empezaron a usar la integración económica como arma. Aranceles como palanca. Infraestructura financiera como coerción. Cadenas de suministro como vulnerabilidades a explotar. No se puede “vivir dentro de la mentira” del beneficio mutuo mediante la integración cuando la integración se convierte en la fuente de tu subordinación. Las instituciones multilaterales en las que se apoyaban las potencias medias —la OMC, la ONU, las COP—, la arquitectura de la resolución colectiva de problemas, están muy debilitadas. Como resultado, muchos países están llegando a las mismas conclusiones. Deben desarrollar mayor autonomía estratégica: en energía, alimentos, minerales críticos, finanzas y cadenas de suministro. Este impulso es comprensible. Un país que no puede alimentarse, abastecerse de energía o defenderse tiene pocas opciones. Cuando las normas ya no te protegen, debes protegerte tú. Pero seamos lúcidos sobre adónde conduce esto. Un mundo de fortalezas será más pobre, más frágil y menos sostenible. Y hay otra verdad: si las grandes potencias abandonan incluso la pretensión de normas y valores para perseguir sin trabas su poder e intereses, los beneficios del “transaccionalismo” se vuelven más difíciles de replicar. Los hegemones no pueden monetizar continuamente sus relaciones. Los aliados diversificarán para cubrirse ante la incertidumbre. Comprarán seguros. Aumentarán opciones. Esto reconstruye la soberanía —una soberanía que antes estaba anclada en normas—, pero que estará cada vez más anclada en la capacidad de resistir la presión. Esta gestión clásica del riesgo tiene un coste. Pero ese coste de la autonomía estratégica, de la soberanía, también puede compartirse. Las inversiones colectivas en resiliencia son más baratas que que cada uno construya su propia fortaleza. Los estándares compartidos reducen la fragmentación. Las complementariedades son de suma positiva. La pregunta para las potencias medias, como Canadá, no es si debemos adaptarnos a esta nueva realidad. Debemos hacerlo. La pregunta es si nos adaptamos simplemente construyendo muros más altos —o si podemos hacer algo más ambicioso. Canadá fue de los primeros en escuchar la llamada de atención, lo que nos llevó a cambiar de forma fundamental nuestra postura estratégica. Los canadienses saben que nuestra vieja y cómoda suposición de que nuestra geografía y nuestras membresías en alianzas conferían automáticamente prosperidad y seguridad ya no es válida. Nuestro nuevo enfoque se basa en lo que Alexander Stubb ha denominado “realismo basado en valores” —o, dicho de otro modo, aspiramos a ser principistas y pragmáticos. Principistas en nuestro compromiso con valores fundamentales: la soberanía y la integridad territorial, la prohibición del uso de la fuerza salvo cuando sea coherente con la Carta de la ONU, el respeto de los derechos humanos. Pragmáticos al reconocer que el progreso suele ser incremental, que los intereses divergen, que no todos los socios comparten nuestros valores. Nos estamos comprometiendo ampliamente, de forma estratégica, con los ojos abiertos. Afrontamos activamente el mundo tal como es, no esperamos al mundo tal como quisiéramos que fuera. Canadá está calibrando sus relaciones para que su profundidad refleje nuestros valores. Estamos priorizando un compromiso amplio para maximizar nuestra influencia, dada la fluidez del mundo, los riesgos que esto plantea y lo que está en juego de cara a lo que viene. Ya no dependemos solo de la fuerza de nuestros valores, sino también del valor de nuestra fuerza. Estamos construyendo esa fuerza en casa. Desde que mi gobierno asumió el cargo, hemos recortado impuestos sobre ingresos, ganancias de capital e inversión empresarial; hemos eliminado todas las barreras federales al comercio interprovincial; y estamos acelerando un billón de dólares de inversión en energía, IA, minerales críticos, nuevos corredores comerciales y más allá. Estamos duplicando nuestro gasto en defensa para 2030, y lo hacemos de maneras que fortalezcan nuestras industrias nacionales. Nos estamos diversificando rápidamente en el exterior. Hemos acordado una asociación estratégica integral con la Unión Europea, incluyendo la adhesión a SAFE, los mecanismos europeos de compra de defensa. Hemos firmado otros doce acuerdos comerciales y de seguridad en cuatro continentes en los últimos seis meses. En los últimos días, hemos concluido nuevas asociaciones estratégicas con China y Catar. Estamos negociando pactos de libre comercio con India, la ASEAN, Tailandia, Filipinas y Mercosur. Para ayudar a resolver problemas globales, estamos impulsando una geometría variable: diferentes coaliciones para diferentes asuntos, basadas en valores e intereses. En Ucrania, somos miembro central de la Coalición de los Dispuestos y uno de los mayores contribuyentes per cápita a su defensa y seguridad. En soberanía ártica, nos mantenemos firmemente junto a Groenlandia y Dinamarca y apoyamos plenamente su derecho único a determinar el futuro de Groenlandia. Nuestro