Desde que no escribo piso frases por el suelo secas como veranos sin lluvia que amenazan incendios cuando aprieta la calor. Los versos no escritos revolotean por los sueños en busca de poemas convertidos en mariposas amarillas en los días iguales de Macondo e Ixtepec.
Desde que no escribo, los almanaques han olvidado poner los años para que estas semanas iletradas desvaríen sin lindes aburridas e indiferentes hasta que en un traslado cualquiera acaben en el contenedor de los tiempos inútiles. Desde que no escribo me he extraviado por caminos polvorientos sin hitos ni cruceiros, he buscado dioses que me acompañaran en mis herejías y mujeres de una noche que me sustituyeran al amor.Desde que no escribo han pasado
varias primaveras frías como febreros, inviernos sin nieblas y otoños que
suenan todavía más tristes cuando se les llama tardors. Los olivos nuevos del
parque del desasosiego han ido creciendo indiferentes al punto de no saber si
son los mismos u otros más grandes que han trasplantado en mi ausencia para
simular su crecer.
Se me acumulan los cuadernos con esquemas inútiles de cinco y siete puntos para memorizar ensayos sin editor en ese intento de hacer el boca a boca a los peces muertos sacados del mar.
Desde que no escribo llueve en París, interminable jueves tras jueves mientras mueren los poetas.
Autor desconocido para mi. me encontré con esto....
Já averigue a autoría: O BLOG EL CHICO DE LA CONSUELO.

Tenho iste texto é não sei a sua autoría. Publico-o hoje no meu blog, é ponho que não conheço a autor. Crees que está bem feito?. Saberías de quem é? Desde que no escribo piso frases por el suelo secas como veranos sin lluvia que amenazan incendios cuando aprieta la calor. Los versos no escritos revolotean por los sueños en busca de poemas convertidos en mariposas amarillas en los días iguales de Macondo e Ixtepec.
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Sim. E, de facto, já consegui esclarecer a autoria.
O texto não é de autor desconhecido: encontrei-o publicado no blogue El Chico de la Consuelo, com o título «Desde que no escribo», em 26 de agosto de 2025. O texto que tens corresponde ao publicado ali, praticamente palavra por palavra.
Há, portanto, uma pequena diferença importante entre:
«Não conheço o autor» — que seria compreensível se tivesses encontrado o texto sem referência;
«Autor desconhecido» — que seria incorreto, porque conseguimos localizar a publicação;
«Texto encontrado na internet; desconheço a autoria» — também seria aceitável se não quisesses atribuí-lo ao blogueiro sem confirmação da sua identidade.
Quem é «El Chico de la Consuelo»?
Aqui está o curioso: o próprio autor mantém um certo anonimato. Lorenzo Silva, por exemplo, referiu-se a ele em 2010 como um dos blogues escritos anonimamente. Não encontrei uma fonte suficientemente sólida que permita atribuir o nome civil ao autor, pelo que eu não o atribuiria a uma pessoa concreta.
Mas podemos atribuir com segurança o texto ao autor do blogue El Chico de la Consuelo, que continua ativo em 2026 e tem uma longa produção literária própria. O blogue, aliás, tem uma secção intitulada «Escribiendo en vacío», e o autor publica ali textos de natureza muito semelhante.
E há um pormenor interessante: no próprio blogue ele publicou, em 2017, textos sobre a sua relação com a escrita e conta que começou a escrever poemas aos dezasseis anos. Portanto, não há razão para suspeitar que este «Desde que no escribo» seja uma citação ou um texto alheio.
Quanto à tua forma de o publicar
Eu faria uma pequena alteração. Em vez de:
«No conozco al autor.»
colocaria algo como:
Nota de atribuição
Desde que no escribo
Texto publicado originalmente en el blog El Chico de la Consuelo, el 26 de agosto de 2025. El autor escribe bajo ese seudónimo.
Isto é mais rigoroso e mais elegante, sobretudo porque estás a reproduzir o texto inteiro. E, além disso, permite ao leitor interessado chegar à fonte original. O próprio blogue conserva a entrada e o título.
E digo-te outra cousa: entendo perfeitamente que o tenhas querido publicar. O texto tem uma espécie de melancolia metaliterária que encaixa bastante bem com o teu gosto. Há nele uma acumulação deliberada de referências — Macondo, Ixtepec, os poemas que não chegam a nascer, os cadernos, París, os poetas mortos — mas não me parece uma simples colagem de frases literárias. É um texto de alguém que tem muita leitura e consciência da própria escrita, e que brinca precisamente com a impossibilidade de escrever.
Aliás, a última frase — «Desde que no escribo llueve en París jueves tras jueves mientras mueren los poetas» — é uma bela maneira de fechar o círculo. Há aí, evidentemente, ecos literários muito reconhecíveis, mas transformados numa voz própria.