compromiso con el Artículo 5 es inquebrantable. Trabajamos con nuestros aliados de la OTAN (incluyendo el Nordic Baltic 8) para asegurar aún más los flancos norte y oeste de la alianza, incluyendo inversiones sin precedentes en radar de alcance más allá del horizonte, submarinos, aeronaves y presencia terrestre. En el comercio plurilateral, estamos impulsando esfuerzos para tender un puente entre el Acuerdo Transpacífico y la Unión Europea, creando un nuevo bloque comercial de 1.500 millones de personas. En minerales críticos, estamos formando clubes de compradores anclados en el G7 para que el mundo pueda diversificarse y alejarse de un suministro concentrado. En IA, cooperamos con democracias afines para garantizar que, en última instancia, no nos veamos obligados a elegir entre hegemones e hiperescaladores. Esto no es multilateralismo ingenuo. Tampoco es depender de instituciones debilitadas. Es construir coaliciones que funcionen, asunto por asunto, con socios que comparten suficiente terreno común como para actuar juntos. En algunos casos, será la gran mayoría de las naciones. Y es crear una densa red de conexiones a través del comercio, la inversión y la cultura, de la que podamos valernos para desafíos y oportunidades futuras. Las potencias medias deben actuar juntas porque, si no estás en la mesa, estás en el menú. Las grandes potencias pueden permitirse ir solas. Tienen el tamaño de mercado, la capacidad militar, la palanca para dictar condiciones. Las potencias medias no. Pero cuando solo negociamos bilateralmente con un hegemón, negociamos desde la debilidad. Aceptamos lo que se nos ofrece. Competimos entre nosotros por ser los más complacientes. Esto no es soberanía. Es la representación de la soberanía mientras se acepta la subordinación. En un mundo de rivalidad entre grandes potencias, los países intermedios tienen una elección: competir entre sí por el favor o unirse para crear un tercer camino con impacto. No debemos permitir que el auge del poder duro nos ciegue ante el hecho de que el poder de la legitimidad, la integridad y las normas seguirá siendo fuerte —si elegimos ejercerlo juntos. Lo cual me devuelve a Havel. ¿Qué significaría para las potencias medias “vivir en la verdad”? Significa nombrar la realidad. Dejar de invocar el “orden internacional basado en normas” como si siguiera funcionando tal como se anuncia. Llamar al sistema por lo que es: un período en el que los más poderosos persiguen sus intereses usando la integración económica como un arma de coerción. Significa actuar con coherencia. Aplicar los mismos estándares a aliados y rivales. Cuando las potencias medias critican la intimidación económica que viene de una dirección pero guardan silencio cuando viene de otra, estamos manteniendo el letrero en la ventana. Significa construir aquello en lo que decimos creer. En lugar de esperar a que el hegemón restaure un orden que está desmantelando, crear instituciones y acuerdos que funcionen como se describen. Y significa reducir la palanca que permite la coerción. Construir una economía doméstica fuerte debería ser siempre la prioridad de todo gobierno. Diversificar internacionalmente no es solo prudencia económica; es la base material para una política exterior honesta. Los países se ganan el derecho a posturas basadas en principios reduciendo su vulnerabilidad a represalias. Canadá tiene lo que el mundo quiere. Somos una superpotencia energética. Poseemos vastas reservas de minerales críticos. Tenemos la población más educada del mundo. Nuestros fondos de pensiones están entre los mayores y más sofisticados inversores del planeta. Tenemos capital, talento y un gobierno con una enorme capacidad fiscal para actuar con decisión. Y tenemos los valores a los que muchos otros aspiran. Canadá es una sociedad pluralista que funciona. Nuestro espacio público es ruidoso, diverso y libre. Los canadienses siguen comprometidos con la sostenibilidad. Somos un socio estable y fiable —en un mundo que no lo es—, un socio que construye y valora relaciones a largo plazo. Canadá tiene algo más: el reconocimiento de lo que está ocurriendo y la determinación de actuar en consecuencia. Entendemos que esta ruptura exige más que adaptación. Exige honestidad sobre el mundo tal como es. Estamos quitando el letrero de la ventana. El viejo orden no va a volver. No deberíamos lamentarlo. La nostalgia no es una estrategia. Pero, a partir de la fractura, podemos construir algo mejor, más fuerte y más justo. Esta es la tarea de las potencias medias, que son las que más tienen que perder en un mundo de fortalezas y las que más tienen que ganar en un mundo de cooperación genuina. Los poderosos tienen su poder. Pero nosotros también tenemos algo: la capacidad de dejar de fingir, de nombrar la realidad, de construir nuestra fuerza en casa y de actuar juntos. Ese es el camino de Canadá. Lo elegimos abierta y confiadamente. Y es un camino ampliamente abierto a cualquier país dispuesto a recorrerlo con nosotros. 

Geopolítica.¿ Donde estamos, a donde vamos? I

                                         IDEAS FUERZA: 

                                               GLOBALIZACIÓN

            HA FRACASADO .

                                   Exige: CONFIANZA MUTUA.

                                                                     ---------Se ha roto. 

Esta globalización  tiene: 

BENEFICIOS; cadenas de suministros muy grandes, interrelaciones comerciales  y sociales mayores. Beneficio para todo el mundo. 

PROBLEMAS  La inmigración, debido a la enorme desigualdad en el mundo. Esto ha causado problemas en ciertas partes y es una consecuencia lógica de contrapartida de los beneficios. 

                                               LA CONFIANZA MUTUA 

     Se ha ido degrando en los últimos quince años: 

1.- 2008: Crisis económica debido a las hipotecas  en Estados Unidos. Alerta al mundo. 

2.- El Coronvavirus. Cierre de fronteras.  Se rompe la cadena de suministros. cada uno se busca la vida como puede para conseguir material sanitario. Desconfianza mútua ante las dificultades. 

3.- 2014.- La Guerra de Ucrania. La desconfianza de que cualquier potencia puede romper el sagrado príncipio de la soberanía nacional. Que los Imperios están latentes y que pueden volver. 

                                             ESTA FALTA DE CONFIANZA provoca: 

     Empresas:  empiezan a pensar que cualquiera le puede hacer daño. Que tengo que buscar mi refugio patrio para defender contra un ataque hostil. 

     Proteccionismo. Los paises vuelven a cerrarse en sus mercados y desconfian de que la dependencia de suministros pueda ocasionarles grandes males. 

   COMO PODEMOS GESTIONAR LA CONFIANZA DE LA GLOBALIZACIÓN

   ES NECESARIO TENER MENTALIDAD  DEL SIGLO QUE VIVIMOS, NO DEL SIGLO XIX. O SEA LA DE QUE EL MUNDO SE RIGE POR EL PODER  DE LOS           IMPERIOS. 

 

                      Tenemos um grave problema hoy:  

 Tenemos a dos viejos  ideológicos, con mentaliad del XIX para gestionar la globalización: 

                                                       PUTIM.- TRUMP.      

                                                     Consecuencia: 

PIENSAN A CORTO PLAZO

SE BASAN EN EL TERRITORIO  Y EN EL DOMINIO DE ESE TERRITORIO. 

     VOLVEMOS A LOS  IMPERIOS DE ANTES DE LA I GUERRA MUNDIAL. 

    America First, La madre Rusia.  

Se cierran en sus imperios : extiendo y hago la guerra  en mi zona de influencia para protegerme. 

                                                 Esto ha dado lugar:   

                                                NEOIMPERIALISMO TRUMP-PUTIN:  

            SE BASAN EN: 

                                                                   ASUSTAR

             PROYECTAR PODER

                                                                          CHANTAJEAR. 

                                 EUROPA

Es fruto de la experiéncia de dos guerras mundiales. 

Europa es fruto de la lucha CONTRA LOS IMPERIOS: 

                                             COOPERACION 

                                             NO  GASTO ARMAMENTISTICO. 

             Cedió su defensa a los ESTADOS UNIDOS...   mutua confianza, globalización. 

                                               ACTUALMENTE EUROPA ESTA AMENAZADA

Se ha roto la cadena de confianza y pactos mutuos. Está amenazada de ser fracturada y depender de los Estados Unidos en una relación de vasallaje y de Rusia en control estratégico. Europa como idea y proyecto es el enemigo a batir por Estados Undos y Rusia. No sólo les molesta, mucho más, les entorpece en su dominio del mundo. Es el enemigo a batir y al mismo tiempo es nuestra propia solución, la de los estados medianos que no podemos combatir aislados. Europa es el mercado más importante del mundo, somos 500 millones de habitantes, más que Rusia y Estados Unidos juntos. Somos  la cuarta parte de la riqueza del mundo. Somos um proyecto político muy avanzado que ha tenido retrocesos por falta de voluntad política, la contrainfluéncia americana sobre todo a través de Inglaterra etc. Tenemos que entendernos bien y de tu a tu con Rusia, pues es el vecino del Este. El Estado social de Europa como ejemplo o forma política es temido y odiado por Estados Unidos de forma ideológica y por Rusia como ya fue en la era comunista como anhelo y ejemplo para sus ciudadanos. Quieren destruir Europa como  sea. Eso es una idea fundamental que debemos tener clarificada. 

                                                DEFENSA DE EUROPA

 EUROPA TRABAJANDO UNIDA PUEDE VENCER A LOS ESTADOS UNIDOS O MAS BIEN NO CAER EN EL VASALLAJE DE CADA NACIÓN POR LIBRE: 

SOMOS EL JUGADOR MÁS MODERNO DE TODOS, ACTUALIZADO PARA EL NUEVO SIGLO. 

SOMOS EL MERCADO MAS GRANDE DE  LA TIERRA, EL QUE INTERESA A TODAS LAS POTENCIAS. 

                                     COMO ASUSTAR O DEFENDEERNOS DE ESTADOS UNIDOS. 

 

TENEMOS QUE RECUPERAR LA INDUSTRIA MILITAR. FABRICAR Y TENER NUESTRA PROPIA DEFENSA UNIDA. 

APROXIMARSE AL MERCADO CHINO

REFORMAR NUESTRO SISTEMA POLÍTICO EJECUTIVO PARA TOMAR DECISIONES MÁS RAPIDAS E INFLUYENTES EN EL MUNDO. 

       Estados Unidos tendrá, ante esta actitud de cambiar sus formas porque su economía se resentirá. 

ES EL MOMENTO DE MÁS EUROPA. ES LA OPORTUNIDAD DE CONFIGURAR POLITICAMENTE LA UNION EUROPEA. SE HA RECORRIDO UN LAGO CAMINO DE EXPERIÉNCIA POLÍTICA. LOS TIEMPOS OBLIGAN A POTENCIARNOS COMO POTENCIA MILITAR, ECONÓMICA Y POLÍTICA ANTE EL MUNDO, PARA NO HUNDIRNOS INDIVIDUALMENTE.  

martes, 20 de xaneiro de 2026

Eu som de fentos. E de passo , algo da imersão linguística.

 Fentos | Doeixo | Flickr

https://twitter.com/DiegoBernalRico/status/1799155556994916533

No padrom galego FENTOS! Em Portugal som FETOS e no Brasil SAMAMBAIAS

E vós como lle chamades aos "fuentos"? Fentos, fieitos, folgueiras... na Raia seca, en Calvos de Randín chamámoslle "fuentos" 

Na minha zona muita gente diz "fentos". Quando era criança era a única forma que eu conhecia.
 
    Assim desta maneira parolavam uns e outros arredor da palavra Fentos, que para mim sempre foi clara e única, desconhecedor que noutros lugares usavam outras palavras parecidas para identificar aquela planta tão comúm.   Pero bem se vê que não é asim o qual demostra a riqueza do galego e dos moitos sinónimos das nossas palavras espalhadas polo territorio galego e português.  
     No entanto, esta questão intrascendente e nada novidossa deu-me pê para recordar-me duma anedota que passou na minha infância escolar,  lá no meu povo co meu mestre na  altura  de Atapuerca.  
 

  Anedota: 

      Eu vivim uma época, a que me tocou, que me proporcionou uma inmersão lingüística natural  no galego que tal vez fosse a última da historia. Dende o 1956 a 1966 eu só ouvia falar em galego, e só falava em galego. O espanhol  tinha-mô-lo na escola, como idioma de aprendizajem , e como idioma oficial necessario para sermos uns cidadãos plenos. Co mestre tanto nas aulas  como fora delas a comunicação era quase sempre em  castelhano, ainda que ele era, normalmente,  falante galego coas persoas do povo. Na igreja  o cura falava-nos o castelhano, misturado na vida ordinária co galego.  Os funcionarios do concelho e os médicos também nos falavam em galego. Havía só uma ou duas familias,  a chamada do médico, o veterinario e alguma mestra que vinha de paso,que falassem entre eles em castelhano. Os Gardias falavam-nos todos em galego.  Era moi pouco, quase mínimo o uso de radio e  televisão, na que ouviamos o castelhano. Além da enciclopedia, o catecismo,  algúm livrinho ou jornal, alguns tebeos,  poucos mais livros tinhamos para lêr em castelhano, obviamente em galego não existiam ainda livros escritos para a gente comúm. As horas de galego eram o cabo do dia, moitas em todo o ano, com destaque no  inverno arredor da lareira coa narração das lendas, as conversas familiares e  a transmisão de conhecementos antigos e faladoiros varios: todo esto era em galego.    
      Pois bem o senhor mestre que nos tocou, pedagogo das silveiras,   era um sabio na utilização da retranca tanto  na sua vida ordinaria como cos alunos  nas aulas. Pero  olho, a sua retranca sempre estava adereçada ou mais bem estercada coa burla,  a mofa e misturada com um pouquinho de  humilhação e rebaixamento da dignidade daquelas pequenas alminhas. 
     Em certa ocasião prá ensinar-nos uma palavra castelhana, rara no sonido  prá nós ,  a qual  ninguém utiliçava, fixo uma performance do seu jeito. Assim pois para aprender-mos e não olvidar-nos numca da palavra "helechos" que parecia resistirse-nos no aprendizajem, escolheu a tres incautos da classe e dixo-lhes: 
   —Ides  o monte da fonte de  Miro, que fica detrás da escola,  e apanha-des  uns "helechos e traede-los ". 
   Os rapazes sairom coas caras asustadas, sem dizer palavra, pois o medo é o que tem, que não te deixa falar. Sairom pois como almas em pena e já fora da clase,  tentariam  gestionar da melhor forma que se lhes ocorriria a ordem recevida,  embora topariam-se, os coitados, coa  sua ignorância. Os que ficamos acochados entre aquelas paredes, os afortunados que  quedamos na aula, estávamos também olhando para o céu e dando vivas de não sermos  parte daquela vítimas que iam ser masacradas. Nós também eramos vítimas da nossa ignorância. 
     O senhor pedagogo das silveiras, em quanto sairom já fixo chacota  dos mandados, sabedor de que não iam encontrar "helechos" no monte de  Miro. Pero não porque não os houvesse, que de isso sobraba por alí, senão porque eles não sabiam que os tais helechos são os nossos fentos de toda a vida. Eis a questãó, tanto dizer sempre fentos não se nos ocorrira saber que longe de nós outra gente chamava-lhe a aquelas prantas que não tinham jeito nem valor: "helechos". 
      Chegarom dalí a um bom tempo, os nossos colegas. E asustadinhos, entrarom: 
     —Da usted su permiso. 
     —Que, traedes os helechos? —Ele sempre nos falava em castelhano, obviamente, ainda que prá fazer brincadeiras, mostrar-se  graçioso-chistoso,  e fazer escárnio, então utilizava o galego. 
      Eles só conseguirom mover a cabeça a vez que contestavam 
      — No señor.—Dito baixinho. 
 Sem atrever-se a dizeer que não sabiam o que eram os tais helechos.
       Daquela falou o boi e dixo muuuu:  
     — Pois mirai, lapadoiras, que sodes uns lapadoiras, os helechos são o mesmo que os fentos. Passai, e haver se assim vos queda aprendida  prá sempre a palavra. 

 Imersão lingüística: 

 
      Pois assim foi. São as cousas que tem a "imersão lingüística" que as vezes não sabes o que são os helechos. Uma eiva terrível na formação intelectual dum neno da aldeia. 
      Orgulho-me de haver sido filho de viver numa época na que a realidade era o que agora chamamos inmersão linguística que me facilitou ter e pensar no meu propio idioma e que não me privou de falar e lêr em castelhano em moitos casos bastante melhor que aqueles criados na cidade e só no idioma castelhano. Não  foi numca na minha vida um travão, viver isolado em galego os nove primeiros anos da minha vida,  prá fazer despois  um bacharelato fora de Galiza, falar um castelhano perfeito, ter duas carreiras universitarias. Sim foi  uma aprendizajem que me proporcionou uma vantagem que da o ter dous idiomas:  empenho na comparação dum e outro para corregir os posíveis erros no que o meu galego colisionava co castelhano; isso ajudou-me a falar bem o castelhano por evidentes motivos de interesse, magoa que daquela eu não sabia que a minha fala ou linguagem também era um idioma normativizado pola história e uso e a costume secular de gentes que o mantiverom e perfecionarom. Quando a mente trabalha em dous sistemas linguísticos diferentes está a favorecer o conhecemento de outros idiomas, abre a mente a curiosidade e o conhecemento e familiariza-nos coas palavras, ou seja uns amadores da filologia. 

luns, 19 de xaneiro de 2026

Johann Cruyff que estás en los cielos . ( Reciclaje blogueiro.)

 Este post, tiene nueve años. Fué escrito en homenaje a uno de los grandes del fútbol. Hoy viene al recuerdo. 

 Johann Cruyff que estás en los cielos

   
  Allá por el año 1973 apareció por aquí un larguirucho con media melena y cara chupada que venía del mejor equipo de Europa en aquel momento el Ajax de Ámsterdam. Vino para quedarse, pues  echó cinco temporadas como jugador en el Barça. Se iba y volvía pero siempre mantuvo en Barcelona su casa familiar y allí nacieron sus hijos. Puso a su hijo el catalán nombre de Jordi, aunque tuvo que inscribirlo en Holanda con ese nombre. En Barcelona  se casó su hija con un catalán  y aquí murió.

    Cuando él llegó en España todo era novedad. Recientemente  se había permitido fichar a jugadores extranjeros,  entre los que no se contaban a los hispanoamericanos que eran  oriundos de familia española, y solamente había dos extranjeros  por equipo. Su llegada fué toda una novedad revolucionaria. Yo que andaba en mis bachilleres y viviendo apasadionamente mi mundo futbolero, el personaje no me cayó bien al principio, tengo que decirlo. Supongo que influiría que en aquel momento  yo  era un fiel devoto madridista y un apasionado de mi ídolo, mi compatriota Amancio, que creo estaba ya jubilándose de los estadios.
     Mi pasión por él no cambió, seguía cayéndome mal. Seguía viendolo chulo y con todos los defectos del rival, en este caso barcelonista. Además de  mi adversión anterior, surgió un hecho que  influyó o más bien me soliviantó mucho contra él chulo holandés. Siempre fuí, y soy,  un apasionado celtista, de  una infantil  devoción. Pues bien por aquella época,  Manolo, nuestro central y el gran capitán, era el ídolo del Celta y el jugador con más proyección de futuro, como se dice ahora. Hete aquí que en un partido yo  y todos vimos,  como de forma  guarra y alevosa  Cruyf le dió una patada a nuestro Manolo. Le produjo una lesión muy grave.  Tal vez no fuese tanto la intencionalidad del caso pero visto con los ojos de forofo  para mi fue como una declaración de guerra. Manolo tenía en ese momento, decían, un precontrato firmado con el Real Madrid y por culpa de esa larga lesión no se llegó a culminar.  Si el chaval larguirucho, Cruyf, me caía mal, anda que  ahora la cosa pasaba a declaración de guerra. Esa pasión visceral hacia que mis  ojos no fuesen  objetivos  al juzgar su futbol . Mi  mirada era selectiva y obviaba sus muchas cualidades  trataba de buscar los defectos de quién había yo declarado enemigo.  O sea nada ayudaba para que le quisiera . Pero como apasionado del futbol. evolucioné de la pasión infantil y creo que en ese tema ya  nunca más  he sido sectario aficionado. Creo que  he sido más del futbol en si que de ningún equipo. Habrá quién me entienda. Mi admiración por cualquier gran jugador sobrepasaba el color de la camiseta. Tal que ya colocados en este plano de intelctuales futboleros el  jodido holandés me iba ganando poco a poco, en todo. Yo iba abriendo mis ojos a su fútbol y sin rubor tuve que reconocer a  todo  el mundo que el flaco holandés era  de lo mejor que habíamos visto. Era bueno, buenísimo  y diferente al resto.
     No obstante, pese a todo, mi cariño no era total. Era objetivo en lo futbolístico pero seguía sin gustarme su personalidad. Fuera del campo era negociante, pesetero, y en aquella época de ingenuidad de una cierta ética aprendida del franquismo eso lo hacía despreciable a nuestra arrogancia ética. Aquí estabamos por lo patrio y el desprecio europeo, así como en contra del mercantilismo obsceno que representaba toda la iniquiedad europea. Por ese camino este colega iba a entrar mal.  Aquí aún no entendíamos eso de mezclar pasión, e ideales, con dinero. Y el fútbol era una pasión.  Vivíamos en la utopía de la furia española y este tío parecía un moderno que encajaría mejor como un miembro del los Beatles que jugando al fútbol al lado de la rudeza y la sobriedad hispana. Por otro lado no   me gustaba su forma de ser  en  el campo, aparte de ser  un  liante,  era mandón, protestón y eso era un ingrediente para  que los equipos   contrarios al Barça, especialmene el Madrid encresparan sus ánimos. Le gustaba el lío y así es bueo  recordar como anécdota que tanto picó en un partido a Villar hoy presidente de la Federación Española y de aquella jugador del Atlétic de Bilbao,  que en medio del campo el desquiciado  Villar  le remangó un puñetazo, o una hostia de aquellas de toda la vida,  en toda la mandíbula  a Cruyf que lo  lanzó al suelo. Seguidamente  Villar se fue del campo sin  decir nada ni mirar al árbitro.Todo el mundo contrario a Cruyf  decía que claro, aparte de ser de Bilbao que te da un plus de animal reconocido, era normal que Villar  saltase, pues el tío era un guarro y un picón. La historia después demostraría  lo  equivocados que  estabamos, pues Villar demostró ser un engreido y arrogante corrupto  dignatario deportivo  y Cruyf un maravillos jugador, una gran persona, un gran entrrenador y  eterno " hombre de fútbol".
      Tengo que reconocer que he visto jugar a Pelé un poco. Tuve la  suerte de ver en blanco y negro  aquél  mundial  apoteósico de México, con la mejor selección brasileña de la historia. Pelé  era elegante, atlético,  rápido. Gustava y era indiscutible, una   maravilla. Era  la época  del fútbol más vistoso, menos físico, con mucho regate corto, centro al área y disposición más estática de los jugadores en el campo. Aparte de eso el  jugador que me ha parecido el mejor del mundo, y que me perdonen, fue Maradona. No he visto a nadie hacer cosas tan precisas y bonitas como Maradona. No sabría explicarlo y no es bueno comparar pero Mesi no es lo mismo. Supongo que en eso influye la edad y el momento vital en el que se está para valorar a cada jugador. Cruyf aunque está entre los cuatro mejores de la  historia, creo que estaría un poco más abajo. Lo que nadie discutirá es que nadie trajo tanto aire nuevo al fútbol  como él. En el campo era jugador y entrenador. Poco a poco iba cambiando las sagradas escrituras del fútbol, disfrutaba siendo transgresor y a mi eso me encanta.  Con él descubrimos una cosa nueva que era el fútbol total. No había posiciones o al menos tan rígidas y estáticas como las que se regían  los  cánones  de la época. Este fútbol total necesitaba algo que lo hacía muy vistoso precisaba de  técnica, velocidad y aceleración. Los cambios de ritmo de Cruyf eran  bestiales, era su arma principal. Todo eso requiere preparación física y buena técnica, imprescindibles en el fútbol del hoy.
       Su manera  psicológica de plantearse en el partido era toda una innovación. No mostraba miedo escénico nunca.  La mirada alta, paseaba y se movía por cualquier parte del campo. Recibía aveces en el centro y organizaba el ataque. Estaba en la banda izquierda muchas veces y daba magníficos pases de gol. Aparecía por la derecha. Con la mano estaba dirigiendo y colocando compañeros en todo momento. Era un magnífico rematador de pie y de cabeza, lo que le hacía goleador también. Era muy bueno en balón parado. Era un director de orquesta que tocaba todos los instrumentos. Pero sobre todo era líder del equipo, mandaba, organizaba, imponía quién jugaba, era su carácter y era el number one, y ese carácter lo mantuvo siempre. El hacia el equipo a su manera, se trajo a   su compañero Neeskens, un trotón técnico y luchador que le ayudaba en el campo un montón. Quería que jugase Clares de delantero centro aunque  no tuviese la calidad necesaria. Siempre fue así.
      Con el tiempo me gustó. Me gustó con aquella selección holandesa increíble de todo, con aquel futbol total y de toque que arrasaba y que fue una revolución en el futbol. Me gustó como se movía, su regate, su manera de posicionarse, aunque veníamos de otra mentalidad futbolística estábamos viendo la novedad y la revolución en el fútbol. Hay personas que nacen para  ser especiales y el lo fue como jugador, no sólo por  como jugaba sino por lo que significó de diferente manera de jugar e iniciar una nueva etapa en el fútbol. Al final nadie se atrevió a discutir su valía.
      Dejó el Barcelona y anduvo entre jugador y entrenador entre España y Holanda. En el año 1985 entrenó al Ajax, pero sin carné. Nunca sacaría el carné de entrenador el que será tal vez el mejor entrenador del mundo, pues en el año 1988, sin carné, inicio su etapa de entrenador en el Barça.
      Si  hablamos del Cruyf futbolista, como uno de los grandes, en esta etapa de entrenador, es para pasmarse y hablar de él tiempo. Su etapa desde el año 1988 hasta el 1995, fue la más grande del Barcelona, no sé si en títulos, ganó la primera copa de Europa de la historia del Club, pero si en nombre, imagen de la entidad, proyección mediática y equipo puntero en una nueva imagen del futbol. Creó el Dream Team y fue la revolución del fútbol moderno. Ya no estaba en el campo pero el genio estaba en el banquillo y ahora proyectaba el chorro de ideas, personalidad y maneras de jugar que cambiaba mentalidades totalmente. Sus dos primeros años fueron de  sequía ganadora, de montaje de la estructura del club y crear una nueva forma de jugar. El Barcelona le aguantó dos años en blanco y con  contestación en la afición porque no veían salida y futuro. Después pudimos disfrutar de un genio dirigiendo un equipo de fútbol. Todo salía de su cabeza, inventaba, hacía lo que quería, fichaba lo que necesitaba, e inventó una nueva forma de comportarse como equipo que dura hasta hoy. Todo lo que vemos hoy lo creó el, que se transportó a través de la escuela de fútbol del Barça  y de  su discípulo Guardiola. Gracias a él aparecieron unos  jóvenes con una manera de jugar que no hubieran triunfado con otro estilo. Recordemos a Guardiola, Ferrer, Amor, Celades, Ivan de la Peña. Recordemos la innovación de  tener un portero jugón, que participara en la salida del balón como un jugador más, algo que hoy parece normal.
      Uno de su grandes capítulo para el Dream Team fue el fichaje de Laudrup, jugador fundamental en su forma de entender el  fútbol de  toque, técnica, velocidad y en la que participaban todo el equipo. La innovación de Bakero como frontón en el medio del campo para apoyo de salida de balón. La importancia que  adquirió el medio centro organizador con la figura de Guardiola. Todas y otras más fueron innovaciones que  han copiado todos los equipo y  que el inventó. El Barça de hoy en su estilo de juego es una copia de aquella forma de jugar que el inventó. Sus entrenamientos fueron innovadores dando más prioridad al balón  por encima de todo. Los famosos rondos de toques de balón era la mayor parte de tiempo de entrenamiento para llegar a tener un equipo que caminase y corriese con el balón. Su filosofía de que si tu tienes el balón el contrario no te crea peligro llega a plasmarse en el estilo de juego, que hoy imitan la mayoría de equipo.
     Como entrenador, no he visto a nadie con la valentía que el ponía en el planteamiento de los partidos. Inventaba y era capaz de hacer debutar de defensa central en el Bernabéu a un chaval de 19 años  y jugando con una defensa de tres. Perdió el partido, pero podía haberlo ganado. La defensa de tres y los dos laterales auténticos extremos fue creación suya. Un sistema impensable antes y que hoy  muy pocos son capaces de organizar.
      El futbol es hoy lo que Johan en gran parte creó y difundió y principalmente como catalán  que se sintió todo lo que dio al Barça desde que el llegó. Sin duda hay personas que marcan  pauta en el mundo y Cruyff   fue uno de ellos.



Nota: Este post fue escrito en 2016 con motivo de la muerte de Johan Cruyf, por  error al revisarlo se ha publicado con fecha de 2019.